quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Noites de céu claro

Visito meu coração ,
Através de uma canção ,
Estes sons que dizem sobre exclusão ,
O exagero na reclusão ,
Na falta de cuidado com o abandono , Pesadelos que aparecem em qualquer sono ,
Numa noite qualquer ,
Vivendo como der .
Percebo fraqueza ,
Na sensibilidade ,
O que antes certeza ,
Hoje saudade .
Horário de verão ,
Muitas coisas acontecerão ,
Na penumbra de um quase anoitecer ,
Vejo a imagem envelhecer ,
O futuro , é muito caro ,
Noites de céu claro .

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Confusões da rotina

Na tarde fria e nublada , o coração acelera , a sensação de imprevisão e de não poder controlar a própria vida , o entusiasmo é o que me torna calmo , a empolgação é uma agitacão exagerada , a vida se tornou valores intensos , estranhos e esquisitos . Penso no futuro , mas nada clareia minha mente , e tudo é uma reviravolta onde termina em um patamar onde sou prejudicado . Tentei viver francamente , mas sou bombardeado por falta de compreensão e comunicação . Vejo que fui muito longe , pelo que não havia retorno , a vida me engole e me devolve mais confuso do que estava . Convivendo com confusões da rotina .

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

4.700 substâncias proibidas consumo

Pequena solidão ,
Garoa misturada com choro ,
Em busca da imensidão ,
Senão desmorono .
Vejo nas placas do caminho ,
Toda palavra que possa fraquejar ,
Junto , separado ou sozinho ,
O céu continua a gotejar ,
A ordem das coisas permanece ,
O dia ensolarado , chuvoso anoitece ,
E nada pode transformar ,
Nem terra , fogo , vento e mar ,
Apenas tem de acontecer ,
Em uma milagroso amanhecer ,
A verdade prevalece ,
O vento anoitece ,
Continuarei a viver em sumo ,
A vida é um estranho resumo , 
Tudo segue seu rumo ,
4.700 substâncias proibidas consumo .

Cidade úmida

Nas esquinas de uma cidade fria ,
A alma acumula massa vazia ,
Na linha vermelha , entre um espaço e outro ,
Toda telha é fraca , e acumula intenso desencontro ,
Sonhos de metal ,
Imaginações sob o quintal ,
Entre um trago e outro ,
Uma guerra entre anjos e monstros ,
Coisas do cotidiano ,
Efeitos do novo ano ,
Na mente , na cabeça , no pensamento ,
Ofereço minha prece ,
Em forma de alimento ,
Aos poucos o céu anoitece .
Pensei em ligar , ou mandar um recado ,
Mandar uma mensagem , amar e ser amado ,
Mas a ventania diz que é tarde demais ,
Já gastei muito amor , gastei como jamais . 
Algo diz que as coisas vão mudar ,
Se for para melhorar ,
Me proponho a ajudar ,
Pretendo colaborar .
Nesta escrita íntima ,
Na garoa vívida ,
A vontade é tímida ,
A cidade úmida .

A ventania da alma

Frio , garoada ,
Gelo , geada ,
A suposição de temporal ,
Invade a cidade ,
A ventania imoral ,
Aumenta com a idade ,
Névoa , nevoeiro ,
Temperaturas baixas ,
O tempo inteiro ,
Todos presos em suas casas - caixas .
Vejo gotas lá de cima ,
Caírem sob minha inspiração ,
Procuro uma rima ,
Que demonstre esta intenção .
Lá no fundo ,
Além do horizonte ,
Eu sei que há no mundo ,
Um sol brilhante .
No cotidiano ,
No dia a dia ,
O tempo insano ,
A todo o tempo dizia :

" A busca por paz ,
A busca por calma ,
Torna suportável e capaz ,
A ventania da alma " . 

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Fio de cabelo branco

Um fio de cabelo branco ,
Na barba do rosto ,
Há poeiras na conta do banco ,
Viver bem , é só ter gosto ,
Mas ser pobre ,
É ser forte ,
Coração nobre ,
E muita sorte .
Vejo tragédias ,
No telejornal ,
Tenho idéias ,
Sobre o final ,
Terminar com a vida ,
E tudo mais ,
Pro paraíso , passagem só de ida ,
Um riso , fraquejar jamais .
Penso em sumir no mundo ,
Me perder enquanto há tempo ,
Há um sol para todos , e um sentido profundo ,
Amanhã estará melhor o clima - tempo . Madrugada , olhos vermelhos ,
Para ser franco ,
Em quaisquer espelhos ,
Há um fio de cabelo branco .

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O cotidiano de uma alma gritante

Em busca de um papel enumerado ,
Sempre estou no lugar ,
De endereço absolutamente errado ,
Alívio ao meu plugar ,
Não estar em lugar algum ,
Vindo de local nenhum ,
De qualquer canto ,
Seca o pranto ,
E cura as feridas ,
De respostas desmedidas ,
De mentiras no machucado profundo ,
A realidade inventada , já é o mundo .
O sol de uma tarde de folga ,
Um cigarro ou outra qualquer droga ,
Pra esquecer ,
Pra envelhecer ,
Para derrotar as cicatrizes espirituais ,
Em busca de uma solução como jamais .
Vejo na embalagem do cigarro ,
As consequências do fumo ,
Peço ao santo de barro ,
Que me cure deste consumo .
Mas sei que nem sempre adianta ,
E só resta a rotina do galo que canta ,
A rotina do sol ao horizonte ,
O cotidiano de uma alma gritante .