sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

E pouco importa o que eu acredito

Aprendi que não posso controlar as horas ,
Faço coleção de lembranças de garotas e seus foras ,
Pensei que tinha o poder ,
Mas nenhuma , a me corresponder ,
A jovialidade , me trouxe muitas ilusões ,
De antigos relacionamentos , o peito e as contusões ,
Me olho hoje no espelho ,
E vejo um completo fracassado ,
O amor é uma praga , um escaravelho , 
Que vem me perseguir , sobre o passado ,
Corrói o que sobrou , de meu coração ,
Ajoelho aos sábados , faço uma oração ,
Esperando dos céus uma redenção ,
Tentando agradecer , por qualquer benção ,
No fundo , sempre quis copiar , o que via nos adultos ,
Mas acabei provando dos dissabores , de vivências em redutos ,
Minha memória , permanece ativa ,
E minha sensibilidade , permanece intuitiva ,
Talvez eu nunca vá me recuperar ,
Apenas me coloco , o destino a esperar ,
Meu último , único e verdadeiro amor ,
Um sentimento inocente e puro ,
Provoca em minha vocalidade um clamor ,
O que faria se soubesse do futuro ?
Eu já fiz , continuei a ignorar o presente ,
Não sou feliz , mas sou parcialmente consciente ,
Isto basta ,
O mal afasta ,
E me devolve uma parcela do que sou ,
Faz aguentar o que esta sensível alma passou ,
É difícil gostar de várias pessoas ao mesmo percentual ,
Fica complicado distinguir o objetivo amoroso atual ,   
Acredito , hoje , e apenas , na potência dos meus cigarros ,
Na verdade de minha altivez poética ,
Nas forças , nos valores e nas potências dos carros ,
Um mundo resumidamente hipotético :


" Ou a droga da vida ,
Ou a droga do amor ,
A escolher Deus me convida ,
Ao responder clamor ,
Uma alternativa ambígua ,
Uma verdade antiga ,
Talvez tudo já esteja escrito ,
E pouco importa o que eu acredito " . 



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Escrever e redigir , esta louca invenção

Uma garoa fina ,
A esperar me ensina ,
A parar e perceber questões existenciais ,
Permanecer ou continuar trajetórias essenciais ,
Viver a continuação indesejada ,
Olhar a vida de uma forma versejada ,
Um final novo construir ,
Morrer por quem amo ,
É uma forma mais certa de partir ,
É mais importante do que como me chamo ,
Rumar ao além ,
Cercado de entes queridos ,
Marcar alguém ,
Que no meu peito estão inseridos ,
Saber que existe esta possibilidade ,
Mexe como um todo em minha sensibilidade ,
Rimas perfeitas não salvam o mundo ,
Mas o ser humano é o que faz ,
Talvez eu seja um verso profundo ,
Que almeja , pede e requisita paz ,
Posso parecer fraco ,
Depois de certos traumas ,
Sequelado e em caco ,
Procurando puras almas ,
Mas só encontro um passado fútil ,
Um caminho que me levou ao inútil ,
Conversar perdeu a altitude ,
Hoje me percebo no mundo da atitude ,
Fazer eu mesmo , sem quaisquer intervenção ,
Escrever e redigir , esta louca invenção .  

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Um mundo de estranhas realidades

Lembranças e memórias ,
Recordações e histórias ,
Não quero acordar ,
Com este sonho a concordar ,
Em gênero , número e grau ,
A vida , sua escada e seu degrau ,
Para longe quero sonhar ,
A fantasia em minhas mãos embanhar ,
Ver imagens , delírios e ilusões ,
A continuação dos sentimentos ,
Sem quaisquer finais ou conclusões ,
Me devolve a fé , os ventos , 
Apenas a nostalgia ,
Do pensamento a magia ,
Surpresas , recomeços e inícios ,
Da irrealidade os vícios ,
Junto , sozinho ou aglomerado ,
Um imaginário considerado ,
Custa nada ,
Misturo - me a camada ,
E penso mil e uma possibilidades ,
O mundo obtuso das sensibilidades ,
Além do quanto posso viajar em mente ,
Uma homenagem ao inconsciente ,
Uma verdade criada e imaginada ,
Seja no uivo do sol , ou na lua calada ,
Sempre me perderei no mundo dos desejos ,
Declarando e exclamando meus almejos ,
Com tons e toques de originalidades , 
Um mundo de estranhas realidades . 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Contadores de tempo naturais

O ano que vem ,
Completa oito anos ,
Sem o alguém ,
Que mexe com meus desejos mais insanos .

Dias , horas e minutos ,
Por dentro os lutos ,
Contando automaticamente todo e qualquer segundo ,
Perdido e tentando raciocinar neste mundo imundo .

Relógios , ponteiros e milésimos ,
Corre em minhas veias os centésimos ,
Cada amanhecer parece mais dificultoso ,
Já nem consigo conversar ou ser amoroso  .

Nos fones de ouvido seus sons ,
E os barulhos de uma cidade vingativa ,
Sossegado e tranquilo são os bons ,
Viver escrevendo no meu caso , é a única alternativa .

A cada anoitecer momentâneo ,
Vejo o vazio , em meu ser espontâneo ,
Entre amores e questões morais ,
Escravo de contadores de tempo naturais . 



domingo, 13 de dezembro de 2015

Antimanicomial

Por mais direitos ,
Por menos preconceitos ,
Um momento de reflexão ,
Com as autoridades uma conexão ,
Em prol de saúde positiva ,
Uma idéia humana ativa ,
Um tratamento mais eficaz ,
Um laço entre paciente e funcionário ,
Uma recuperação de paz ,
Um viver sereno e diário ,
Desde o chegar até o sair ,
Rumo a cura desejo ir ,
Um antro do bem ,
Pra compartilhar ,
Ter um alguém ,
Um sentimento milhar ,
Uma verdade exposta ,
Somos maioria ,
Vertente composta ,
De grande alegria ,
Juntos podemos ,
Vencedores seremos ,
Hoje é um dia especial ,
Um passo inicial ,
Para um recomeço triunfal ,
Podemos construir um novo final ,
Uma trajetória rumo ao tratamento digno ,
Uma ação mental de formato benigno ,
Juntos , força de proteção ,
Conjuntos , alma e coração ,
Todos terão lembranças sobre esta história ,
Grandes recordações de uma limpa memória ,
De que é a hora , é um sinal ,
Todos pela luta antimanicomial .

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Uma ode contrária a relações abertas

Tentando lembrar ,
Do atual me desmembrar ,
Mas o agora é mais importante ,
O desejo de continuar em uma trajetória constante .
Momentos e instantes ,
Relações incessantes , 
Relacionamentos pra mim ,
Parecem o fim , 
As vezes são um martírio ,
Uma nostalgia , um delírio , 
Uma vontade reprimida ,
Uma intimidade imprimida ,
Uma invasão de privacidade ,
Um exagero ao pecado e vaidade ,
Uma perda da identidade ,
Uma hostilidade a suprema entidade , 
Um querer ser melhor ,
Do que tudo ao redor :

" No estado que estou ,
Sou mais o que sou ,
Prefiro as vezes ficar só ,
E a garganta dá um nó ,
O corpo soa frio ,
Divago eu e o vazio ,
Uma prosa aos corações mal - amados ,
Uma conversa telepática ,
Aos olhos comuns permanecemos calados ,
Uma realidade alifática ,
Vivendo me isolando ,
Apenas ar inalando ,
Minhas verdades enterradas e encobertas , 
Uma ode contrária a relações abertas " . 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Vivendo com os anjos , pelo menos quase

A três dias do mesmo jeito ,
Um consistente conceito ,
Um modo diferente de ver ,
Continuo sem entender ,
A felicidade não é só escrever ,
É também cada vez mais pretender ,
É permanecer preso no tempo e espaço ,
Em momentos e instantes o estar refaço ,
E tudo permanece ,
Meu coração amanhece ,
E é tudo costumeiro ,
E continuar é maneiro ,
Mesmo com inexplicações ,
Perdido e com implicações ,
Abro minha mente ,
Ao ato consciente ,
De documentar ,
E minha humildade aumentar ,
Fiz muita besteira ,
Errei horrores ,
Torrei a carteira ,
Aguento os dissabores ,
Percebo a verdade me evitar ,
E minha sensibilidade a editar ,
A tudo tento dar nome ,
E essa saudade me consome ,
Menos que antes , mas ainda acontece ,
E a cada dia o - lá - de - baixo me oferece ,
O caminho de mais facilidade ,
Esquecendo a minha personalidade ,
O fato é que sempre mudei ,
E agora o que sou , nem sei ,
Ruim não é , acredito ,
E estou perdido repito ,
Talvez seja apenas uma fase ,
Vivendo com os anjos , pelo menos quase .