Em busca de um papel enumerado ,
Sempre estou no lugar ,
De endereço absolutamente errado ,
Alívio ao meu plugar ,
Não estar em lugar algum ,
Vindo de local nenhum ,
De qualquer canto ,
Seca o pranto ,
E cura as feridas ,
De respostas desmedidas ,
De mentiras no machucado profundo ,
A realidade inventada , já é o mundo .
O sol de uma tarde de folga ,
Um cigarro ou outra qualquer droga ,
Pra esquecer ,
Pra envelhecer ,
Para derrotar as cicatrizes espirituais ,
Em busca de uma solução como jamais .
Vejo na embalagem do cigarro ,
As consequências do fumo ,
Peço ao santo de barro ,
Que me cure deste consumo .
Mas sei que nem sempre adianta ,
E só resta a rotina do galo que canta ,
A rotina do sol ao horizonte ,
O cotidiano de uma alma gritante .
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