Ao som de melodia calma ,
Vejo as notas penetrarem a alma ,
Meu corpo dança ao som da inocência ,
Perdido em um pensamento da iminência ,
Tentando a maior parte do tempo ser normal ,
Fazendo o bem esperando ter moral ,
No fim tudo dá pra entender ,
E que a unidade maior venha me acender ,
E que de minha própria luz eu viva ,
E que eu continue fugindo , na esquiva ,
Tenho de estar desligado do que é real ,
Fumar menos , e comer mais cereal ,
Saber a diferença entre doce e amargo ,
Doce me deixa feliz e sempre magro ,
Já o estranhado amargo ,
É como beber da água de um sujo lago ,
Mas prefiro ver as coisas como são ,
No fim percebo que nada foi em vão ,
Como flores que só nascem em jardim ,
Eu fico condicionado neste mundo até o fim ,
Se um dia acabar mesmo que eu vá pro céu ,
E saiba mais revelações que há no misterioso véu ,
Mas por enquanto fico dedilhando o pensamento ,
Expressando e dando valor a todo sentimento ,
Fazendo que valha a pena todo momento ,
Fazendo eu sumir me agarrando a um contentamento ,
É como navegar ,
Sem tocar no mar ,
Tendo saudade ,
Sem ter realidade ,
É como voar na sanidade ,
Sem ao menos ter gravidade ,
É fazer o impossível para se manter misturado ,
É olhar pro caminho , lembrando do que já foi trilhado .
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