A garoa fina recai em mim ,
Anunciando o meu fim ,
Caindo do céu cinza claro ,
Sobre meu corpo magro ,
Talvez nunca eu saro ,
Deste querer por algo amargo .
Visto a velha jaqueta flanelada ,
Para esquentar alguma parte pelada ,
Que me causava frieza ,
Irritabilidade e avareza ,
Mas sempre terei este cargo ,
De procurar por algo amargo .
O frio toma conta do ambiente ,
Me deixando absolutamente doente ,
Fazendo vagarosamente da rua um lago ,
Estimulando que eu abrace o querer amargo .
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