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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Energia cósmica
" Tentar ,
Para conseguir ,
Testar ,
E prosseguir .
O mundo ,
É um reflexo ,
De um profundo ,
E eterno conexo .
Tudo gira ,
A constelação se revira ,
Para dar impulso ,
Alimentar o pulso .
O mundo é bom ,
Regulando a ótica ,
Como um agradável som ,
Tudo é : Energia cósmica " .
Pomo - de - Adão
A prosa gelada ,
Consumindo meu corpo em sintomas ,
Partes dos organismos em comas .
O vento é brando ,
Solitário ,
De uma espécie em bando ,
Dês igualitário .
Pequenos fragmentos ,
Por inteiro e metade dos momentos .
As verdades se tornaram fachada ,
Para um vida reclusa e fechada ,
Tudo parece sincero ,
Pouco a mim , espero ,
Apenas para o cego de conformismo ,
Ou para aquele em seu habitat de elitismo .
A realidade como sensação ,
Parênteses no coração ,
Tudo escapa por este estranho vão ,
Versos e rimas , travadas no Pomo - de - Adão .
sábado, 2 de dezembro de 2017
Após o inverno
Amamos demais ,
Pois não sabemos esperar ,
No limite do jamais ,
O amor só tem a multiplicar .
Construímos base sólida ,
No bem e no senhor ,
Sem drogas ou bebida alcoolica ,
A paixão de maior valor .
Aprendemos a dissertar ,
Aos obstáculos , resetar ,
E quando a saudade apertar ,
Acordamos para um novo despertar .
" Nosso sentimento é eterno ,
Nosso amor é fraterno ,
Depois da tempestade , hiberno ,
Após o inverno " .
Lembranças de outra cidade
Sua sombra no lençol ,
Todo dia era sol ,
Fragmento da paixão ,
Distribuído em meu coração ,
Partícula viva da reflexão ,
Retrato da criação .
Curvas sobressalientes ,
Amores congruentes ,
Destinos pertinentes ,
Contentamentos descontentes.
Vida que luta ,
Pra simplesmente sobreviver ,
Sem norma de conduta ,
Apenas viver .
Expressão notável ,
Retalho amável ,
Estilhaço de felicidade ,
Lembranças de outra cidade .
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Bonitos entardeceres
Os pés , continuam a envelhecer ,
O caminho com seus obstáculos ,
Problemas e seus múltiplos tentáculos .
O som da selva de concreto ,
O sabor da tarde em ritmo indireto ,
O barulho do ocupantes ,
A noite aproxima nos horizontes .
A ventania da tarde ,
O lábio arde ,
O calor de dias passados ,
Os minutos se atropelam ,
Em si mesmo ultrapassados ,
As nuvens se ajudam e se velam ,
Em suas alturas inalcançáveis ,
Em seus metros e distâncias inviáveis .
A ventarola do escurecer ,
Com os ventos cinzas envelhecer ,
Não há limite para os mistérios ,
Entre céus e terras , sempre sérios .
Percebo o som de costume ,
Se samplearam por completo ,
Não permaneci imune ,
De sons repleto :
" Com ela ,
Vi manhãs ,
Tão belas ,
Mentes sãs .
O vento ,
Lento ,
Sobre a brisa ,
Desliza ,
Avisa ,
Realiza . . . "
" Como compreenderes ,
Como pode verdes ,
Longe de ganância e poderes ,
Bonitos entardeceres " .
A rima da saideira
Me lembro que não enxergo direito .
Os ventos transitam calados ,
Bate forte , o órgão ao peito .
Fechado , recluso , exilado ,
Perdido , estranho e mal falado ,
Vejo toda célula de luz ,
Eventos que o reflexo produz .
Um circuito de problemas ,
Na mente e na alma os poemas ,
As rimas e versos , uma cortesia ,
No coração um punhado de poesia .
Fim do dia , o anoitecer ,
Jamais saberei , o que vai acontecer ,
Só tenho noção das probabilidades ,
Um tanto pensativo , as possibilidades .
Por toda vida , pela vida inteira ,
Nem a última , nem a primeira ,
A procura de uma maneira ,
A rima da saideira .
Dias normais
Para celebrar ,
Aceleração cardia ,
De bem estar .
O vento ,
Do final ,
Cem por cento ,
Afinal .
Mais um manhã ,
Uma tarde e um anoitecer ,
O orvalho da manhã ,
Veio alvorecer .
Um dia quente ,
Um de repente ,
Um logo mais ,
Um dia como jamais .
Venho de perto ,
Não tão distante ,
O erro conserto ,
Aos muitos e bastante .
Dos começos aos finais ,
Vestígios e sinais ,
Dias menos , dias mais ,
Dias normais .