Tentando me acostumar ,
Pra sarar , um cigarro a fumar ,
Penso onde deve estar tanta riqueza . . . ,
Apenas sei que com meu erário há mais beleza ,
No fundo sei ser certo ,
Mas não consigo ficar perto ,
Vivo inventando fugas da realidade ,
E já não tenho mais aquela integridade ,
A procura de minha verdadeira identidade ,
Me perco neste corpo sujo e em sua entidade ,
Como um locador de imóvel em imóvel ,
Tentando ser amável ,
Mas que indiretamente usa o outro ,
Como um camuflado monstro ,
Tentando entender o psicológico humano ,
Neste amor insano ,
Com os sentimentos estranhos de fundo plano ,
Vendo passar desapercebido cada ano ,
E nada dela vir até fim ,
Sem correspondência e fim ,
Apenas amando o que era uma garotinha ,
Que insisto em não deixar sozinha ,
Mas que quer curtir seus amigos e sua vida burguesa ,
Lhe escrevendo sentimentalidades sentado á mesa :
" Já tive dias melhores ,
E problemas maiores ,
Tentando me livrar dos percalços que criei ,
Sentimentos que nunca desejei ,
Mas que devo aceitar ,
Nunca houve mudança ,
Apenas falta de respeitar ,
Minha confiança balança ,
Quando estou a me deitar ,
E a fraqueza vem aumentar ,
Mas nada que o amanhecer não cuide ,
E os ventos do novo dia me ajude ,
Venha sedução ,
E me leve as sensações ,
O corpo a condução ,
Para viagens de corações " .
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