O ano que vem ,
Completa oito anos ,
Sem o alguém ,
Que mexe com meus desejos mais insanos .
Dias , horas e minutos ,
Por dentro os lutos ,
Contando automaticamente todo e qualquer segundo ,
Perdido e tentando raciocinar neste mundo imundo .
Relógios , ponteiros e milésimos ,
Corre em minhas veias os centésimos ,
Cada amanhecer parece mais dificultoso ,
Já nem consigo conversar ou ser amoroso .
Nos fones de ouvido seus sons ,
E os barulhos de uma cidade vingativa ,
Sossegado e tranquilo são os bons ,
Viver escrevendo no meu caso , é a única alternativa .
A cada anoitecer momentâneo ,
Vejo o vazio , em meu ser espontâneo ,
Entre amores e questões morais ,
Escravo de contadores de tempo naturais .
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