Dizem para eu parar de fumar ,
Para eu parar de romantismo ,
Mas já estou a acostumar ,
Com tanto agrado e mimo .
Já é madrugada ,
E esta vida alugada ,
Já está no fim ,
Mesmo com tanto imposto ,
Nada é de mim ,
O desapego no composto .
Fui ao harém ,
Em um segundo ,
Por um alguém ,
Um desejo profundo .
Provei do aroma ,
Da mais doce flor ,
Me tirou de um coma ,
Me tirou da dor .
Vi a mais bela dama ,
Reacender a chama ,
De um pobre poeta ,
Em uma noitada incompleta ,
O desejo insatisfeito ,
O desejo imperfeito .
Mas a vida sempre volta ao comum ,
Sendo tudo de lugar nenhum ,
Ou de todo lugar ,
Não há distâncias ,
Ao me plugar ,
Apenas sombras de infâncias .
Eu e meu velho rascunho ,
Terceiro dia de junho .
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