Pelas encostas obscuras desta cidade ,
Uma dor no peito chamada saudade ,
Em busca de meu caminho ,
Rodeado de outros ,
E me sentindo sozinho ,
Tentando vencer os monstros ,
E estes fantasmas também ,
Em rumo ao infinito além ,
Tentei de tudo ,
Se desistir me iludo ,
Sei de tudo que acontece ,
Do por que o dia jamais amanhece ,
Dos pássaros que somem na neblina de inverno ,
Entre sonhos e pesadelos eu adormeço e hiberno ,
Tento entender a verdade ,
Adiante a estranha puberdade ,
Mas me mostra diferente o mundo ,
Difere do firmamento fecundo ,
Preso neste beco imundo ,
Imaginando um amor mais profundo ,
Vejo a realidade por entre o tempo vespertino ,
Como fui tolo e fiz tanto desatino ,
Admito minha fraqueza ,
No fundo tenho franqueza ,
Meus momentos e instantes de solidão ,
Perdido nesta pertinente imensidão ,
Mais um dia sem saber onde está ,
Textos e manuscritos ,
Mensagens e escritos ,
Dizeres e falações ,
Atitudes e ações ,
Um resumo de meu dia depressivo ,
Um minuto de desejo expressivo .
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