quinta-feira, 21 de junho de 2018

Talvez ainda há esperança

Naquele corredor infinito ,
Seu olhar me encontrou ,
Rompeu a barreira do dito bonito ,
Lembranças , partes do que sou .

Naquela hora ,
De quase agora ,
Vi o vento fazer curva ,
Amor , como vinho é de uva .

As luzes , o ar condicionado ,
Toda a minha agenda havia eliminado ,
Encantado com sua mudez ,
Sua imagem na memória ficou de vez .

Pequena , marota ,
Menina , garota ,
Aonde encontro olhos tão brilhantes ?
Aonde tenho mais destes instantes ?

Foi num piscar de olhos , num foco outro , num relance de vista , e você sumiu . Naquele momento percebi , que já não havia seu olhar , já não havia sua luz , já não havia o haver . Pensei em te procurar , romper a timidez , e ser feliz , mas promessas são feitas para serem cumpridas , e não é desta vez que rompo a trajetória do destino . Mas daqui , ainda vejo aquele lugar do corredor , e imagino como se tivesse chegado , como se houvesse chance , talvez ainda há esperança .

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