Daqueles dias frágeis ,
Que por pouco se apega ,
Noites inigualáveis ,
A escuridão que cega ,
O vento que titubeia ,
O coração que anseia ,
A pequena solidão que nasce ,
A unitária feição ,
Que vejo em múltipla face ,
A insistente afeição .
Daquelas tardes ,
Em que me encardes ,
Com o zunido de tua voz ,
O peito bate veloz ,
E o mundo parece girar ,
Sinto fraqueza ao respirar ,
O corpo já diferente ,
Um tanto descontente ,
É fraca a visão ,
Pelos olhos da lente ,
Faço revisão ,
Em meu inconsciente .
A noite vem com tudo ,
Penso , reflito , iludo ,
Não quero mais magoar ninguém ,
Mesmo que custe , não ter alguém ,
Prefiro me reservar ,
Deixo a escuridão me levar .
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