Acordei e tinha 26 anos ,
Momentos dificeis . instantes insanos ,
Levei tempo para abdicar do prazer ,
Agora sei o que devo fazer ,
Seguir rumo a lugar nenhum ,
Controlando esta aberração de apenas um ,
Produzindo novos versos ,
Conhecendo novos universos ,
Nada tem o cheiro dela ,
Aquela imagem bela ,
O doce sabor de seu lábio ,
Uma beleza de confundir sábio ,
Verdades confusas em um coração partido ,
Irrealidades e surrealidade submetidas ao contido ,
Optei por ser prático ,
Movimentar estando estático ,
A emoção me fez nascer de novo ,
E viver cada tempo com um povo ,
Andarilho , peregrino e cigano ,
Um escritor de ideal profano ,
Vivendo minha própria lei ,
De um modo que só eu sei ,
Viajando átraves da escrita ,
Meu corpo neste verão frita ,
Um cigarro , uma água ou uma ocupação ,
Dias e noites de uma estranha reação ,
Nunca será pra sempre ou eterno ,
Mas que venha de um peito interno ,
Sou amigo do tempo , mas nem assim adianta ,
Se colhe o que se planta ,
Acredito na verdade ,
E em ser bom em pouca idade ,
Mas estarei a curtir o quanto puder ,
E tentarei tão pouco me esconder ,
Semeando o bem quanto der ,
E aos sinais do céu responder .
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