Poucos minutos ,
Para escrever um poema ,
Loucos redutos ,
Para descrever um problema .
Mas encaixo teorias ,
Compartilho sabedorias ,
Faço do começo do anoitecer ,
Aonde minhas ideias vão amadurecer .
Versos e repentes ,
Me tornam contentes .
Retrato exposto ,
Da loucura no composto .
Rimas e poesia ,
Amo em demasia ,
Construo o que vem de dentro ,
Da circunferência e do centro .
Teses e teoremas ,
Pensamentos e temas ,
Verdades de uma alma jovem ,
Conhecimentos e como se locomovem .
Estranhas sensações ,
Obtusas vibrações ,
Dificuldades e problemas ,
Mais um dia . . . Poesias e Poemas .
Viva , ame , sorria , contemple , sinta , observe , encante , emocione , acaricie , seja , haja , atue , presencie , participe , esteja , insista , documente .
quarta-feira, 5 de julho de 2017
terça-feira, 4 de julho de 2017
Noites frias de julho
Após junho ,
Nasce o rascunho ,
Do tempo frio ,
Do vento vazio .
As esquinas são inabitáveis ,
Estranhos becos incomensuráveis .
O escuridão toma conta do firmamento ,
É rasteiro e estranho este vento ,
O silêncio sem fone ,
Noite estranha e insone :
" Terça - feira ,
A tarde inteira ,
Pensando em como voltar ,
Sem ser notado .
Retornar a lutar ,
Sem ser derrotado .
Mas o tempo é outro ,
Encontro e desencontro ,
Em minha memória ,
Um romance , um verso e uma história .
Lembro vagamente dela ,
Em noites de lua amarela ,
Em que as nuvens caminham sobre o céu ,
Palavras vagam na brisa ao léu ,
O coração parece um motor ,
Como histórias de qualquer contador .
Comparado ao mesmo mês ,
Do ano passado ,
Lembro da vez ,
Da recordação do ultrapassado .
As chances eram menores ,
As chagas pareciam piores .
Mas o tempo mostrou ,
Quem acertou e quem errou .
O barulho no telhado ,
O lábio retalhado ,
As pernas não obedecem mais o comando ,
Uma lembrança vem retornando .
Pra um louco , a noite é um bagulho ,
Para o vigia , a noite é um barulho ,
Para o garimpeiro , a noite é um pedregulho ,
Mas sem ela , são apenas noites frias de julho " .
Nasce o rascunho ,
Do tempo frio ,
Do vento vazio .
As esquinas são inabitáveis ,
Estranhos becos incomensuráveis .
O escuridão toma conta do firmamento ,
É rasteiro e estranho este vento ,
O silêncio sem fone ,
Noite estranha e insone :
" Terça - feira ,
A tarde inteira ,
Pensando em como voltar ,
Sem ser notado .
Retornar a lutar ,
Sem ser derrotado .
Mas o tempo é outro ,
Encontro e desencontro ,
Em minha memória ,
Um romance , um verso e uma história .
Lembro vagamente dela ,
Em noites de lua amarela ,
Em que as nuvens caminham sobre o céu ,
Palavras vagam na brisa ao léu ,
O coração parece um motor ,
Como histórias de qualquer contador .
Comparado ao mesmo mês ,
Do ano passado ,
Lembro da vez ,
Da recordação do ultrapassado .
As chances eram menores ,
As chagas pareciam piores .
Mas o tempo mostrou ,
Quem acertou e quem errou .
O barulho no telhado ,
O lábio retalhado ,
As pernas não obedecem mais o comando ,
Uma lembrança vem retornando .
Pra um louco , a noite é um bagulho ,
Para o vigia , a noite é um barulho ,
Para o garimpeiro , a noite é um pedregulho ,
Mas sem ela , são apenas noites frias de julho " .
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Zero grau
O aquecedor da terra quebrou ,
A previsão do tempo no telejornal errou .
É frio ,
É vazio .
A ventania gelada ,
É soberana ,
Na noite calada ,
Falta grana .
Uma mochila , um fone e uns sonhos ,
Fim de tarde de desejos tristonhos .
Escrever neste inverno ,
Quanta inspiração .
Voltar do inferno ,
Realça a intenção .
As árvores secaram ,
As farturas acabaram .
Quem guardou no verão ,
Tem no inverno .
Gelo no coração ,
Queda de temperatura no ventre interno .
Sei que fiz o que pude ,
Desejando que o vento mude ,
E haja calor na alma ,
Paz , candura e calma .
O céu é cinza ,
O termômetro ranzinza ,
O corpo franzino e esfriado ,
Se tornou cinza , o peito colorado .
É frio , é o sinal ,
Um vento desigual ,
Um gelo sem final ,
Um clima informal .
Gelado e mau ,
Clima zero grau .
A previsão do tempo no telejornal errou .
É frio ,
É vazio .
A ventania gelada ,
É soberana ,
Na noite calada ,
Falta grana .
Uma mochila , um fone e uns sonhos ,
Fim de tarde de desejos tristonhos .
Escrever neste inverno ,
Quanta inspiração .
Voltar do inferno ,
Realça a intenção .
As árvores secaram ,
As farturas acabaram .
Quem guardou no verão ,
Tem no inverno .
Gelo no coração ,
Queda de temperatura no ventre interno .
Sei que fiz o que pude ,
Desejando que o vento mude ,
E haja calor na alma ,
Paz , candura e calma .
O céu é cinza ,
O termômetro ranzinza ,
O corpo franzino e esfriado ,
Se tornou cinza , o peito colorado .
É frio , é o sinal ,
Um vento desigual ,
Um gelo sem final ,
Um clima informal .
Gelado e mau ,
Clima zero grau .
Andarejo
O vento de inverno ,
Remete ao inferno ,
Inferno dos sonhos esquecidos ,
Dos desejos anoitecidos ,
Da tarde de julho ,
Do eterno barulho .
Trânsito , vozes , poluição sonora ,
A vontade contínua de ir embora .
Fugir , desaparecer ,
Em qualquer casa na floresta envelhecer .
Os dias são mais espinhos do que rosas ,
Resta me consumir , em rimas , versos e prosas .
Sempre há uma escolha ,
Sem computador ,
Só preciso de caneta e folha ,
Para afastar a dor .
A dor da saudade ,
A decepção da vaidade ,
Os sentimentos pedem ,
As razões impedem .
Sou andarilho da noite fria ,
Sou amante da lua vazia .
Esperando que aquela garota olhe ,
Que aquele amor se desenrole ,
Que a verdade seja dita ,
Que valha a pena , cada escrita .
Tudo diz uma só expressão ,
Uma alma sem concreta impressão .
Sei de tudo agora ,
Pois botei muito pra fora ,
Esta é a hora ,
De entender e ir embora .
Como quando nasci ,
Procuro um beijo igual ,
A cada dia , renasço e renasci ,
A renovação da vida é o sinal .
Perdido neste lugarejo ,
Permanece o desejo ,
De encontrar meu lugar - vilarejo ,
Dos becos sujos da vida , um andarejo .
Remete ao inferno ,
Inferno dos sonhos esquecidos ,
Dos desejos anoitecidos ,
Da tarde de julho ,
Do eterno barulho .
Trânsito , vozes , poluição sonora ,
A vontade contínua de ir embora .
Fugir , desaparecer ,
Em qualquer casa na floresta envelhecer .
Os dias são mais espinhos do que rosas ,
Resta me consumir , em rimas , versos e prosas .
Sempre há uma escolha ,
Sem computador ,
Só preciso de caneta e folha ,
Para afastar a dor .
A dor da saudade ,
A decepção da vaidade ,
Os sentimentos pedem ,
As razões impedem .
Sou andarilho da noite fria ,
Sou amante da lua vazia .
Esperando que aquela garota olhe ,
Que aquele amor se desenrole ,
Que a verdade seja dita ,
Que valha a pena , cada escrita .
Tudo diz uma só expressão ,
Uma alma sem concreta impressão .
Sei de tudo agora ,
Pois botei muito pra fora ,
Esta é a hora ,
De entender e ir embora .
Como quando nasci ,
Procuro um beijo igual ,
A cada dia , renasço e renasci ,
A renovação da vida é o sinal .
Perdido neste lugarejo ,
Permanece o desejo ,
De encontrar meu lugar - vilarejo ,
Dos becos sujos da vida , um andarejo .
sábado, 1 de julho de 2017
Retrato de um destino
Meu estado normal ,
Inaceitável .
Mentiras do padrão informal ,
Inoperável .
Talvez eu não me aceite como sou ,
Talvez eu seja um vilão ,
O tempo corroeu as lembranças , e passou ,
Como uma máquina de costura de tecelão .
Roupagens novas desejo ,
Mais do que apenas amor e beijo .
No fundo sei que sou fraco ,
Um ser humano fragmentado em caco .
Um boneco cobaia de sei lá quem ,
Um ser vivo , procurando um alguém .
Minha verdade é revelada ,
A cada escrita ,
Que forma uma densa camada ,
Que ninguém acredita .
Já fui telespectador futebol televisivo ,
Já por poucos fatos , um garoto indeciso .
Amei mulheres famosas ,
Só pelos meios sociais .
Hoje dou valor as rosas ,
Do que aos espinhos e minerais .
Minha vida é um livro virtual ,
Minha paixão , uma foto sensual ,
Mas meu coração sempre será dela ,
Na manhã mais pura ,
Da claridade mais brilhante e amarela ,
Espero uma relação futura ,
Porém concreta e real ,
Uma viagem , ao espaço sideral .
Enquanto aguardo no vento ,
Noticias de uma amor compromissado ,
Concluo cem por cento ,
O que estava combinado .
No fundo , sou apenas um menino ,
Em seu retrato de um destino .
Inaceitável .
Mentiras do padrão informal ,
Inoperável .
Talvez eu não me aceite como sou ,
Talvez eu seja um vilão ,
O tempo corroeu as lembranças , e passou ,
Como uma máquina de costura de tecelão .
Roupagens novas desejo ,
Mais do que apenas amor e beijo .
No fundo sei que sou fraco ,
Um ser humano fragmentado em caco .
Um boneco cobaia de sei lá quem ,
Um ser vivo , procurando um alguém .
Minha verdade é revelada ,
A cada escrita ,
Que forma uma densa camada ,
Que ninguém acredita .
Já fui telespectador futebol televisivo ,
Já por poucos fatos , um garoto indeciso .
Amei mulheres famosas ,
Só pelos meios sociais .
Hoje dou valor as rosas ,
Do que aos espinhos e minerais .
Minha vida é um livro virtual ,
Minha paixão , uma foto sensual ,
Mas meu coração sempre será dela ,
Na manhã mais pura ,
Da claridade mais brilhante e amarela ,
Espero uma relação futura ,
Porém concreta e real ,
Uma viagem , ao espaço sideral .
Enquanto aguardo no vento ,
Noticias de uma amor compromissado ,
Concluo cem por cento ,
O que estava combinado .
No fundo , sou apenas um menino ,
Em seu retrato de um destino .
Diário de um poeta
Uma manhã chuvosa ,
Combina ao meu estado ,
Lembrança amorosa ,
Amar por quem sou amado .
A relva nas calçadas ,
Gramas coitadas ,
Querendo seu ambiente retomar ,
Sobrevivendo neste seco e indócil mar .
Os barulhos me distraem ,
Em ritmos diferentes ,
Os peitos esquerdos contraem ,
Formam belos repentes .
Em um sorriso , um beijo ,
O inverno parece menos rigoroso .
Uma vontade , um desejo ,
Um intervir do firmamento glorioso .
Tudo forma o que chamamos de rotina ,
O ato de eventos do cotidiano ,
Mas fui me apaixonar por uma menina ,
Não a vejo a um punhado de ano .
Mas levanto a cabeça , sacudo a poeira ,
E tento suprir meu amor de outra maneira .
Sei o quanto errei ,
Para chegar ao acerto .
Mas só eu sei ,
O preço pago pelo conserto .
Viajo nas encostas da solidão ,
Em qualquer cometa da imensidão ,
Sou só mais um na multidão ,
Procurando meu lugar na população .
Mas existem pessoas que não tem lugares ,
E se acomodam a ver na televisão , documentário sobre mares .
O mundo é maior ,
Desisto de o mudar ,
Me render é melhor ,
Do que ser enganado ao ajudar .
Mas minha vida é completa ,
Agradeço a abundância repleta ,
A felicidade dos outros me afeta ,
Diário de um poeta .
Combina ao meu estado ,
Lembrança amorosa ,
Amar por quem sou amado .
A relva nas calçadas ,
Gramas coitadas ,
Querendo seu ambiente retomar ,
Sobrevivendo neste seco e indócil mar .
Os barulhos me distraem ,
Em ritmos diferentes ,
Os peitos esquerdos contraem ,
Formam belos repentes .
Em um sorriso , um beijo ,
O inverno parece menos rigoroso .
Uma vontade , um desejo ,
Um intervir do firmamento glorioso .
Tudo forma o que chamamos de rotina ,
O ato de eventos do cotidiano ,
Mas fui me apaixonar por uma menina ,
Não a vejo a um punhado de ano .
Mas levanto a cabeça , sacudo a poeira ,
E tento suprir meu amor de outra maneira .
Sei o quanto errei ,
Para chegar ao acerto .
Mas só eu sei ,
O preço pago pelo conserto .
Viajo nas encostas da solidão ,
Em qualquer cometa da imensidão ,
Sou só mais um na multidão ,
Procurando meu lugar na população .
Mas existem pessoas que não tem lugares ,
E se acomodam a ver na televisão , documentário sobre mares .
O mundo é maior ,
Desisto de o mudar ,
Me render é melhor ,
Do que ser enganado ao ajudar .
Mas minha vida é completa ,
Agradeço a abundância repleta ,
A felicidade dos outros me afeta ,
Diário de um poeta .
Ar do campo
Uma clareira na floresta ,
Luz em todo entorno , e na suprema aresta ,
Águas calmas , cantam sua canção ,
O tilintar da água , da bica ao chão .
O vento predomina ,
A natureza ensina ,
O animal em seu instinto ,
Uma espécie em extinção ,
A folhagem em rubro tinto ,
Formam esta natural sensação .
A sombra da luz na folhagem ,
Desenhos em cascas de troncos ,
Formam imagem e miragem ,
Um ambiente para poucos .
A brisa de uma manhã agradável ,
O espetáculo da natureza admirável ,
Vejo o sol , a mata , o ambiente ,
Em tudo há vida inteligente .
Contato com o rural ,
Vida em plural ,
Sustento consciente ,
A vitalidade é regente .
Onde o divertimento é unido ao trampo ,
Nada como o ar do campo .
Luz em todo entorno , e na suprema aresta ,
Águas calmas , cantam sua canção ,
O tilintar da água , da bica ao chão .
O vento predomina ,
A natureza ensina ,
O animal em seu instinto ,
Uma espécie em extinção ,
A folhagem em rubro tinto ,
Formam esta natural sensação .
A sombra da luz na folhagem ,
Desenhos em cascas de troncos ,
Formam imagem e miragem ,
Um ambiente para poucos .
A brisa de uma manhã agradável ,
O espetáculo da natureza admirável ,
Vejo o sol , a mata , o ambiente ,
Em tudo há vida inteligente .
Contato com o rural ,
Vida em plural ,
Sustento consciente ,
A vitalidade é regente .
Onde o divertimento é unido ao trampo ,
Nada como o ar do campo .
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