A abstinência me corrói as ventas ,
Coração , por que com pouco não te contentas ?
Venha a mim o sábio ,
E me mostre o maravilhar oitavo ,
Deve ser ela e seu lábio ,
Que ao ver todo me travo ,
A noite e seus delírios ,
A madrugada e suas alucinações ,
Verão dos lírios ,
Saudades em todas as estações ,
Peço a algo superior que me indique o caminho ,
Confesso que tão pouco posso sozinho ,
Voltar ao verdadeiro e original ninho ,
Poder falar bom dia ao vizinho ,
Guerras , batalhas e intrigas ,
Seres humanos e suas brigas ,
Uma delas me faz até hoje sofrer ,
Pela verdade tão pouco saber ,
Não me falta querer ,
Apenas da água da realidade beber ,
Escrever me faz bem ,
Me torna alguém ,
Talvez os minutos queiram uma prova ,
Que há algo a mais me esperando , do que apenas uma cova ,
Sigo meu rumo ,
Um tablet e um fumo ,
Atras dos amores desejados ,
Com folhas de versejados ,
Tenho vontade de criar ,
E depois recriar ,
E continuar adiante ,
Em aumento constante ,
Sem previsão de acabamento ,
Que me guie o vento ,
E os anjos que ainda restam ,
E dos maus valores os que prestam ,
Espere garota já estou chegando ,
Sem lugar e sem sentido ,
Quando a encontrar , estarei sossegando ,
Segredos que tenho mantido
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