sexta-feira, 11 de março de 2011

Monótono .

" Vou dormir á tarde ,
Mas a barba recém feita arde ,
E se eu perder algo interessante ?
E se dormir tão pouco for o bastante ?
Preciso arranjar algo pra fazer ,
Algo que me ofereça lazer ,
Que me dê sono de tanto prazer ,
Procurar um afazer ,
Assisto televisão ,
Leio com atenção ,
Como em demasiado ,
Fico extasiado ,
Mas nada do sono vir ,
E a insônia me alimenta em servir ,
Procuro livros , antigos hábitos ,
Algo que me devolva os sonhos ao amanhecer ,
Algo que me ofereça a calma do adormecer ,
Mas nada em mente ,
Pensando se estou doente ,
Mas nenhum comando o corpo obedece ,
E esta vontade de ficar acordado cresce ,
Me sinto um atrasado no que entorpece ,
E meu sentimento fica parado tão pouco se move ,
Meus olhos com a aflição se comove ,
Neste instante percebo esperança ,
Mas nenhum sinal de cansaço ,
Fala mais alto a criança ,
E em aventura sai eu e meu maço . . . "

" . . . Minha vontade de dormir pequena como átomo ,
Querendo encontrar onde perdi o ser monótono . "

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