terça-feira, 24 de abril de 2018

Percalços do cotidiano

A escuridão é maior do que eu ,
Sinto amanhã , não mais enxergar ,
O que antes dia , já amanheceu ,
E meus demônios venho postergar .

Monstros do ócio ,
Sofrendo sem sócio ,
A imensidão , agora escura ,
Pra esta sensação , não há cura .

Depois da tarde ,
A mente queima e arde ,
Procurando solução ,
Pra esta relação .

Fantasmas da memória ,
Minha vida e sua história ,
Queria ser mais forte que tudo ,
Sozinho , me iludo .

O horizonte , puro breu ,
Perdido no que sou ,
O tempo escureceu ,
Esquecido coração que amou .

O céu , esboça me expulsar ,
Pois amei , e permaneci mediano ,
Meu peito insiste em parar de pulsar ,
Por percalços do cotidiano .

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