A vida miserável que levo ,
Faz um pensamento de desconservo ,
Faz gostar por carência ,
Hábito por ser tendência ,
Machucar o coração á troco de nada ,
Pensar por insegurança que tem uma amada ,
Ter e ser na verdade um preguiçoso lesmo ,
Quando no fundo quero ser apenas eu mesmo ,
E mesmo que a competição alheia tente me atingir ,
Talvez mude meu comportamento e meu modo de agir ,
Mas será apenas um ferido coração ,
E jamais algo real e pela emoção ,
Apenas tento ser um alguém sem prentensões ,
Pois assim sou responsável por minhas próprias ações ,
Dispenso qualquer forma de pluralismo ,
Eu nasci sozinho e continuará assim até o final abismo ,
Nada vai fazer com que eu mude pra melhor ,
Mesmo com várias vozes querendo me dominar ao redor ,
E quando parecer igual pouco me importo ,
Pois o tempo cura quando me firo ou me corto ,
E quando há luxúria eu me recolho e estudo ,
Ao escrever poesia , venho sarando do vazio profundo ,
Mas por um bom tempo provarei o gosto do agre ,
Vivendo pelas sarjetas , vivendo por milagre .
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