Tarde de sexta - feira ,
Insatisfação de uma vida inteira ,
Ela não está aqui ,
Revolta . . . é o que sai daqui .
Esperava ser menos tempo ,
Para resolver este contratempo .
Mas já dura nove anos ,
Entre estranhos e insanos ,
A estranheza permanece ,
É estranho tudo que se conhece .
Vi a rua como nunca ,
A velha dor na nuca ,
De fumar demais ,
De desistir jamais .
Tenho desejos ,
Até distante ,
Esperando beijos ,
Uma saudade gritante .
Vi as fotos e as músicas ,
Verdades bizarras e únicas .
Esperei a vida inteira ,
E te perdi ,
Na loucura e em sua beira ,
No inferno dos amantes ardi .
Entre trabalho , sarau e vida pessoal ,
Lembrança do seu cheiro , do seu visual :
" Teu cheiro como a lua ,
A dona da rua ,
Que costumo caminhar ,
Na minha mente a visitar ,
O pensamento a cozinhar ,
Vem me visitar ,
Seduzindo - me na madrugada ,
Uma paixão absolutamente alugada .
Um sentimento passageiro ,
E temporário ,
Me chama o tempo inteiro ,
Para separar um horário ,
Para viver e namorar ,
As sensações , vem colaborar ,
Dizendo sobre amar e ser amado .
As aspirações do viver calado " .
Nenhum comentário:
Postar um comentário