sexta-feira, 4 de março de 2011

Garoto exilado .

Pensando mas desligado do mundo ,
Em casa desafiando tudo ,
Passo pelas sete maravilhas em um segundo ,
Conheço a todos mesmo estando mudo ,
Caminhando sobre estradas mal acabadas ,
Sobre vielas e ruas mal iluminadas ,
Pombos voam acima de rios de lama ,
A mãe terra por salvação clama ,
E eu apenas desejo o bem ao próximo ,
Fazendo por mim como se fosse outro ao máximo ,
A poeira é minha aliada pelos cantos ,
Com meu interior que vive chorando ao prantos ,
Em uma cidade com um cinza cremação ,
Cobaias de um plano de criação ,
Como se fosse algo já concebido por outros ,
Como se destino e acaso juntos e prontos ,
É algo assustador acreditar que acabará um dia ,
Mesmo que eu tenha bens materiais e vida sadia ,
Mas tenho de aceitar como a emoção se apresenta ,
Só de pensar no fundo de meu olhos uma lágrima se assenta ,
E em pensar que quase todas as minhas cartas nem foram respondidas ,
Algumas jogadas e encharcadas de sujeira na sapateira empilhadas ,
Queria que ganhar fosse depender apenas de mim ,
Mas sempre estou a perder , talvez me tranquiliza do fim ,
Nas trilha dos metais sobre rodas ,
Vou tocando meu bandolim sem cordas ,
Fazendo melodia sobre o inalcançável ,
Com poucos recursos tentando ser amável ,
Sabendo de meu lugar ,
Neste grande mar ,
Batendo forte o que tenho do lado ,
No trovar de um garoto exilado .

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