A brisa recai sobre o rosto ,
Do beijo de quase dez anos ,
Sinto o lábio e o gosto ,
Amores dos cotidianos .
As noites conversando ,
Dormindo o sono real ,
Nos lençóis da alma amando ,
Sonhos além do cereal matinal .
Os dias costumavam fazer sentido ,
Os mesmos hábitos tenho mantido ,
A esperança se tornou lei ,
Mas voltaremos , eu sei .
Lembranças e recordações ,
Dos sentimentos aos corações ,
Da verdade que é fundamental ,
A todo estado espiritual .
Vejo suas imagens ,
Espalhadas em memórias .
Ainda imagino viagens ,
Que atravessam o limite da história :
" O gramado parecia mais verde ,
Um passado mais concreto ,
Que por ora melhor compreende e entende ,
O amor da fonte , firme e direto .
Dias de glória .
Dias de vitória .
Meu corpo parecia mais leve ,
Me sentia , bem mais leve .
O vento era suave e brando ,
Em teus sonhos mais voluptuosos ,
Vivia visitando ,
Apenas para cunhos amorosos .
A cidade parecia me amar ,
Sem perguntar , qual nome a me chamar .
Os pequenos desejos ,
Sinto em distância ,
Falta dos beijos ,
A separação é impedância .
Fui ao inferno por você ,
E hoje é o que você vê .
Me recordo que jurei ,
Ficarmos juntos ,
Mas se voltarmos , e terminarmos por que errei ,
Estou preparado , para poucos e muitos .
No sentimento interno ,
Durmo e hiberno ,
Como uma volta ao ventre materno ,
Manhãs ensolaradas de inverno " .
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