segunda-feira, 5 de junho de 2017

Parênteses do cotidiano

Uma manhã chuvosa de segunda ,
Uma saudade intensa e profunda .
Apego com amores do passado ,
Pensamentos de outonos ultrapassados .
Tudo faz lembrar ,
Tudo faz relembrar :

" O vento sobre as árvores nuas ,
As noites e as formações das luas .
O barulho da cidade viva ,
Os restaurantes e seus cardápios carnívoros .
Os perigos e a violência que priva ,
O sonho de uma alimentação herbívora .
As pessoas apressadas ,
As carnes vendidas assadas .
O cheiro de uma manhã misturada ,
Em uma mesma esfera costurada ,
E colocada no varal úmido ,
De uma garoa de junho . 
Que respira em meu íntimo , 
E faz inspirar este rascunho .
Pequenos fragmentos da memória ,
Compõem esta simples história .
De sentimento , afeto e carinho ,
O tempo levou pra outro caminho ,
Hoje ouço : ' Você não está sozinho . . . ' ,
Sempre alternativo , um estranho no ninho .
A procura de iguais ,
Respeitando sinais ,
Viajando sem sair do lugar ,
Poesia , noite , dia e madrugar .
Queria escrever muito mais do que posso ,
Mas resumo minha vida em um ' Pai nosso ' .
Sou organismo pluricelular e insano ,
Em meio aos parênteses do cotidiano " .

 


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