segunda-feira, 29 de maio de 2017

A própria existência

Pelos cinco sentidos ,
Não há sabores contidos .
Pelo tato , paladar , audição ,
Visão e olfato ,
Tenho meios de provação ,
Provar o fato .

Os perfumes , como trato ,
Através do sentido do olfato .
Posso respirar ,
Desconspirar ,
Sentir o cheiro real ,
De cerveja ou de cereal matinal .

Os pratos preparados ,
Com esforço customizados ,
Vem este organismo folhar , 
Produzindo o alimento do lar ,
Fazem o lábio babar ,
Gostos e degustes do paladar .

Ouço vários sons ,
Borboletas e músicos dos bons .
Provocam agradável sensação ,
Pratico a reverência e rendição ,
Tem total aprovação ,
Elementos sonoros da audição .

Vejo lindas paisagens ,
Em meus delírios e viagens ,
Absurdos desenhos vivos de raras linhagens ,
Fatos verídicos , transformados em miragens ,
São imagens , por circunstância e decisão ,
Grato , ao dom da visão .

A toquei muitas vezes ,
Separados a alguns meses ,
Preferia a ter tocado uma ,
Do que a ter tocado jamais ,
Sem palavra alguma ,
Para o tato e seus sinais .

Sinto , logo existo ,
Vivo , permaneço e insisto ,
Vou em frente e persisto ,
Ao contrário resisto ,
Mas sempre haverá coexistência ,
A verdade de sentir em persistência ,
Nada como a vivência ,
Para provar , a própria existência .



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