quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Portifólio de tolices

Dias mais compridos ,
Dever aos comprimidos ,
O dever de manter a postura ,
No sangue da eterna cultura .
No ventre da terra ,
Ou com Deus do céu ,
Permanece a guerra ,
De todo este mundaréu .
Constantes implicações ,
Constantes complicações ,
O mundo mudou muito ,
E as opiniões são de cunho fortuito ,
Enquanto o mudo ri ,
De minha diferença ,
Meu lábio sorri ,
Na emotiva crença .
Vejo que já perdi muito ,
Penei racionalizando cada minuto ,
Hoje vejo que nada mesmo valia a pena ,
Enquanto vivo pensando ,
Alguém do outro lado condena ,
E as falhas ou acertos , vão se compensando .
Sei que nunca fui o preferido ,
Alias , ouvi muitos nãos ,
Algo devo ter proferido ,
Por quaisquer ouvido e vãos .
Ocasionando mesmices ,
Realidade das rotinices ,
Travessuras e meninices ,
Portifólio de tolices . 

 


Inferno particular

A morte me é atraente , surge como uma dama sedutora , ou como uma droga viciante , daquelas que no exílio da solidão provoca alucinações e ilusões . Por meio de propostas tentadoras , como pecados e atalhos para o imediatismo sanar , ela invoca o chamativo aos sentidos , induzindo qualquer um que seja para seu covil diabólico . Seu gosto , quando visto a primeira impressão , é doce . Mas quando provado várias vezes , além de ter atravessado a penosa linha do deguste , apresenta , gosto amargo , fúnebre , viciante , e mortal , o fim dos tempos em um inferno particular .

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Esperando suas cartas de amor

Declarei a terceira guerra mundial ,  ,
Pois era o que eu achava que poderia acontecer ,
Por todo este sofrimento sensacional ,
O que estava acontecendo , nunca iria saber .
As pessoas não tinham respostas ,
Para toda esta balbúrdia ,
Com todas essas decadências compostas ,
Minha mente se tornara latifúndia .
Escravo de meus próprios consumos ,
Vivendo a base de fatos , explicações e resumos .
Tudo me atingia ,
De forma irracional ,
A escuridão agia ,
De modo funcional .
Sei que nada poderia fazer ,
Apenas aos céus , rogar e dizer :

" Quando toquei ,
Seus lábios pela última vez ,
Sempre pequei ,
Acho e achei , errado , toda vez .
Mas agora é diferente ,
Lido com o lado inconsciente ,
E sigo as verdades opcionais ,
Estejam ela certas ou erradas ,
Procuro viver bem cada vez mais ,
E estas questões estão encerradas . 
Mas então , lembro daquelas cartas ,
Amores exagerados e de variações fartas .
Os seus " Eu te amo ! " ,
Os meus " como isso eu chamo ? " .
Eu confuso ,
Faltando um parafuso ,
Você paixão ,
Causando reflexão .
Haveria lugar no destino ,
Para nós dois juntos ?
Sei que ainda existe aquele menino ,
Que multiplicava assuntos .
Me ensinou , e ainda ensina ,
A amar de verdade ?
Continua aquela menina ,
Um poço de vaidade .
Talvez haja algo maior do que nós ,
Que nos protege , antes , agora e após .
Um lado da cama ,
Frio e sem cor ,
Meu ser reclama ,
Esperando suas cartas de amor " . 






Lembranças de um amor intangível

Em tempos escassos ,
De quaisquer gentilezas ,
Somam - se fracassos ,
Diminuem - se belezas .

Dias em que a ruir ,
Pelos cantos ,
Os gritos a sobressair ,
Eternos desencantos .

Olho para um horizonte ,
Em busca de uma direção ,
E como é gigante ,
Estes erros em ereção .

Vejo esta substância ,
Percebo esta massa ,
Que divertia minha infância ,
Com alegria e graça .

Mas já não existe ,
Jamais coexiste ,
Tal efeito e prazer ,
O ato de desfazer .

Percebo que o mundo ,
Pode ser maior ,
O êxito está no profundo ,
A mudança para melhor .

Sei que nunca fui ,
O que o mundo esperava ,
Este caldo depressivo dilui ,
Na lembrança de quem eu amava .

No polo coronário invisível ,
Na esfera separada e inatingível , 
No sentido distante e invencível ,
Lembranças de um amor intangível .



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Melhor amiga

Lembro ,
Dos teus carinhos ,
Relembro ,
Como vizinhos ,
O ontem atual ,
O esforço , manual ,
Para exercer tal prazer ,
Encher o peito , e ter o que dizer .
Venho do espaço vazio ,
Da garoa , do temporal e do frio ,
Em busca de um afeto ,
Do sentimento direto .
Percebo como o tempo sinaliza ,
Velho ou novo , no que se realiza . 
O clima é mais um aviso ,
Completa o improviso ,
Que torna contente ,
Através do repente .
Tudo posso ,
Tudo consigo ,
Tudo nosso ,
A todo amigo .
E este peito , pouco desliga ,
Em busca de uma melhor amiga .

O céu que amanheceu

A veia lateja , em busca de um caminho sanguíneo , a mais e muito mais do que simplesmente existir . O sangue grosso , animal , selvagem , quase primitivo , dói no machucado intenso e regular , que a alma carrega por encarnações e passados nada brandos ou suaves . Por entre a selva do corpo , o liquido colorado , busca uma saída mais do que os costumeiros caminhos e rumos traçados e já destinados para a locomoção em um labirinto arterial . No objetivo carnal , segue sua trilha corriqueira , nada mais do que um nicho , um lugar para dizer que viveu , neste antro controlado pelo coração , nada mais suprimi seus glóbulos , componentes , minerais , vitaminas , e tudo mais que o rubro liquido têm a oferecer .

" Um caminho traçado ,
Assim como o meu ,
Um liquido controlado ,
Como o céu que amanheceu " .

Balde de água fria

Tentando ajudar as pessoas ,
Utopias , esperanças a toas .
Um caminho do bem ,
Que tentei trilhar ,
Inspirado em alguém ,
Ostentava brilhar .
Mas a realidade é amarga ,
Esta ilusão ,
Só me trouxe mágoa ,
Sem solução .
Via comerciais de televisão ,
Adoçava e iludia minha visão ,
Grandes personalidades ,
Que mudaram o mundo ,
Através de suas habilidades ,
Provaram do êxito profundo .
Mas não nasci pronto ,
E jamais estarei ,
Sou um poeta em conto ,
O futuro , já não sei .
Retratos desta agonia ,
Retalhos dos fracassos ,
Noite a noite , dia - a - dia ,
Meus recursos escassos .
Dia e noite , vazias ,
Cigarros , derrotas e azias ,
O poder e sua tirania , 
Um balde de água fria .  

sábado, 25 de novembro de 2017

Morada do vento abrangente .

Amante ,
Constante ,
Repetente ,
Da dor ,
Do vigente ,
Amor .
Quero amar ,
Doar meu sobrenome ,
Poder lhe chamar ,
Do que me consome .
As veias mortas ,
De naturezas ,
Iguais mortas ,
Em incertezas ,
Peculiares belezas ,
Madrugadas acesas ,
Sem molezas ,
Horas ilesas ,
Títulos e temas ,
Eternos dilemas .
Malditos olhos ,
Que a tem como amada ,
Nas pulgas , pragas e piolhos ,
Numa ilusão animada .
No último carteado  ,
De carteado e aposta ,
Em um geral sombreado ,
Está a resposta ,
Composta ,
Reposta ,
Amostra .
Como musa inspiradora , 
Como dama liquidadora ,
Pedaço fora ,
No agora ,
Vivo e independente ,
Retalho externo consciente .
Verdade viva e latente ,
Uma fórmula perfeita e pertinente ,
Beleza rara e congruente ,
Do curado ao doente ,
Morada do vento abrangente .

Duras lições

Calor ,
No ar e humano ,
Valor ,
Do suor do cotidiano :

" O vento de uma manhã qualquer , onde a falta grita no peito , e o horizonte de saudade , trinca o olhar suave , de um qualquer rimador . A brisa atravessa o corpo , em um estado espiritual de abstinência do amor . O sol queima os erros e pecados , e transforma a dor em redenção . Por entre esta camada de solidão , mesmo cercado , uma condição de individualidade aumenta o teor de tensão e desgraça . O que tenho são imagens , e nada mais que possa abastecer o corpo físico . Alimento - me de lembranças , pequenos retalhos de dias bons e ruins , mas acima de tudo , dias em que tive a oportunidade de viver , e aprender as duras lições " . 

Horas de um sábado morno

Grilhões desta condição ,
Aguçam a percepção ,
Sofrimento viciante ,
Costumeiro e constante .
O ar é algo essencial ,
Como rimar e poetizar ,
Um exercício fundamental ,
Para a satisfação realizar .
Casos de uma situação degradante ,
Desejoso , ostentativo e pensante .
O querer alguém ,
Por pura imitação ,
Ás vezes deve conter ,
Um pouco de emoção .
Todo dia ,
Toda tarde ,
Noção tardia ,
Em que o peito arde ,
Sobre lembranças ,
Sobre esperanças ,
Em determinada hora ,
Mais adiante , piora .
Relacionamentos ,
Nunca fui muito bom ,
Sentimentos ,
Com ou sem tom ,
Fazem viajar ,
Pela nuvem velejar ,
E chegar a uma conclusão ,
Vivi em busca de inclusão .
Para continuar vivo ,
Fazer o bem , aos céus suborno ,
Com percalços sobrevivo ,
Horas de um sábado morno .    

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A saudade , em repente

Numa tarde ,
De novembro ,
Peito arde ,
Bem me lembro .
Daquelas conversas ,
Sensações imersas ,
Verdades de uma prosa ,
Sentimentalidades de uma rosa .
Seu cheiro , seu lábio ,
A beleza ,
Que desafia um sábio ,
Com certeza :

" Vejo ,
Por entre esta lembrança ,
Revejo ,
Em seu rosto esperança .
Recordações de uma tarde quente ,
A saudade , em repente " . 



Cidade do sentimento baixo

Ventos de uma quase noite fria ,
Cabeça pensante , sensação de vazia ,
Por entre o barulho da cidade de concreto ,
O meu coração descompassado e incorreto .

Lembro do seu cheiro ,
Por outras estruturas ,
Pouco maneiro ,
Mente nas alturas .

Penso em te encontrar ,
De alguma forma ,
Em sua realidade penetrar ,
Meu ser pouco se conforma .

Vejo as vezes suas imagens ,
Provoca lembranças e miragens ,
Por entre estas recordações ,
De nada vale , rezas ou orações .

Em nada desde então , me encaixo , 
Pareço estar atrasado e também abaixo ,
Nem mesmo me encaixo , 
Na cidade do sentimento baixo .

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ecos reflexivos do firmamento nublado

Tempo , rei de tudo ,
Destino , agregado ao sortudo ,
Pensamento , ligado a reflexão ,
Coração dependente da paixão .
Dias em que ecos na mente ,
De um passado no inconsciente ,
Fazem ligações pertinentes ,
Em enredos e imagens descontentes .
Quando ganho acolá ,
Perco de cá ,
Quando ganho de lá ,
Me perco onde está .
No fundo queria tudo junto ,
Em um simpático e único pacote ,
Se envolvendo no mesmo assunto ,
Juntos em um mesmo pote . 
Mas no fundo sei ,
Onde foi que eu errei ,
Me perdi entre prática e teoria ,
Pensei poder aguentar com sabedoria ,
Mas tudo quando praticado ,
É mais complicado ,
Teorizar é mais um artifício ,
Que soma ao inicio ou reinicio .
Meus planos para salvar ,
Noites na consciência a cavar ,
Procurando um tesouro ,
Mais importante do que ouro ,
Mas só ganhei experiência ,
Em minha conhecida inocência .
Vejo que fiz muito ,
A cada minuto ,
Mas havia coisas detalhadas ,
Poesias aos céus espalhadas ,
E tudo mais que a sapiência promove ,
Tudo mais , que com a vida resolve .
Refletindo , imaginando , calado . . . 
Ecos reflexivos do firmamento nublado . 

sábado, 18 de novembro de 2017

Versos diversos

Meio - dia ,
Quase tardia ,
Para amar ,
Declamar ,
Sobre o mar ,
Te clamar . 

Vejo o sol ,
No girassol ,
Na janela ,
Na guria bela ,
No desenho da nuvem ,
Como os ventos nos movem .

Beleza ,
Certeza ,
De felicidade ,
Na primeira idade ,
Sem vaidade ,
Mas , com qualidade .

Graça ,
Na garça ,
A voar ,
Sobrevoar ,
As alturas ,
Em suas aventuras .

Em sonhos imersos ,
Pensamentos reversos ,
Corações conversos ,
Versos diversos . 






Capítulos de uma relação de terceiro mundo

Meu interior sangra ,
Destroços , de amores passados ,
Meu peito Angra ,
Sentimentos naufragados .
Por dentro , desta caixa de pele ,
O amor vaza , e secreções expele .
Uma explosão dentro de mim ,
Pedaços se desmontam , em um sem fim ,
De infinitas verdades na garganta ,
Cordas vocais lesadas ,
A canção do fim dos tempos canta ,
Versos de uma poesia inacabada .
Em meio ao caos da grande cidade ,
Onde já não tem valentia ,
Mesmo em numerosa quantia ,
Qualquer ato de beleza , pureza e vaidade ,
Vejo o horizonte trêmulo e Tonteante ,
Estas dúvidas que parecem de formatos gigantes ,
Estas inverdades em minha alma ,
Este estranho e constante trauma .
Este amor , nobre , embora , também imundo ,
Me leva ao vazio mais decadente e profundo ,
No local mais impróprio e infecundo ,
Capítulos de uma relação de terceiro mundo . 

Sobre nós dois , ninguém nunca vai saber de tudo

A canção silenciosa da liberdade ,
Por entre campos e cidades ,
Acorda a sociedade ,
Desperta as humanidades ,
Devolve a paz do interior do ser humano ,
Provando do sabor , do tranquilo cotidiano :

" O sol queima os pecados ,
Os arbóreos tornam os ares mais delicados ,
O dia - a - dia com o som da ave ,
Torna a vida mais calma e suave .
O vento e o debandar da cavalaria ,
O novo e o velho , jovial velharia .
Tudo é possível , acredite ,
Um passarinho me contou ,
Um simples palpite ,
Que me encantou :
' Podes me desagradar ,
Minhas vontades podar ,
Colocar veneno ,
Em minha alma pura ,
Me adoentar com sereno ,
E sujar minha cultura .
A manhã continuará bela ,
Entre eu e ela , 
A glória sempre virá depois ,
Cortesias do céu , me tornam sortudo ,
Sobre nós dois ,
Ninguém nunca vai saber de tudo '" .   


Compartilhando segredos

Manhã de final de semana ,
Sem honras ou grana ,
Apenas um coração para rimar ,
Apenas um verso para me afirmar .
O mundo continuará igual ,
Com ou sem minha presença .
Apenas devo obedecer o sinal ,
A única coisa que levamos é a crença .
Neste sol entre nuvens ,
Nestas velharias entre jovens ,
Existe um estranho paradoxo pertinente ,
A atitude de caçoar e permanecer contente ,
Já tentei , mas deu errado ,
Confusões e problemas ,
Desisto , um assunto encerrado ,
Prefiro continuar com os poemas .
Sei quanto faz falta momentos de carinho ,
Porém , devo continuar , junto ou sozinho:

" Vencendo meus medos ,
Compartilhando segredos " . 


 


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Melancolias de uma quase noite de novembro

Chove lá fora ,
Transtornos agora ,
O pensamento embora ,
Pensativo a toda hora .

O vento vem de todos os lados ,
Eventos estranhamente desencadeados ,
Sem qualquer intervenção humana ,
A trajetória diária e cotidiana .

Ás vezes pareço sem sustentação ,
Uma estranha ostentação ,
Mas que não vem de mim ,
Talvez seja de meus preceitos o fim .

No barulho do temporal ,
Já se foi , o céu coloral ,
Estranhas impressões ,
Obtusas expressões .

Parece faltar um membro ,
Um tanto antes de dezembro ,
Paro , penso , relembro ,
Melancolias de uma quase noite de novembro .   

Apocalipse particular

A paixão é um veículo , sem freio descendo uma ladeira infinita dentro do meu coração . Aonde o céu , desdobra - se , em uma elipse sem curvaturas , colorada e rubra , em sua imensidão apaixonante , de pequenos fragmentos de amores a tempos conquistados , mas recentes , pois as cicatrizes jamais se cauterizaram . O efeito duradouro dos calmantes e cafés , jamais sararão tal ferida , apenas enganarão esta noite em meu ser , este apocalipse particular . 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Caso colorido

O vento de uma tarde morna ,
Os deuses dentro de mim ,
O diário ciclo retorna ,
Do começo ao fim .

A brisa de uma tarde ensolarada ,
Consome a ideia embolorada ,
O amor em mim transborda ,
Cada dia , o dia dorme e acorda .

A ventania de uma tarde brilhante ,
O cotidiano e seu evento constante ,
Me leva ao paraíso ,
Um divino sorriso .

O vendaval de uma tarde atual ,
Nas ruas , mulheres e seu andar sensual ,
As vejo , me apaixono , é casual ,
Óculos , valioso e usual .

O ventinho de uma tarde de agora ,
O sol e suas nuvens enamora ,
Inunda meu ser de paixão ,
Permanece a reflexão :

" Dentre os sóis ,
Deste novembro ,
Recordações de nós ,
Por dentro ,
Relembro ,
Antes de dezembro ,
O seu beijo doce ,
Seu cheiro agridoce ,
Seu vestido florido ,
Nosso caso colorido " .

Mistérios do combinado escondido

Contrariado , 
No extremo , 
Desalmado , 
Enfermo . 
Cicatrizes eternas , 
Sem qualquer desfecho , 
Conflituosidades internas , 
Bagulhos , coisas , apetrechos , 
Para curar a condição carnal , 
Para diminuir , este barulho infernal . 
A graça de viver , já perdi , 
Neste inferno ao meu ver , só ardi :


" Promessas foram feitas , 
Há exatos nove verões , 
Realidades imperfeitas , 
Sem rumos ou direções . 
Tenho paixão por cumprir , 
A palavra alimentar e nutrir . 
Regar o jardim do vocabulário , 
O quanto posso , em todo horário . 
Tenho fé no futuro , 
Mesmo sabendo , 
Que não sou tão puro , 
Percebendo e concebendo . 
O céu estrelado , 
Se chama saudade , 
Palavra e verso copiado , 
Em uma repetidora insanidade . 
Sou pequeno , 
E também pecador , 
Ameno , 
E sem valor . 
Só gosto , e pronto , 
Embora pouco correspondido ,
Minha vida é um conto ,  
Mistérios do combinado escondido " .

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A rima de um iniciante

A sombra de um sol amarelo ,
Em meio a migalhas e farelos ,
Surge a consciência da rima ,
Abaixo , ao lado e acima ,
O verso nasce nos piores terrenos ,
Em meio ao entardeceres nobres e serenos .
No lugar mais complicado ,
No amanhecer mais delicado ,
No vento de uma tarde quente ,
Sobrevive ao caos , todo e qualquer repente .
Na obviedade de um dia estranho ,
Posso empatar , ter perda ou ganho ,
A poesia estará comigo ,
O verso , meu melhor amigo :

" Os céus mandam uma cortesia ,
A arte e a impulsão da poesia .
Na inspiração ,
De um sol quente ,
No coração ,
De um simples repente .
Na verdade do versejar pleno ,
No vale do rude ao ameno .
Existe esperança ,
Eu acredito ,
Na recordação ou lembrança ,
Estava escrito .
Escrever ,
Discorrer ,
Transcrever ,
Reaver .
No vale da rima constante , 
A rima de um iniciante " .

Uma história infantil

Lembrei do cheiro ,
Nesta manhã ,
Um evento maneiro ,
Valerá ao amanhã .
Seu sorriso ,
Ao paraíso ,
Me transporta ,
Nesta estranha e torta ,
Verdade em meu peito ,
Neste obtuso conceito .
Vejo as vezes , em outras crianças ,
Nossas insistentes lembranças .
No grito da brincadeira ,
No som da terra inteira ,
No batuque de um som ,
No coral da tarde , e seu tom .
Seu beijo ,
Embora no rosto ,
Um gracejo ,
Um aroma , um gosto :

" Uma memória sutil ,
Uma história infantil " .
    

Está escrito

Encontros e desencontros ,
De uma tarde , e seus monstros ,
Problemas ,
Na cabeça ,
Poemas ,
Nada que eu reconheça .
Viajo para bem distante ,
Onde exista algo igual ,
Uma busca constante ,
Por um vestígio ou sinal .
Pareço estar em outra atmosfera ,
Aonde tudo permanece e espera .
Imaginei um futuro ,
Mas tudo fugiu do controle ,
Um amanhecer mais puro ,
Mas que se tornou descontrole .
Hoje vejo o mundo ,
De uma forma diferente ,
No pensamento profundo ,
Do ativo inconsciente :

" O sol já vai ,
O clima cai ,
Logo escurece ,
E mesmo que se apresse ,
O vento aparece ,
E mesmo que se expresse ,
Nada muda o passado ,
O futuro destinado ,
Um presente já dito ,
Uma verdade que acredito ,
Descanso , paro , medito ,
Está escrito " . 
 
 

Quente , o sol

Quente , o sol ,
Uma manhã aconchegante ,
Longe do meu lençol ,
Para tão distante .
Seu cheiro ,
Todo amanhecer ,
Por inteiro ,
Alvorecer .
O gosto ,
Do seu lábio ,
Desgosto ,
De um sábio ,
Por não ter ,
Por perto ,
Presença desconter ,
Destino , incerto .

Quente , o sol ,
No país do futebol ,
Onde o amor ,
É maior ,
Que esporte ,
Sem sorte ,
Apenas tentativas ,
Incessantes , 
Consecutivas ,
Constantes . 
Na nuvem solitária ,
Em uma nação ,
Desigualitária ,
O coração ,
Ferve , queima ,
Provoca e teima . 

O amor no ar , 
Como dos carros , um etanol ,
Quero sonhar ,
Como , quão quente , o sol . 
 

  

O baú da consciência

Fotos emboloradas ,
Em uma rede social .
Lembranças de amadas ,
No limite sensacional . 
Fazem um pouco do que sou ,
Ficar , insistir e permanecer .
Pouco importa onde estou ,
Se comigo ou sem , o dia irá amanhecer .
Pois meu tempo , já passou ,
Só me resta envelhecer . 
O tempo já me ultrapassou ,
Ao redor , estou a desconhecer .

Rimas inacabadas ,
Em minha mente ,
Poesias travadas ,
Em meu inconsciente .
Vejo o relógio girar ,
O baú da consciência ,
Me coloco a revirar ,
Longe da inteligência ,
Que me fez amar ,
Com pureza e inocência ,
Madrugadas a te chamar ,
Buscando a essência :

" Visões do amanhã ,
Noite , madrugada ,
Tarde e manhã ,
Memórias da amada .
Revirando a delinquência ,
Analisando a consequência ,
O passado , hoje tendência ,
O baú da consciência " . 

Conflito interno

Sem destino ,
Sem direção ,
Um menino ,
E sua solidão .
Imperfeito eterno ,
Um conflito interno ,
Uma saudade ,
Da bondade .
Os código de valores ,
Mudam ,
Os amores ,
Afundam .
É muito pouco ,
Existir ,
Minimamente louco ,
Insistir .
Sol , lá fora ,
Vontade ,
De ir embora ,
Cedo ou tarde :

" Mal - estar ,
Um bem ,
Emprestar ,
De alguém .
Retornando ,
Do inferno ,
Soneteando ,
Hiberno ,
Chinelo ou terno ?
Conflito interno " . 


Sei amar , sem ser amado

Suas fotos , em meu dispositivo móvel ,
Me alegram quando longe do sinal .
És querida , como personagem de graphic novel ,
Um sentimento infinito e sem final .
O horizonte diz que te amo ,
Esqueço como me chamo ,
E só lembro que existe ,
Que esta verdade persiste .
Ás vezes , um incômodo no sono ,
Um espaço vago na cama ,
Não sei se mando recado ou telefono ,
Minha motivação ainda te ama .
O sol do meio dia , quente ,
A bateção cardia , de repente ,
Tudo gira em torno ,
Deste imenso transtorno ,
Uma impressão que nunca acabou ,
Que ainda há esperança ,
Nem toda a estrutura desabou ,
Faz sentido esta lembrança .
Marcas do mundo do sal ,
Mastigo mentalmente o mineral ,
Gosto dela ,
Que nada tem me dado ,
Este amor - cela ,
Tem me controlado ,
Já a procurei de lado a lado ,
Já há muito tenho sinalizado ,
Mas esta sensação , só tem me perturbado ,
Só sei que : sei amar , sem ser amado .  


Uma verdade de mentira

Nesta noite fria de novembro , 
Se bem me lembro , 
De vários acontecimentos , 
Nesta mesma data , 
De vários sentimentos , 
Antigos , do raio que o parta . 
Chove , 
Mas está calor , 
Me move , 
Qualquer paixão , qualquer valor . 
Penso em como os anos dominam , 
Castigam , educam, e ensinam . 
Mas para quê tudo isso ?
Qual será o real valor disso ?
Mistérios , 
Desafiam os sérios , 
Segredos , 
Movem os mundos com os medos .
Creio demais em mim , 
Para ainda sim , 
Querer o fim ,  
Simples assim :

" Tenho certeza do que sinto ,
Como , quando , é errado absinto , 
Logo de manhã , 
Caso ingerir , não espere um amanhã . 
Fé no futuro , 
Um amanhecer puro ,
Que talvez não aconteça , 
Talvez ninguém mereça , 
Ou a Deus não convença , 
Espero que esta ideia amadureça .  
Minha paciência expira , 
O universo conspira , 
Sem direção ou mira , 
Tudo continuará omisso mesmo que se interfira , 
Minha intelectualidade se retira , 
Uma verdade de mentira " . 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Eu nunca contei a alguém

Um encontro inesperado , 
Um evento considerado . 
O tempo parou , 
Quando meu olhar , 
Lhe encarou , 
Foi um imenso chacoalhar . 
Pensei em primeira instância , 
O que me fez sobreviver a infância , 
Acho que foi pra te ver , 
Um dia , sentimentalidades lhe escrever , 
E perceber que há momentos a considerar , 
E que de nada vale esperar , 
Apenas perceber o momento , 
E adquirir sentimento .
Existe algo mais , 
Do que existir , 
Para sempre ou jamais , 
Resistir :

" No meu coração , 
A marca , 
De uma oração , 
Em arca , 
Navegando sobre minhas sensações , 
Viajando em liberdades e lições . 
Por entre esta realidade estranha , 
Vaga flutuando minha entranha , 
Que some na névoa de sua imagem ,  
Por entre imaginação e viagem .  
Vejo a maré me levando , 
Para bem distante , 
Onde ondas estão namorando , 
Aos muitos e bastante . 
Os ventos e a ventania , 
Mandam sua cortesia , 
Flores deste mar interno , 
Revelando um sentimento fraterno , 
Que faz o sol parecer pequeno , 
Neste estranho lugarejo e terreno , 
Onde seu olhar brilha como jamais , 
Maior que minha imaginação , 
Brilhando intenso e demais " . . . 

" Triste por estar longe , mas feliz pois estas bem , 
Sobre aquele beijo , eu nunca contei a um alguém " .

Vago espaço extremo

Após uma chuva ,
Um temporal em meu ser ,
Aonde o vento faz a curva ,
Pude renascer .
Em meio ao aço e concreto ,
A natureza morta ,  e de formato incorreto ,
Surge meu pensamento ,
Ao coração alimento ,
A vida e sua sublime verdade ,
Lá nas estrelas , onde mora a saudade .
O horário de verão já começou ,
Imaginando , sonhador como sou ,
Se ela resolver aparecer ,
No contorno do amanhecer ,
Em um jardim florido e generoso ,
Podendo assim , retomar , um relacionamento amoroso .
Acredito e tenho fé ,
No limite do firmamento e da maré .
Creio no santo de barro ,
No doce de leite que me amarro ,
Na realidade em que todos são melhores que a mim ,
No segredo , que será revelado , apenas no fim .
Acima de tudo , no céu supremo ,
Estão meus desejos , no vago espaço extremo .    

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Declaração de como me sinto

Todo um corpo , pensando ,
Viajando , sonhando e imaginando .
Um dia longe , parece a eternidade ,
O que antes saudade , agora insanidade .
Olho o horizonte ,
E não te vejo ,
Está distante ,
Talvez um dia revejo .
O cheiro de seu perfume ,
Em outros corpos , outras mulheres ,
Sem qualquer costume ,
Seu gosto nos pratos e nos talheres .
Uma postagem , pra declamar ,
Dizer que a amo .
Mais profundo que o mar ,
E o nome da qual me chamo .
Pensei em dizer por mensagem ,
Uma qualquer imaginação e viagem .
No fundo sabia que poderia sentir isso ,
Mas não podia , deixar todo o resto omisso .
Imaginei muitas possibilidades ,
Neste futuro intenso ,
Várias identidades ,
Neste tempo extenso ,
Só sei que faz falta ,
E esta fase maltrata .
Como o vinho é de uva e tinto ,
Declaração de como me sinto . 
 
 

Escrito endereçado a você

Lembrei do cheiro , do seu corpo ,
Por toda esta noite passada ,
Uma saudade intensa e no topo ,
As horas tornam minha ação ultrapassada .
O vento da manhã , me disse oi ,
Mas sabe quando falta algo , alguma coisa ,
Percebi que tudo já foi ,
Mas ás vezes sinto falta de algo , uma coisa ,
Talvez seja sua presença por inteira ,
Um abraço , uma palavra maneira .
Vejo outros casais ,
Uma abstinência como jamais ,
Um estranho canto em minha mente ,
Ainda guarda lembranças ,
Uma atitude inconsciente ,
Que transforma esperanças ,
Em algo decorrente ,
Este vazio pertinente . 
Acordo toda manhã ,
Esperando um novo amanhã ,
Como ver sua imagem , ou ouvir sua música ,
Uma vontade , uma falta , uma sensibilidade única .
Sei que já fez tanto sucesso ,
Que talvez nem se lembre de mim ,
Mas este sentimento está mais do que expresso ,
Uma ação contínua e até o fim .
Pensei em ir até você ,
Quando voltei a esta cidade ,
Mas é maior que bombom e buquê ,
Em toda esta extensão de saudade .
Queria te ouvir um pouco ,
Tornar meu dia melhor ,
Mas sou apenas um louco ,
Que só se mete em pior :

" Talvez nunca veja ,
O que é de verdade ,
Sua imagem me beija ,
Em um ato de insanidade .
Talvez qualquer dia , você vê , 
Este escrito endereçado a você " . 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Intervenção milagrosa

Um frio de rachar o asfalto ,
O vento baixo e também alto ,
Ele a viu , ela nem ,
Ambos em busca de alguém .
Ele armou um plano ,
Investigar seu cotidiano ,
Na vida virtual ,
Em sua rede social .
Queria mais ,
Que só a ver ,
Gosta demais ,
Para a esquecer .
Fotos mexem com seu imaginário ,
Mensagens , animam em qualquer horário .
Quando a vê ,
Sente tudo bom ,
Pensou em dar buquê ,
E bombom .
Mas era muito retraído ,
Vivia distraído .
Imaginava mil possibilidades ,
Acreditava por demais nestas verdades .
Tudo que ela fazia ,
O conquistava e atraia .
Seu lábio , seu corpo e sua desenvoltura ,
Imagens que o levava as alturas ,
Mesmo sendo diferentes , de outra etnia e cultura ,
Nada impedia suas aventuras :

" Ás vezes , em dias como esse ,
A noite , na cama , 
Em um instante como esse ,
Em seu peito acesa a chama ,
Ele olha suas fotos , e sonha ,
Ela deve estar , em qualquer festa risonha .
Ele espera que ela a veja ,
Ri , com a lua que graceja ,
E sabe que talvez ela nunca o verá ,
O que sente , ela nunca perceberá .
Talvez , nunca terão nada ,
E esta relação sempre estará parada .
Uma impossível relação amorosa ,
Esperando , uma intervenção milagrosa " .    

Memórias amorosas

Quando te vejo ,
O lábio saliva ,
Em busca de um beijo ,
Que reviva .

Quando lhe avisto ,
Tudo paralisa ,
Te conquisto ,
E você visualiza .

Quando lhe percebo ,
Amor degusto e concebo ,
Sinto os problemas pequenos ,
Sentimentos , nobres e serenos .

Quando estou a lhe ver ,
Vem a inspiração ,
Para escrever ,
O que diz o coração . 

Quando firmo a visão ,
Você é uma escultura ,
Feito por um Deus artesão ,
Sou capaz de qualquer aventura .

" O barulho do mar ,
Através da garoa ,
O sentido de amar ,
É uma rima boa .
O calor do fogaréu ,
A fumaça subindo ao céu ,
A ventania nobre ,
Que protege e encobre .
A firmeza da terra ,
Quero paz , longe da guerra ,
O fruto que consome a alma ,
O cheiro puro , sereno e que acalma .
O ar que dá vida ,
A ventarola que convida ,
A viver bem ,
Com um alguém .
Esperando intervenções milagrosas ,
Alimentando memórias amorosas " . 






O mundo em que vivo

O entardecer ,
Recomeça seu espetáculo ,
O alvorecer ,
De inspirações em oráculo :

" Imagino que deva estar feliz ,
Com tudo que têm .
Sempre ouço , uma voz que diz :
' Procure este alguém ' .
O vento deste horário ,
Move o calendário ,
E tudo que há em seu torno ,
Em tempo comedido e morno .
As árvores , que são poucas ,
Cura a loucura , de tardes loucas .
Os carros , embora conforto ,
São campeões em tornar o motorista morto .
Ambulantes , vendendo seus badulaques ,
Dvd's e cigarros , fábricas de enfartes e baques .
Fumaças , de seus grandes tubos ,
Raciocínios , descosturados em cubos .
Tudo por uma vida melhor ,
Por uma boa história ,
Um enredo que sei decôr , 
Contextos que completam a memória .
Todos em busca deste papel enumerado , 
Esforços , que forçam , o peito colorado .
Para equilibrar ,
O bem cultivo ,
Ouço o peito vibrar ,
Este é o mundo em que vivo " . 

 

O exercício de carinho

Entre nós ,
O mundo saiu do lugar ,
Antes , durante e após ,
Nosso amor foi como alugar ,
Qualquer estabelecimento ou carro ,
Um  café , um chá ou um cigarro ,
Pra amenizar a dor ,
Para expelir este bolor .

Juntos ,
Acreditávamos ser possível ,
Assuntos ,
Sobravam no sentido mais incrível .
Tudo é a favor ,
Deste calor ,
Que afasta o pavor ,
Que transparece valor .

Unidos ,
Por uma determinação divina ,
Consumidos ,
Um ao outro , como menino e menina .
Faz diferença expressar ,
Cura o estressar ,
E toda a alma que houver ,
Volte , quando quiser .

" Na saudade de um mormaço ,
Eu fujo , eu encontro , eu caço ,
Tudo para descrever esta aventura ,
A busca do sentimento que cura .
Não há remédio em farmácia alguma ,
Para que esta sensação suma .
Apenas para que não me mantenha sozinho ,
Um dia encontrarei , através , do exercício de carinho " . 

Amor mofado

Segunda ,
Profunda ,
Várias inspirações ,
Verdades e aspirações .
Sonhos , sentimentos ,
Realidades e relacionamentos .
Tudo faz continuar ,
Apenas esta lembrança ,
Daquele luar ,
Que me devolvia a esperança .
Nesta tarde ,
Depois de um viagem ,
O peito arde ,
Buscando um lugar a margem ,
Um canto no paraíso ,
Um abraço ou um sorriso :

" Noites em que a brisa acorda ,
Dias em que o amor transborda ,
Em que o cheiro de terra ,
Agora aroma de poluição ,
Fugindo da guerra ,
E também da insatisfação .
Momentos em que é difícil respirar ,
Instantes em que os erros estão no ar .
Horas a fio ,
Rimando pra curar ,
Este vazio ,
Que só cura ao procurar ,
Um alguém interessante ,
Que me ame o bastante .
Me livro do passado ,
O tempo está ultrapassado ,
O peito , permanece calado ,
Nesta hora antiga ,
Neste mesmo estado ,
Procuro mais que uma amiga ,
Neste amor mofado " .