segunda-feira, 16 de abril de 2018

Crônicas da cidade


O temporal de abril escorre pelas paredes , árvores , carros á rua , telhados , tetos com infiltrações e corações partidos e perdidos , assim como o meu . Sinto o vento pelas frestas da janela e da porta , frio e vazio inigualáveis , a ponto de inspirar os corações mais duros . Percebo o silêncio das plantas e dos animais , o vendaval e a força da natureza , em uma tempestade que já dura dois dias , sem previsão de término , sem conclusão da ventania e tempo úmido . Onde inspira este repente :

" Nas encostas e montanhas ,
O semblante das façanhas ,
Lembranças de um tempo recente ,
Onde estava contente .
Mas o amor ,
É dominador ,
Em seu falso clamor ,
Uma ode a dor .
Reunindo cada gota desta tempestade ,
É 1 % do meu choro ,
Tempestuosidades da idade ,
Mais um pouco , e desmorono .
O peito vai a mil ,
Neste céu , de amargo anil .
Depressões de abril ,
Tomaram minha felicidade ,
Mas esqueceram de trocar o refil ,
Mais uma , das crônicas da cidade " . 

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