Aprendi a perder ,
Aprendi a me render ,
Vi o passado recomeçar do zero ,
Paz , tranquilidade e serenidade espero ,
Existe um meio de driblar o outro ,
Mas driblar a si mesmo jamais ,
Pela solidão virei um monstro ,
E quero um amor de antes cada dia mais ,
Me consumindo em tabaco ,
Um ar que virou um caco ,
O sangue grosso como um taco ,
O peito pula como um macaco ,
Pensei em parar de fazer o mal necessário ,
Mas todo o meu vício é um agir de modo contrário ,
Se eu já me puno ,
Ninguém irá me punir ,
Ao delírio imuno ,
Mas um dia a justiça há de vir ,
Talvez a vida seja fazer tudo errado ,
Pra voltar , e a situação dar como ato encerrado ,
A vida é um problema , e a morte consequência ,
Pra aonde se vai depois desta viagem está entre a fé e a ciência ,
Prefiro pensar em uma solução individual ,
Um acontecimento antigo que formou o quadro atual ,
Talvez não haja tantas glórias ,
O que restam são memórias ,
Um pouco de falta e abstinência talvez ,
Sobretudo , tudo acontece uma só vez ,
Datas , horas e momentos ,
Posições e composições de ventos ,
Itinerários , compromissos ,
Verdades e conceitos omissos ,
Tudo muda , e continuará mudando ,
Permanece por seguir e estar complementando ,
Sempre fui de dispensar responsabilidade ,
E dar vazão ao mais fácil , prático e de acessibilidade ,
Viajo em pensamentos sobre ela ,
Me livrou do preconceito e sua cela ,
Hoje vivo a liberdade de ser vivo ,
Frutos do bem hoje eu cultivo .
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