sábado, 11 de abril de 2015

Maneira de viver bem em extrema surrealidade

Memórias de ainda logo ,
Em insatisfações me afogo :

" Aprendendo a ser burro ,
Na auto estima levei um murro ,
Canso de me explicar  ,
A teoria da calma explicar ,
Mas é em vão , tentar ser original ,
Inventar um estilo oficial
Mas ela vai comigo colaborar ,
Quero apenas pra Deus orar. . . "

Dizer o que me torna inquieto ,
O que me torna incerto ,
Olhar a solução no horizonte ao reto ,
Penso no bem de agir direto ,
Existe uma nova perspectiva em ação ,
Um lugar de plena condição ,
Uma positiva atividade e reação ,
Prático a arte da perdição ,
Nela existe sentido ,
A verdade tenho mantido ,
Me preocupo mais com problemas reais ,
Reflito , penso e racionalizo os sinais ,
Tornando tudo de melhor entendimento ,
Paz , calma e serenidade ,
De quem está longe tenho saudade ,
A distância é algo subjetivo ,
A quem está distante pouco falta adjetivo ,
Verdades de um ser em sua qualidade ,
Uma maneira de viver bem em extrema surrealidade . "



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Estar em abandono

Um fumo é meu melhor amigo ,
De hoje até o momento mais antigo ,
Escrevo meu melhor em qualquer artigo ,
Pois ainda quero ficar contigo ,
Sei das verdades da alma ,
O vento liberta e invoca calma ,
Tento agir como meu melhor parceiro ,
Tudo muda , de nenhuma forma permanece inteiro ,
Ouço algo para inspirar ,
E o universo a conspirar ,
Há tempos atrás era outro ,
Tudo se transforma ,
Esperando nosso encontro ,
Para uma auto reforma ,
Palavras são dispensáveis ,
Os males descartáveis ,
Existe esperança eu tenho fé ,
Vou ter paciência , assim que é ,
Dissertando e driblando o sono ,
Discorrendo sobre amar e estar em abandono .


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Diálogos com deus todo poderoso

Hoje me encontrei com deus ,
Para conversar ,
Ele clareou os olhos meus ,
Me convidou para versar ,
Me disse coisas do coração ,
Sobre as árvores e o mar ,
Fizemos uma oração ,
E seus anjos vieram me chamar ,
As estrelas e as luzes brilhavam ,
E meus sentimentos não acabavam ,
Olhei o chão e vi seu esplendor ,
Me livrou de mágoa , tristeza e dor  ,
Delírios surreais com o criador ,
Me tornei das emoções um empreendedor ,
Percebo o quanto posso fazer o bem ,
E também como sou querido ,
Fiz uma prece disse amém ,
Um noturno momento colorido ,
Sei do que me resta ,
Apenas esta solitária festa ,
Que diz sobre continuar e prevalecer ,
Um instante entre o luar e o amanhecer ,
Um segundo entre o céu e o inferno ,
Neste choro contido durmo e hiberno ,
Buscando encontrar o amor verdadeiro ,
Um cigarro e um tablet e já estou inteiro ,
Uma garota me deixa pronto pra outra ,
Pode ter certeza um dia a gente se encontra :

" Em longos vales verdejantes ,
Um céu estrelado na estrada dos viajantes ,
Um caminho para a solução dos defeitos problemáticos ,
Estampado em meu rosto os sentires emblemáticos,
Vi um anjo brilhar no fim da tarde ,
O sol queimou meus pecados com a paz que arde ,
O poder superior é maravilhoso ,
E o abandonar é doloroso ,
Meu ser com ele é amoroso ,
Ser seu filho é honroso ,
Ele existe eu acredito ,
À sua sombra misericordiosa medito ,
Me cura do mal seu ar criterioso ,
Diálogos com deus todo poderoso . "

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Internodio

No interior flui uma energia diferente ,
Meu passado guarda um fato inconsequente ,
Tento consertar antes que o problema aumente ,
O cigarro ao punho , a mão é quente ,
Delírios talvez ,
De uma certa vez ,
Sei semblante ,
Tão falante ,
Só quero melhorar ,
Dispenso quem não quer colaborar ,
Longe de querer comemorar ,
Apenas em silêncio medito a orar ,
Queria acertar sempre ,
Mas sou humano ,
Por favor lembre ,
Pois sou insano ,
Minha estação interna é fria ,
Minha vida é completamente vazia ,
Errei e ainda erro ,
Pra recordar ,
Do inconsciente o berro ,
De frustração a transbordar ,
Tranquei as portas de meu coração ,
E joguei a chave fora ,
Pouco há como fugir do plano em elaboração ,
Só indo embora ,
Problemas imaginárias me impedem de agir externamente ,
Sou muito protetor , em grau exagerado e extremamente ,
Acreditei em uma mente escura ,
Talvez isto fique até a geração futura ,
O medo me mudou muito ,
Mas a coragem é o intuito ,
E então tudo se resolveu ,
Voltar remete a dor ,
Esquecer remete pudor ,
Tenho muitas idéias neste cabeça oca ,
E já provei de umas situações neste vida louca ,
Morro cada dia e a cada momento ,
Sinto ao pé da nuca o vento ,
Soprando seu julgamento ,
Me tornando alerta e atento ,
Foi o tempo do amor puro e monogâmico ,
Talvez eu seja o último romântico ,
Esperando e acreditando em um familiar fraterno ,
Neste sonho que fui obrigado a acreditar , me levou ao inferno ,
Um sonho gravado e esquisito em que hiberno ,
Onde só é aceito quem anda de sapato e terno ,
Separados a quase sete invernos ,
Desejos e faniquitos internos ,
A árvore da vida nos separou ,
Confesso que quase todo o tempo tenho ódio ,
Meu jardim de sentimentos desmoronou ,
Separados naturalmente , em um romance internodio .

terça-feira, 7 de abril de 2015

Perdição do escrever dolorido e diario

A voz cala ao sofrimento ,
Um escrito lamento ,
Coloco a mão ao rosto ,
Da poluição sinto o gosto ,
Um ar pesado ,
Um ar escuro ,
O que é o passado ,
Sem o futuro ,
Venho de originar puro ,
Faz crescer o apuro ,
As sombras parecem se comunicarem ,
Algo entre o céu e a terra ,
Sua duração e seu caso acabarem ,
Rumores de guerra ,
Repulsa ,
Expulsa ,
Abusa ,
Me usa ,
Tudo tem seu devido sentido ,
Minhas verdades tenho mantido ,
Nada mais importa ,
Nesta realidade torta ,
Apenas consumir o meu fim  ,
Acreditar que existe o melhor pra mim ,
Exceder o nível de nicotina ,
Para manter o monstro atrás da cortina ,
Vejo um segmento de fazer o bem ,
Usando do mal necessário ,
Para salvar outro alguém ,
Da perdição do escrever dolorido e diário .

Um espirito cultuando a serenidade

Nesta noite quente em passeio ,
De te perder tive receio ,
Minha sensibilidade interveio ,
Desisto ou continuo ?
Duvidas e perguntas , dividido ao meio ,
Mas em escrever fluo .

Tentei encontrar algo de familiar ,
Em tanta desinformação preliminar ,
Senti falta de minha amada ,
Senti saudade dos amigos ,
A abstinência se acumula em sua camada ,
Pra suprir escrevo artigos ,
Faço o máximo pra ser entendido ,
E meu ser anda comedido ,
Buscando uma solução ,
Esboçando uma reação ,
Em busca de meu propósito ,
Entre velharias neste depósito ,
Ao encalço de meus desejos ,
Evitando alguns gracejos ,
Mas mesmo assim há sentido ,
Em tudo o que tenho mantido ,
Verdades de um peito ferido ,
Suturas tenho inserido ,
Minha imunidade tenta suportar ,
Mas nada quer se comportar :

" Dificuldades sou eu quem crio ,
Ao destino faço um desafio ,
A violência gera machucados incuráveis ,
Os canceres da alma ,
Me liberto de elementos descartáveis ,
Sou devoto da calma ,
Vou adiante em meus adjetivos ,
Mas continuar pouco falta motivos ,
Fé e compreenssão ,
Abaixo a repressão ,
Há um caminho eu acredito ,
No agir sereno do bendito ,
Rumo a minha identidade ,
Um espirito cultuando a serenidade . "





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Um mundo de história e magia

A realidade me aparece ,
É do modo que quero ver ,
Meu futuro carece ,
Do ato de escrever ,
Se sinto saudade ,
É por que foi bom ,
Só existe bondade ,
Cantando um som ,
Seja religioso ou protesto  ,
Dissertar e ouvir uma música recomendo ,
É maravilhoso , eu atesto ,
Pois só agora a verdade entendo ,
Os males da alma compreendo ,
Gosto da pureza , pouco me ofendo ,
Vi muitas cenas ,
Belas e plenas ,
E me recolho a noite pra documentar ,
Fazendo a vontade de viver aumentar ,
Uma paz pra mim ,
Reescrevendo o fim ,
Acredito nos amigos da época antiga ,
Só restou lembrança , memória e cantiga ,
Digo por mim , o que pode servir ao outro ,
Sobre gostos e sonhos , um eterno encontro ,
Amar é uma consequência da nostalgia ,
Um mundo de história e magia .