Se o vento dissesse a verdade ,
Sobre o quanto há de saudade ,
Eu não sobreviveria ,
Meu coração jamais reagiria ,
O rumo da minha vida ,
Seria a solidão ,
A imaginação me convida ,
A esta estranha sensação ,
Estar e não ter ,
Viver sem conter ,
Ver sem poder tocar ,
Ter sem locar ,
Amar sem agir ,
Declamar para reagir :
" O frio de uma segunda ,
A falta e abstinência profunda ,
Me levam a pensar ,
Imaginar e repensar .
Os barulhos de uma cidade ,
Jamais adormecida ,
Já não tenho idade ,
Para esta sociedade amanhecida .
Entre o velho e o novo ,
Os excluídos e o povo ,
Estou eu , e ninguém mais ,
Refletindo e dialogando como jamais .
A neblina parece soberana ,
Nestas indagações de começo de semana " .
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