Uma noite fria de agosto ,
Na garganta o amargo gosto ,
Mais um dia fazendo que não quero ,
Fico triste , me desespero ,
Lembro de um passado farto ,
As vezes pensando no quarto ,
Ou meditando no caminho ,
A estranha habilidade de me sentir sozinho ,
Recordando um antes com tudo ,
Mas devo agradecer , sou sortudo ,
Vejo o ponteiro do velho marcador ,
O tempo só aumenta a minha dor ,
E faz de mim seu escravo ,
Entre a rosa e o cravo ,
Fico calado , se falar travo ,
O coração destemido e bravo .
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