sábado, 23 de junho de 2018

Pura ostentação imaginária

O vento suave e lento ,
Envolve em acalento ,
Em sua trajetória única ,
Como uma branda música ,
Nesta tarde ,
O solo arde ,
O azul da abóboda terrestre ,
Sem servo , sem mestre ,
Sigo em frente ,
Pela frágil lente ,
Tento ver ,
Escrever ,
Sou cego ,
Tentando enxergar ,
O ego ,
A postergar .
No fundo da alma da paisagem ,
Vejo aquele rosto , em toda imagem ,
Meu coração ,
É uma miragem ,
Presa em uma oração ,
De uma viagem ,
Pela veia sonhadora ,
Pela veia coronária ,
A musa inspiradora ,
Pura ostentação imaginária . 



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