Chove,
É mais de nove,
Vejo o céu ruir,
Ouço o lobo uivar,
O dia fugir,
A lua chegar,
Noite nublada,
Noite calada.
Chove,
Dissolve,
Este caldo depressivo,
Morto ou vivo,
Tudo tem seu momento,
Para sua alegria,
Seu lamento,
Do dia-a-dia.
Chove,
Comove,
Rememoranças,
O peito arde,
Lembranças,
Das lágrimas da tarde.
Viva , ame , sorria , contemple , sinta , observe , encante , emocione , acaricie , seja , haja , atue , presencie , participe , esteja , insista , documente .
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
Uma boa surpresa
Com franqueza ,
Mesmo com fraqueza ,
Vale a pena viver ,
Consigo conviver ,
Acreditar em vitória ,
Ter paciência ,
Apreciar uma história ,
Que faz refletir a consciência ,
Ter a mente aberta ,
Uma hora a intuição acerta ,
E tudo flui como um rio ,
Ás vezes quente , ás vezes frio ,
Tudo gira em torno da persistência ,
E um pouco de ciência ,
A vida há de compensar ,
Fazer pensar e repensar ,
E seguir um rumo ,
Que em algum momento acostumo ,
Seguir em frente de alma coesa ,
Sempre com uma boa surpresa .
Tardes vagando por aí
Nenhum contato para ligar,
Ninguém para voltar ao final do dia,
Nenhuma independência para proclamar,
Nada que acalme a bateção cardia.
Saudades das divulgações de shows punk nas paredes da cidade,
Vontade do que já não existe por vaidade,
Um clipe ou um som no rádio,
A lembrança é a única coisa ágil.
Rostos parecidos,
Se misturam no aglomerado,
Tempos vencidos,
Não sei mais quando sou amado,
A incapacidade de reconhecer o amor,
A falta de habilidade de dar valor,
O corpo arde em calor,
O que antes delírio, hoje dor.
Tudo dizia para ficar,
Mas eu saí,
Tentando me identificar,
Tardes vagando por aí.
Ninguém para voltar ao final do dia,
Nenhuma independência para proclamar,
Nada que acalme a bateção cardia.
Saudades das divulgações de shows punk nas paredes da cidade,
Vontade do que já não existe por vaidade,
Um clipe ou um som no rádio,
A lembrança é a única coisa ágil.
Rostos parecidos,
Se misturam no aglomerado,
Tempos vencidos,
Não sei mais quando sou amado,
A incapacidade de reconhecer o amor,
A falta de habilidade de dar valor,
O corpo arde em calor,
O que antes delírio, hoje dor.
Tudo dizia para ficar,
Mas eu saí,
Tentando me identificar,
Tardes vagando por aí.
domingo, 5 de janeiro de 2025
Cada segundo bem aproveitado
Aquele olhar de lado ,
Pude sentir ser amado ,
Seus olhos brilhavam ,
Seus trejeitos me amavam .
Pelo aroma ,
De seu perfume ,
Que soma ,
Como de costume .
Sua blusinha ,
De oncinha ,
Seus pés achinelados ,
Seus dedinhos delicados .
Seus cabelos dourados ,
Seus movimentos adorados ,
Cada segundo ,
Era pra meu mundo ,
Uma já saudade ,
Um pedaço eterno de felicidade ,
Vontade de ter falado ,
Cada segundo bem aproveitado .
sábado, 4 de janeiro de 2025
Falta de sorriso
Hoje em dia ,
Sobreviver é crime ,
Lutar por uma vida sadia ,
É jogar contra outro time .
Perfeição ,
Sinônimo ,
De depressão ,
Um falso heteronômio .
Tentar ser certo ,
Nunca funciona ,
Acabo em um defeito incerto ,
Uma má sensação aciona .
O ser humano padrão ,
Talvez seja ilusão ,
Pode-se ter esperança ,
Mas jamais voltar a ter infância .
A verdade levou embora a felicidade ,
Cada pílula para ir ao paraíso ,
Sou mais um nesta cidade ,
Invadido pela falta de sorriso .
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
Há algo além da quantidade que errei
Chuva de verão ,
Alguns ventos quentes ,
Coisas do coração ,
Alguns repentes .
Vejo o céu ruir ,
Alguém está bem zangado ,
O enredo há de fluir ,
Amado ou desamado .
Vejo a vida ter sentido ,
Mesmo com todo o acontecer desmedido ,
Notícias andam como o vento ,
Sempre veloz ,
No peito o sentimento ,
Como uma foz .
Por detrás dos bastidores ,
Além dos laços anestesiantes dos amores ,
Posso ver a verdade ,
E a liberdade ,
Há algo além ,
Algo que sei ,
Como ninguém ,
Há algo além da quantidade que errei .
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
Descartado como cartas de baralho
Uma voz dizendo que sou louco ,
Um temporal parece dizer adeus ,
Hoje valho muito pouco ,
Afastado e esquecido pelos meus .
Viajei para o paraíso lunático ,
Achando que seria um mundo mágico ,
Mas o que tomei ,
Era uma passagem para o inferno ,
Do futuro já não sei ,
Munido de apenas sonhos em um caderno .
O passado me come vivo ,
Qualquer movimento é nocivo ,
Ao passar dos anos , apenas envelheço ,
Cada vez mais neste mundo desconheço .
O ódio chega sem perdir permissão ,
A raiva cega minha visão ,
Tudo parece praticar omissão ,
Qualquer foto feminina evoca tesão ,
O conforto sempre pareceu tão tentador ,
Estou tão velho que me chamam de senhor ,
Alguns cabelos grisalhos ,
Descartado como cartas de baralho .
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