sábado, 2 de junho de 2018

Terceiro dia de junho

 Dizem para eu parar de fumar ,
 Para eu parar de romantismo ,
 Mas já estou a acostumar ,
 Com tanto agrado e mimo .
 Já é madrugada ,
 E esta vida alugada ,
 Já está no fim ,
 Mesmo com tanto imposto ,
 Nada é de mim ,
 O desapego no composto .
 Fui ao harém ,
 Em um segundo ,
 Por um alguém ,
 Um desejo profundo .
 Provei do aroma ,
 Da mais doce flor ,
 Me tirou de um coma ,
 Me tirou da dor .
 Vi a mais bela dama ,
 Reacender a chama ,
 De um pobre poeta ,
 Em uma noitada incompleta ,
 O desejo insatisfeito ,
 O desejo imperfeito .
 Mas a vida sempre volta ao comum ,
 Sendo tudo de lugar nenhum ,
 Ou de todo lugar ,
 Não há distâncias ,
 Ao me plugar ,
 Apenas sombras de infâncias .
 Eu e meu velho rascunho ,
 Terceiro dia de junho .

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