O tempo é uma fagulha da realidade ,
Os horários são lembranças da eternidade ,
E os ponteiros do relógio remetem o que é saudade ,
Os minutos e os segundos são preciosidades da bondade ,
A solidão é um vicio temporário ,
Uma parada que tenho em meu itinerário ,
Onde meus desejos dizem sim ,
E minha racionalidade diz ser o fim ,
Tenho vontade de renascer ,
E esta estranha escuridão chamada morte ,
Meu destino todo dia a refazer ,
Com um querer e um pouco de sorte ,
Relacionamento parece distante ,
Gosto nada ou gosto bastante ,
Nunca consegui chegar em um meio termo ,
Um ser estagnado ou em seu amor extremo :
" Olhei pela janela da alma ,
Tentando me curar de qualquer trauma ,
O que encontrei foi este ser ocioso ,
Procurando um bem de um sentir precioso ,
Sei que já deve estar mais adiante ,
Ou sou relaxado ou sou militante ,
Prefiro ser eu mesmo talvez ,
Assim eu me encontre de vez ,
Fico pensando muito no número três ,
Mas já superei faz algum mês ,
Vejo que tento e espero você vir ,
Ao meu ideal amoroso sempre servir " .
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