quinta-feira, 18 de junho de 2015

conselho das vozes do ócio incompreensivel

Acordo pro sofrimento ,
Amar , não é o momento ,
Ao passado lamento ,
Sobre o futuro vem me dizer o vento ,
Saudade do carinho ,
Restou ficar sozinho ,
Me dedico a pequenos prazeres ,
O destino confiou a mim ,
Responsabilidades e deveres ,
Todo instante parece o fim ,
Vou aonde a dor é maior ,
E por isso não me sinto melhor ,
A inspiração sumiu de vez ,
E quero que meu amor retorne ,
Ela voltará , quem sabe , talvez ,
Esperando que meus gastos o tempo estorne ,
Mas nunca funcionou deste jeito ,
E continua batendo forte o peito ,
A voz que pouco se cala continua
Uma impressão voluptuosa se insinua ,
Mas nada me torna um ser humano diferente ,
Apenas o fato de eu estar mudando ,
Por entre dissertação e repente ,
Vou indo formando e transmutando ,
Através da rima , frase e verso ,
Dias em que tudo é controverso ,
Queria estar aonde meu amor mora ,
Assim sumiria esta vontade de ir embora ,
Uma energia que me rodeia e que me quer desistente ,
Sou fraco , enganado , persuadido mas sempre resistente ,
Até o último minuto serei dela ,
Desde a sarjeta da cidadela ,
Até os confins do firmamento ,
Viver é aos céus o adiantamento ,
Tento fugir e ouvir menos , mas é impossível ,
Conselho das vozes do ócio incompreensível .

terça-feira, 16 de junho de 2015

Véspera de inverno

Escolhendo por qual motivo andar em círculos ,
Girar , rodopiar , circular ,
Movido por pensamentos ridículos ,
Tentando me controlar ,
Encontro o mesmo amanhecer todo dia ,
Sou eu quem vivo mudando ,
Pela distração minha sentimentalidade despertou mais tardia ,
Devo seguir , o tempo está acabando ,
Choro aqui no interno ,
Meu corpo queima como no inferno ,
Tentando fugir deste inverno ,
Em sonhos amorosos hiberno ,
É véspera do despertar ,
Para mais a vida fingir consertar ,
Aos céus o sofrimento venho ofertar ,
Mais uma vez fingindo acertar ,
Digo a verdade ,
Sobre a saudade :

" Ainda durmo deixando um espaço na cama ,
Esperando você vir deitar ,
Um coração que ainda te ama ,
E mesmo assim permanece a respeitar ,
A vida se resume a exibir a expressão ,
Deleitar  - me em nobres atitudes ,
Lutando contra a repressão ,
E elevando a paz em altitudes ,
Sou suficiente perfeito pra minha missão ,
Poeta é o nome de minha estranha profissao ,
Vivendo entre delírios , surrealidades e ficções ,
Sentindo cada limitado cardio fricções ,
Mas nunca irei esquecer de meu amor fraterno ,
Abstinências das verdades em uma véspera de inverno . "







segunda-feira, 15 de junho de 2015

Rascunho perdido

A chuva foi chamar o vento ,
Pra me trazer a notícia do momento ,
Um nova rima , um novo verso ,
Uma frase acima , em sonhos imerso ,
Lembretes e escritos amassados no armário ,
Minhas imaginações de qualquer horário ,
Vejo que já escrevi bastante ,
Um ócio criando constante ,
Já vi muita coisa pra me omitir documentar ,
Tudo merece entrelinhas e comentar ,
Vim da onde os morros uivam ,
Aonde é desejado que meus sentimentos vivam ,
O destino me persuadiu e amanheci ,
Do pó e da imaginação renasci ,
E hoje vejo tudo de outra forma ,
Uma inspiração que por um todo reforma ,
Sinto o gosto do beijo dela de vez em quando ,
Ouço sua voz cantando de vez em quando ,
Mas só por foto e vídeo por enquanto ,
Se ela soubesse como a quero tanto ,
Pensei em fugir e até me anular ,
Mas há um momento na vida que se perde a sensatez ,
E há disfunção no mais simples controlar ,
Quando estou perto me sinto descontrolado toda vez ,
Só encontro paz no mundo dos letrarios ,
Onde rio e gargalho quando em maior número são os contrários ,
Sou uma pessoa fácil de lidar ,
Mas vez ou outra difícil de entender ,
Mas ultimamente consigo consolidar ,
E com os percalços tudo compreender :

" Escritos e dissertações ,
Letras e descrições ,
Rimas , versos , frases ,
Gerúndios e paráfrases ,
Particípios e regras de vocabulário ,
A arte do abcdario ,
Guardados os papéis do reinício ,
Algo bom está vindo , há indício ,
Meu peito a escrever permanece ardido ,
No meu coração comporta um rascunho perdido . "

domingo, 14 de junho de 2015

A aspiração ao romance apaixonado e migrador

Pela janela da alma posso te ver,
Você não é de comer , beber ou usar ,
É uma inspiração de te escrever ,
E do sentimento em letra estou a abusar ,

O sol vem me acordar neste domingo ,
Quero passar o tempo todo contigo ,
Um sentimento novo , um amor antigo ,
Lhe ofereço em prova este romântico artigo ,

Dias , noites e momentos ,
Me mandam mensagens os ventos ,
Dizendo como está minha paquera ,
Meu coração que por ela espera ,

O firmamento azul , brilhante e maravilhoso ,
Afasta a saudade e o instante doloroso ,
Sinto os céus e o anjo milagroso ,
Desabrocha em mim , um jardim valoroso ,

O vento e a sombra me são abrigo ,
Pensando se te encontro ou se te ligo ,
Nada mais pode me distanciar ,
Destes amores de substânciar ,

No futuro desejo viver junto ,
Namorando em um show de qualquer conjunto ,
Nunca fui muito inteligente ,
Me perco nesta paixão inconsciente ,

Gasto toda a minha vida até o formal encontro ,
Enfrento meus demônios , fantasmas e monstros ,
Pra ver um dia nós dois lado a lado ,
Com abstinencia , sofro calado ,

A paz que eu procuro ,
Com os dons que eu me curo ,
A palavra que me devolve a sanidade ,
Um suspiro em prol da humanidade ,

Aguardo ocioso  ,
O retorno ansioso ,
Sabendo que o destino me quer circulando e com dor ,
A aspiração ao romance apaixonado e migrador .





sexta-feira, 12 de junho de 2015

O desespero do sonho do carinho profundo

Por fora chove ,
Por dentro o choro ,
Meu peito se move ,
Saudade canta em coro ,
O temporal leva o sentimento magoado ,
Sensível , perdido , destruído e atordoado ,
Vejo o tempo passar , e ajo com paciência ,
Um amor a ultrapassar , a barreira da consciência ,
Nada mais é maior que a falta ,
Pra animar a solidão a vida me contrata ,
Mas nem pra isso sirvo ,
Já que nem estou tão vivo ,
Meio vivo e meio morto ,
Um destino sofrido e torto ,
A vento vem me trazer rumores ,
Sobre esta relação que me traz tantas dores ,
Fracasso é o meu segundo nome ,
A abstinência me consome ,
Espero uma próxima chance ,
Poder estar ao seu alcance ,
Viajo em Pensamentos ,
Me perco em sentimentos ,
A realidade já não me abastece ,
E meu dia certo já não mais amanhece ,
Minha força é pequena ,
E minha vontade amena ,
Meu coração apenas murmura ,
Longe de minha verdade e cultura ,
Acreditei no monstro da ansiedade ,
E hoje ganhei paz , mas perdi a vaidade ,
Além do horizonte mesclado ,
De marrom , preto e acinzentado ,
Existe num caminho , um rumo ,
Que mesmo sozinho eu fumo ,
Namorando a idéia de te encontrar ,
E na minha alma e seu segmento entrar ,
Talvez eu seja culpado disto tudo ,
O desespero do sonho do carinho profundo .

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A surrealidade do íntimo universal individualista

Barulhos , vozes e ruídos ,
Dias nada coloridos ,
Meus momentos aqui se cataloga ,
Meu anjo só pode estar de folga ,
Sinto saudade do cheiro de rosa ,
Permaneço nesta monóloga prosa ,
Sobre um ser sofrendo na geral conjunção ,
Perdi o senso de relacionamento e rejeição ,
Parece que nasci pra ser contrário ,
Entre relação ,  hábito e horário ,
Vejo o mundo de uma forma mais hostil ,
Deixei por um tempo de ser tão viril ,
Tudo por conta de mitos e superstições ,
Sou fraco , e tenho uma estranha sensação ,
Toda a humanidade individual tem suas errôneas tradições ,
Desde acordar a té o fim de sua curta hibernação ,
Existe o fato de gostar de alguém ,
Confesso me rendi também ,
Mas tenho receio de ser esquecido ,
A verdade de ser convencido ,
Continuo pensando nos meus amores antigos ,
E sinto falta de alguns amigos ,
Talvez eu precise reduzir contatos em minha lista ,
Posso parecer esta sendo muito elitista ,
Instantes em que penso ao inimigo fazer conquista ,
A surrealidade do íntimo universal individualista .

terça-feira, 9 de junho de 2015

Frutos do bem hoje eu cultivo

Aprendi a perder ,
Aprendi a me render ,
Vi o passado recomeçar do zero ,
Paz , tranquilidade e serenidade espero ,
Existe um meio de driblar o outro ,
Mas driblar a si mesmo jamais ,
Pela solidão virei um monstro ,
E quero um amor de antes cada dia mais ,
Me consumindo em tabaco ,
Um ar que virou um caco ,
O sangue grosso como um taco ,
O peito pula como um macaco ,
Pensei em parar de fazer o mal necessário ,
Mas todo o meu vício é um agir de modo contrário ,
 Se eu já me puno ,
Ninguém irá me punir ,
Ao delírio imuno ,
Mas um dia a justiça há de vir ,
Talvez a vida seja fazer tudo errado ,
Pra voltar , e a situação dar como ato encerrado ,
A vida é um problema , e a morte consequência ,
Pra aonde se vai depois desta viagem está entre a fé e a ciência ,
Prefiro pensar em uma solução individual ,
Um acontecimento antigo que formou o quadro atual ,
Talvez não haja tantas glórias ,
O que restam são memórias ,
Um pouco de falta e abstinência talvez ,
Sobretudo , tudo acontece uma só vez ,
Datas , horas e momentos ,
Posições e composições de ventos ,
Itinerários , compromissos ,
Verdades e conceitos omissos ,
Tudo muda , e continuará mudando ,
Permanece por seguir e estar complementando ,
Sempre fui de dispensar responsabilidade ,
E dar vazão ao mais fácil , prático e de acessibilidade ,
Viajo em pensamentos sobre ela ,
Me livrou do preconceito e sua cela ,
Hoje vivo a liberdade de ser vivo ,
Frutos do bem hoje eu cultivo .