Nenhum contato para ligar,
Ninguém para voltar ao final do dia,
Nenhuma independência para proclamar,
Nada que acalme a bateção cardia.
Saudades das divulgações de shows punk nas paredes da cidade,
Vontade do que já não existe por vaidade,
Um clipe ou um som no rádio,
A lembrança é a única coisa ágil.
Rostos parecidos,
Se misturam no aglomerado,
Tempos vencidos,
Não sei mais quando sou amado,
A incapacidade de reconhecer o amor,
A falta de habilidade de dar valor,
O corpo arde em calor,
O que antes delírio, hoje dor.
Tudo dizia para ficar,
Mas eu saí,
Tentando me identificar,
Tardes vagando por aí.
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