Após junho ,
Nasce o rascunho ,
Do tempo frio ,
Do vento vazio .
As esquinas são inabitáveis ,
Estranhos becos incomensuráveis .
O escuridão toma conta do firmamento ,
É rasteiro e estranho este vento ,
O silêncio sem fone ,
Noite estranha e insone :
" Terça - feira ,
A tarde inteira ,
Pensando em como voltar ,
Sem ser notado .
Retornar a lutar ,
Sem ser derrotado .
Mas o tempo é outro ,
Encontro e desencontro ,
Em minha memória ,
Um romance , um verso e uma história .
Lembro vagamente dela ,
Em noites de lua amarela ,
Em que as nuvens caminham sobre o céu ,
Palavras vagam na brisa ao léu ,
O coração parece um motor ,
Como histórias de qualquer contador .
Comparado ao mesmo mês ,
Do ano passado ,
Lembro da vez ,
Da recordação do ultrapassado .
As chances eram menores ,
As chagas pareciam piores .
Mas o tempo mostrou ,
Quem acertou e quem errou .
O barulho no telhado ,
O lábio retalhado ,
As pernas não obedecem mais o comando ,
Uma lembrança vem retornando .
Pra um louco , a noite é um bagulho ,
Para o vigia , a noite é um barulho ,
Para o garimpeiro , a noite é um pedregulho ,
Mas sem ela , são apenas noites frias de julho " .
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