sexta-feira, 23 de junho de 2017

Um personagem pós - amante

Beleza no mundo é a morte ,
Ser realmente lembrança ,
Por revés e ironia da sorte ,
Perder e desvencilhar da esperança .

A cruz ainda existe ,
Na alma de cada um ,
A fé inexiste ,
Aqui ou em lugar algum .

O ser humano ,
É maltratado ,
Pobre , insano ,
E destratado .

O sangue ainda faz caminho na calçada ,
Seres humanos puros , alvos de uma caçada .
Ninguém perde e ninguém ganha ,
Viver : uma misteriosa façanha .

O povo ainda escolhe seu salvador ,
Que no fim morre , por amor ou dor ,
Sempre tratado sem valor ,
Desde a sua primeira busca , o calor .

Para o céu ou para o inferno ,
Para Deus ou para o Diabo ,
Separado e excluído do ventre materno ,
Neste triste fim , não cabo .
Mas sem opção participo ,
Direto ou indiretamente ,
Neste momento me antecipo ,
Haverá fim , (in) conscientemente .
A vida só existe ,
Por que algo viveu antes ,
Meu ser desiste ,
De amar como os amantes .
Um ideal obrigatório e constante ,
Um personagem pós - amante .   




 

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