sábado, 1 de novembro de 2014

Aos sinais do céu responder

Acordei e tinha 26 anos , 
Momentos dificeis . instantes insanos , 
Levei tempo para abdicar do prazer , 
Agora sei o que devo fazer , 
Seguir rumo a lugar nenhum , 
Controlando esta aberração de apenas um , 
Produzindo novos versos , 
Conhecendo novos universos , 
Nada tem o cheiro dela , 
Aquela imagem bela , 
O doce sabor de seu lábio , 
Uma beleza de confundir sábio ,
Verdades confusas em um coração partido , 
Irrealidades e surrealidade submetidas ao contido , 
Optei por ser prático , 
Movimentar estando estático ,
A emoção me fez nascer de novo ,
E viver cada tempo com um povo ,
Andarilho , peregrino e cigano ,
Um escritor de ideal profano ,
Vivendo minha própria lei ,
De um modo que só eu sei ,
Viajando átraves da escrita ,
Meu corpo neste verão frita ,
Um cigarro , uma água ou uma ocupação ,
Dias e noites de uma estranha reação ,
Nunca será pra sempre ou eterno ,
Mas que venha de um peito interno ,
Sou amigo do tempo , mas nem assim adianta ,
Se colhe o que se planta ,
Acredito na verdade ,
E em ser bom em pouca idade ,
Mas estarei a curtir o quanto puder ,
E tentarei tão pouco me esconder ,
Semeando o bem quanto der ,
E aos sinais do céu responder . 

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