terça-feira, 30 de maio de 2017

Narrativa poética

O entardecer de outono ,
A um anjo telefono ,
Digo para avisar o cupido ,
Que rezo fazendo pedido .
Rogo para anestesiar esta dor ,
Causada por um amor ,
Que transferiu - se pro futuro ,
Que trará renovação e ar puro .
Interpelo para curar - me ,
Em sumo , salvar - me .
Das garras destes vícios ,
Que atravessam equinócios e solstícios ,
Causando quase morte ,
Sobrevivendo por sorte .
Faço prece também ,
Por um alguém ,
Esta a qual sou apaixonado ,
Na qual neste poeta têm - me transformado :

" Inventei ,
Reinventei ,
Inserci ,
Renasci .
Novos versos ,
Sobre meninos e meninas ,
Relativo a universos ,
De manos e minas .
Sem qualquer determinação estética ,
Indo além de retórica e dialética ,
Agregando moral e ética ,
Indo além da filosofia cética .
A vida já não é tão patética ,
Narrativa poética " . 

 


 

História de amor

Fim do mês ,
Sou cortês ,
Lhe digo sentimentalidades ,
Por eventuais amores e saudades .
O relógio , está em outro ritmo ,
É frequente o valor do íntimo ,
Meu amor simplesmente declarado ,
Confesso ,
Alguém de aureola e asas , tem colaborado ,
Expresso .
Vejo o mundo continuamente acelerar ,
E os anjos , arcanjos e querubins celebrar ,
O meu coração que terá sua cara metade ,
Uma vida , uma fase , em busca da igual identidade .
Meu caminho está abençoado ,
Amo , tenho retorno , sou amado .
Pra ser sincero ,
Nada do universo ao redor espero ,
Apenas agradeço ,
E faço o bem ,
Amanheço , 
Lembrando alguém .
Sei que fiz de tudo para equilibrar ,
Aceitar as duas partes .
Com sensações aos meus olhos delirar ,
Expressando as várias artes .
Eterna em meu lado espiritual ,
A vida é um presente ritual ,
Amor , afeto , paixão e carinho ,
E tudo mais que faz parte do caminho .
Acredito que voltaremos ,
Aos céus iremos ,
E veremos a face do querer ,
Aguardo ansiosamente ,
O tempo a correr ,
Continuamente :

" Me faça um favor ,
Me ame por favor ,
Ouço o zunido e clamor ,
Do cupido de valor , 
Sentimento indolor
História de amor " .  




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Obra do acaso

Um amor de verão ,
Muitos haverão ,
E hão de haver ,
Basta sair , e ver .

Uma ventania de temporal ,
O amor úmido e imoral ,
Em torno de um encontro acidental ,
Pelo menos uma vez , oriental ou ocidental .

Um dinheiro no chão ,
Pegar . . . ataca o comichão .
Enfim , posto na carteira ,
Gasto em segundos , procurado a vida inteira .

Uma pessoa da televisão ,
Atravessa a visão ,
Anima o palavreado , 
Mas entalado , prefere ficar calado .

Um trevo da sorte ,
Ou um pé de coelho ,
Faz esquecer a morte ,
O personagem fedelho .

Pro futuro , estou em atraso ,
Pro passado , confuso em demaso ,
Pro presente , preventivo , em lago raso ,
A vida , a emoção , obra do acaso . 



 


Desconspirar

Segredos de uma alma ,
Insaciável por paz e calma ,
Buscando desmistificar ,
Os nervos pacificar ,
A procura da verdade ,
Esteja onde estiver ,
Desbravar a insanidade ,
Venha de onde vier .
O mundo comporta segredos ,
Neste pacote , acompanha todos os tipos de medos .
Tudo tem seu preço e valor ,
Nada virá por meio indolor . 
Sequioso pela profundidade ,
Adquiro mista identidade ,
Ser flexível as questões do mundo ,
Enquanto houver , compreender profundo .
Detalhes dos casos ,
Obras do acaso ,
Demoras e atrasos ,
As provas em lago raso .
Tudo pode ser uma descoberta ,
Uma caixa para desbravar ao ser aberta .
Coisas que se perdem no meio do caminho , 
Mas que hão de aparecer ,
Em qualquer gramado do vizinho ,
Irá nascer ou florescer :

" Desejo de encontrar ,
O segredo demonstrar ,
A verdade respirar ,
Ares de realidade aspirar ,
Hei da vida revirar ,
Para simplesmente , desconspirar " . 
 



A própria existência

Pelos cinco sentidos ,
Não há sabores contidos .
Pelo tato , paladar , audição ,
Visão e olfato ,
Tenho meios de provação ,
Provar o fato .

Os perfumes , como trato ,
Através do sentido do olfato .
Posso respirar ,
Desconspirar ,
Sentir o cheiro real ,
De cerveja ou de cereal matinal .

Os pratos preparados ,
Com esforço customizados ,
Vem este organismo folhar , 
Produzindo o alimento do lar ,
Fazem o lábio babar ,
Gostos e degustes do paladar .

Ouço vários sons ,
Borboletas e músicos dos bons .
Provocam agradável sensação ,
Pratico a reverência e rendição ,
Tem total aprovação ,
Elementos sonoros da audição .

Vejo lindas paisagens ,
Em meus delírios e viagens ,
Absurdos desenhos vivos de raras linhagens ,
Fatos verídicos , transformados em miragens ,
São imagens , por circunstância e decisão ,
Grato , ao dom da visão .

A toquei muitas vezes ,
Separados a alguns meses ,
Preferia a ter tocado uma ,
Do que a ter tocado jamais ,
Sem palavra alguma ,
Para o tato e seus sinais .

Sinto , logo existo ,
Vivo , permaneço e insisto ,
Vou em frente e persisto ,
Ao contrário resisto ,
Mas sempre haverá coexistência ,
A verdade de sentir em persistência ,
Nada como a vivência ,
Para provar , a própria existência .



Rimas improvisadas

O sol da tarde ,
Ensolarado entardecer ,
O vento arde ,
Bons ventos , hão de aparecer .

Dois mil e dezessete ,
Plugado , até ás sete ,
Liberando informações ,
Produzindo interações .

Era do ar condicionado ,
Da sede de ser ensinado ,
Do aprender para evoluir ,
Compreender o ir e vir .

Pra toda relação ,
Existe um domínio ,
Um universo virtual em translação ,
Causando e formando fascínio .  

A fé move montanhas ,
O tabaco move minhas entranhas ,
Mas o amor move minha ligação com o mundo ,
Hei de conseguir provar do sentido profundo .

As mentes já estão avisadas ,
As provas já foram revisadas ,
Agora é apenas sossego e risadas , 
Proferindo rimas improvisadas .

Perdi o rumo

O passado não volta ,
O nada absoluto o escolta ,
Demonstrando revolta ,
Por quem não aproveitou o instante ,
A dúvida envolta ,
Do tempo constante .
Pois é ,
Sem fé ,
Por medo ,
Perdi a chance ,
Que foi me dada cedo ,
Agora , sem alcance .
Aquele tempo bom ,
Jamais voltará ,
Acordes femininos no tom ,
Não sei onde está .
Por mais que ame ,
Em noites frias clame ,
Já se foi há anos ,
De nada vale agora os planos ,
A verdade é uma vez só ,
Viva intensamente ,
Ou seja reduzido a pó ,
Consequentemente .
O dia passou ,
A vida fugiu ,
A alegria vazou ,
A realidade partiu :

" Caminhos perdidos ,
Viveres ardidos ,
Direções opostas ,
Confusões compostas .
Sentidos difusos ,
Navegadores sem usos .
A bússola do meu coração ,
Sumiu ao vento como fumo ,
Faço uma ligeira e mental oração ,
Para me encontrar , pois perdi o rumo " .