domingo, 9 de novembro de 2014

Amar , esta doce maldição

Do começo ao fim ,
Quero um amor pra mim ,
Que ao meu desejo diga sim ,
Que me ame de um modo especial assim ,
Saiba que quem mudou fui eu ,
O universo é o mesmo desde quando apareceu ,
Sempre me renovo a todo instante ,
Viver e se atualizar é importante ,
Conhecer novos lugares ,
Com o sexo oposto formar pares ,
O sono vem me convidar a sonhar ,
E verdades imaginárias estou a discorrer ,
Minha amada de longe a acompanhar ,
Meu amor é maior do que o medo de morrer ,
Entendo e compreendo ,
O que está no limite da perdição ,
Me apaixonando e aprendendo ,
Amar , esta doce maldição .

inverno rigoroso

Rimas , Versos e canções ,
Identificando os corações ,
A igualdade ainda existe ,
E em respeitar a vida consiste ,
O sol veio me dizer bom dia ,
E acelera a pulsação cardia ,
Me machuco as vezes ,
Pra experimentar uma confirmação de vida ,
Tenho trabalhado demais nos últimos meses ,
E a dançar a morte me convida ,
Momentos em que estou distante do amor desejado ,
E nem sempre em meu cotidiano sou acreditado ,
A fé diz pra continuar ,
Esperando o próximo luar ,
Sem querer dividir a culpa ,
O mundo por esta estranha lupa ,
Pouco quero dividir o arrependimento ,
Faço o bem , pro resto eu lamento ,
Vou aonde quero ,
Minha amada espero ,
Por fora um verão  esplendoroso ,
Por dentro um inverno rigoroso .

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Profundo além deste muro

Verdades de uma era maldita ,
A cada instante uma nova escrita ,
A imaginação percorre longas distâncias ,
E meus sentimentos chegam em concordâncias ,
Meus desejos pedem paz ,
E meu coração se torna capaz ,
Momentos de saudade ,
Falta por insanidade ,
A noite já chegou ,
E o peito ofegou ,
Um suspiro entristecido ,
Um dia jamais amanhecido ,
O vento do ventilador vem me tocar a nuca ,
Faz bem refrescar a pobre e velha cuca ,
A emoção está espalhada ,
A sensação chacoalhada ,
O espírito parece intacto ,
Um gosto de azedo lacto ,
No fundo acredito no futuro ,
Profundo além deste muro .

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Concepção real conseguir

Pensei em ir ao seu encontro ,
Como se houvesse de modo outro ,
Percebi como faz falta ,
Talvez seja isso o futuro ,
Uma saudade que maltrata ,
Um ser sempre em apuro ,
Talvez o que serve a mim ,
Não sirva a outro ,
Penso que estou no fim ,
Para um novo encontro ,
O céu vai se escurecendo ,
A mente se esquecendo ,
Os personagens mudando ,
O coração mais alto sonhando ,
A luzes sumindo dizem paz ,
Em pensamentos meu ser se faz ,
Uma nova alvorada ,
Uma nova aurora ,
Uma verdade colocada ,
De hora em hora ,
Dizendo pra ir embora ,
Uma vontade no agora ,
Sei  que a irrealidade sou eu ,
E só você me torna mais real ,
Meu dia estranho amanheceu ,
E meu ser permanece informal ,
As vezes perdido ,
De cardio ardido ,
Com o peito insistindo em pulsar ,
E o pouco  que resta a me impulsionar ,
Os ventos a me expulsar ,
Pra fazer tudo funcionar ,
A noite me chama , e tenho de seguir ,
Um dia sem a concepção real conseguir .

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Muda canção

Pensamentos na soberba ,
Esperando que redenção ,
Deus me conceba ,
Neste pobre coração ,
Tarde de chuva ,
O vento faz curva ,
O peito está fora do fluxo ,
Meu ser nega piamente o luxo ,
Vejo pessoas estranhas ,
E vozes na cabeça ,
Perdido em crenças e manhas ,
Querendo um sinal que me convença ,
De um futuro melhor ,
E que eu saia da pior ,
Que os ventos parem de soprar contra ,
E ter certeza que um dia meu ser a encontra ,
Sei das verdades que me permeiam ,
E desejos que meus fantasmas anseiam ,
Vejo o céu vir de encontro ,
Em vontade perante a isso demonstro ,
Só não quero mudar o destino ,
Almejo meu amor eterno e fino ,
Tenho sonhos fora do normal ,
Em um dia todo informal  ,
A voz noturna vem me dizer outra opção ,
Pouco quero trair a sensação ,
Com cada vez mais ilusão ,
Longe de querer qualquer confusão ,
Fugindo do ser em impulsão ,
Entre o bem e o mal a fusão ,
O cardio no compasso da sonora contração ,
Buscando solução , nesta muda canção .

sábado, 1 de novembro de 2014

Segredos que tenho mantido

A abstinência me corrói as ventas , 
Coração , por que com pouco não te contentas ?
Venha a mim o sábio , 
E me mostre o maravilhar oitavo , 
Deve ser ela e seu lábio , 
Que ao ver todo me travo , 
A noite e seus delírios , 
A madrugada e suas alucinações , 
Verão dos lírios , 
Saudades em todas as estações , 
Peço a algo superior que me indique o caminho , 
Confesso que tão pouco posso sozinho , 
Voltar ao verdadeiro e original ninho , 
Poder falar bom dia ao vizinho , 
Guerras , batalhas e intrigas , 
Seres humanos e suas brigas , 
Uma delas me faz até hoje sofrer , 
Pela verdade tão pouco saber , 
Não me falta querer , 
Apenas da água da realidade beber , 
Escrever me faz bem , 
Me torna alguém , 
Talvez os minutos queiram uma prova , 
Que há algo a mais me esperando , do que apenas uma cova , 
Sigo meu rumo , 
Um tablet e um fumo , 
Atras dos amores desejados , 
Com folhas de versejados , 
Tenho vontade de criar , 
E depois recriar , 
E continuar adiante , 
Em aumento constante , 
Sem previsão de acabamento , 
Que me guie o vento , 
E os anjos que ainda restam , 
E dos maus valores os que prestam , 
Espere garota já estou chegando , 
Sem lugar e sem sentido , 
Quando a encontrar , estarei sossegando , 
Segredos que tenho mantido 

Aos sinais do céu responder

Acordei e tinha 26 anos , 
Momentos dificeis . instantes insanos , 
Levei tempo para abdicar do prazer , 
Agora sei o que devo fazer , 
Seguir rumo a lugar nenhum , 
Controlando esta aberração de apenas um , 
Produzindo novos versos , 
Conhecendo novos universos , 
Nada tem o cheiro dela , 
Aquela imagem bela , 
O doce sabor de seu lábio , 
Uma beleza de confundir sábio ,
Verdades confusas em um coração partido , 
Irrealidades e surrealidade submetidas ao contido , 
Optei por ser prático , 
Movimentar estando estático ,
A emoção me fez nascer de novo ,
E viver cada tempo com um povo ,
Andarilho , peregrino e cigano ,
Um escritor de ideal profano ,
Vivendo minha própria lei ,
De um modo que só eu sei ,
Viajando átraves da escrita ,
Meu corpo neste verão frita ,
Um cigarro , uma água ou uma ocupação ,
Dias e noites de uma estranha reação ,
Nunca será pra sempre ou eterno ,
Mas que venha de um peito interno ,
Sou amigo do tempo , mas nem assim adianta ,
Se colhe o que se planta ,
Acredito na verdade ,
E em ser bom em pouca idade ,
Mas estarei a curtir o quanto puder ,
E tentarei tão pouco me esconder ,
Semeando o bem quanto der ,
E aos sinais do céu responder .