segunda-feira, 11 de julho de 2011

Halo .

O dia ensolarado e minhas cicatrizes queimam ,
Sarando feridas de muita antiguidade ,
Ás vezes os machucados da memória teimam ,
Me fazendo cair em plena insanidade ,

O brilho do céu vem trazer igualdade ,
Promove em mim um senso de humanidade ,
Me faz dizer em sumo a verdade ,
Longe do prazer da vaidade ,
Talvez a naturalidade é que torne tudo tão maravilhoso ,
E talvez a ferida é que torne belo o ato milagroso .

O vento sopra átras e em cima ,
Sinto algo invisivel nestes dois pólos ,
Que cabe a mim dissertar nesta rima ,
Que recito nestes versos em solos :

" Aconteceram fatos que me faz duvidar quem sou ,
Pouco faz diferença o quanto meu coração amou ,
Simplesmente me sinto um forasteiro ,
Como um ser em situação de estrangeiro ,
Principalmente a diferença de todo o meu comportamento ,
E que cresce em contínua e em aumento ,
Eu sinto como se toda a natureza tivesse uma explicação ,
É como se tivéssemos uma interligação ,
Algo que eu talvez nunca consiga desvendar ,
Mas lembranças de anjos vem me pacificar ,
E nesta história é como uma peça a se emendar ,
É pelo menos um sentimento em que posso ficar ,
Eu me sinto como da flora e da fauna um talo ,
Um garoto que acha que é um halo . "

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