Dedos duros , tão imaturos ,
Em meu peito os perfuros ,
As vozes de ordem se apoderam de mim ,
Parece que antes de que imagino será meu fim ,
A vida regrada promove falsidade ,
Me faz no comodismo , no esquecer da criatividade ,
Talvez eu apenas pense ,
E quando no erro , faço com que tudo compense ,
Que pena que nem todos parecem ser assim ,
Sinal que restam poucos daonde vim ,
E se meu tempo é pouco para ensinar ,
Tenho destes sentimentos ruins me vacinar ,
Nicotina e calmante são minha receita ,
Para que eu possa viver e na sociedade ter conduta aceita ,
Sou apenas um ser que se sente diferente perantes aos outros ,
Um alguém que sempre e sobre tudo honrou os encontros ,
Mas que percebe que pode aguentar mais ainda a ciência ,
Mas que prefere na exatidão praticar invenção e paciência ,
Tenho a ligeira impressão que chego onde quero com minhas rimas ,
E que serão infinitas perante as situações incongruentes minhas respostas limas ,
Mas que ficam guardadas em meu ser portfólio de boas intenções ,
Que envolve todo um universo interno , seus comentários e menções ,
Onde apenas eu moro em um vácuo profundo ,
Um lugar onde qualquer lugar para criar é fecundo ,
Nada falta e nada se subtrai ,
Que uma boa sentimentalidade atrai ,
Que esteja talvez sem definição ,
E também sem explicação ,
Representa mais que uma critica sem fundamento ,
De um qualquer externo acompanhamento ,
De ficar em expectativa de aumento ,
Um chorar sem qualquer conseguimento ,
Parece que as cores estão mudando com as estações ,
E as minhas novidades e as do mundo ,
Pra ser sincero não tem quaisquer relações ,
Preso neste vazio criativo profundo .
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