Apenas luzes dos postes públicos ,
Em meio ao firmamento anoitecendo ,
Estranhos seres lúdicos ,
Vem aparecendo .
No fundo da alma ,
Uma vontade de sumir ,
Já se foi a calma ,
Que eu esperava vir .
Um dia sem ela ,
Um dia sem ninguém ,
Sumiu a rapaziada daquela ,
E minha garota também .
Só resta a rua e eu ,
E a noite que anoiteceu .
Barulhos do trânsito ,
Digo segredos do âmbito ,
Era pra ser um dia romântico ,
Busco um nobre cântico :
" Escuridão ,
Imensidão ,
Vastidão ,
Multidão .
O fim do dia é assim ,
Estranho pra você ,
Estranho a mim ,
Em em tudo que o olhar lê .
Esperava aquela presença feminina ,
Reavivar o amor , menino - menina ,
Mas só restam flores mortas ,
Árvores secas e estranhas portas .
Um sentimento frio ,
Um generalizado vazio ,
Hiberno este sono ,
Se der telefono ,
Antes estéreo , agora mono ,
Este amor unitário e morno ,
Aos problemas contorno ,
Romance de outono " .
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