Te vejo no sol desta tarde ,
No chão do asfalto que derrete e arde .
Te encontro na solidão do cotidiano ,
Me deparo contigo , no vento de outono .
Esbarro contigo ,
Em qualquer livro antigo .
No sonho de uma noite fria ,
No pesadelo de uma madrugada vazia .
Te sinto no céu estrelado ,
Na menina sentada no banco ao lado .
Te ouço no barulho da tarde indo embora ,
Percebo sua voz , na estridente poluição sonora .
Me vejo no espelho ,
E encontro você .
No alarme pentelho ,
Cujo contador , conta as horas pra lhe vê .
Percebo sua presença no morador de rua ,
Em dias de céu aberto ,
Milagrosamente e diurnamente na lua ,
Em qualquer instante incerto .
Com você estaria completo ,
Saudade , ao estar com afeto repleto .
Nunca saberei se foi correto ,
Ter contigo , este contato indireto .
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