O vento da noite suspira ,
Enquanto minha narina respira ,
Saudade , falta e abstinência ,
Quase uma crise de consciência .
Palavras fortes ,
De minha alma ,
Vagam por cicatrizes e cortes ,
Por tudo que se entende por trauma .
A brisa exala paixão ,
E permanece a reflexão ,
Que dói ,
Por ser verdade ,
Que corrói ,
Em pura insanidade ,
Este coração antes puro ,
Agora travado e duro .
A ameaça de chuva ,
Como vinho é da uva ,
Traz lembranças ,
De outonos passados ,
Pequenas esperanças ,
De tempos ultrapassados ,
Amores negados ,
Insistentes legados .
Esperando o tempo compreender ,
Contudo , é difícil entender .
Nenhum comentário:
Postar um comentário