quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Rito de sentimento

O cuidado ,
Em ser amado ,
Produzindo expectativas ,
Mensagens ativas ,
Somando pontos no amor ,
Meu coração vive em clamor ,

Dando o máximo de mim ,
Até o último aviso de fim ,
Amo ser quem sou ,
Um garoto que amou ,
Um homem de sonho ,
Um velho risonho :

" O vento e a garoa ,
Fazendo verso e rima á toa ,
Hoje faz tempo que sou solteiro ,
Procurando um amor , como o mar o veleiro ,
Hoje faz tempo que não bebo ,
Fazendo em mim um escrito placebo ,
Hoje faz tempo que não adoeço ,
Ninguém me quer , nem por baixo preço ,
Mas acredito no poder do pensamento ,
Neste meu rito de sentimento " .

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Banalidade

Escrevendo a luz do luar ,
As estrelas vem a janela minha escrita contemplar ,
O vento faz ser leve e voar ,
A lua me inspira , e faz meu verso ampliar ,
Do meu caminho pouco irei me desviar ,
Ao mundo da literatura irei me enviar :
" Neste mundo encantado ,
De cultura emantado ,
Sigo meu trajeto e meu guiar ,
Por dunas e montanhas ,
Meu amor vou vigiar ,
Por centros e entranhas ,
O primórdio conseguirei encontrar ,
O meu melhor poderei demonstrar ,
Descobrir os sete mares ,
Conhecer e desbravar os múltiplos ares ,
Estando no presente rumo ao futuro ,
Me desligando do passado em apuro ,
Leio , penso e faço ,
Uma resposta eu caço ,
Escrever é o que mais gosto de fazer ,
E quando está pronto sinto um imenso prazer ,
Tudo é fruto de uma leitura de qualidade ,
Longe de me dedicar a escrever banalidade " .

Deu um branco

Não sei se durmo ou fico acordado ,
Ao meu ver todo o assunto já foi abordado ,
Como paixões , sentimentos , emoções ,
Reflexões , lamentos e comoções ,
Procuro algo que tão pouco me inspirou ,
Masa parece que todo o conteúdo se expirou ,
Busco sentido no escrever sincero ,
E que seja entendido também espero ,
Expectativas e esperas ,
Me consome em deveras ,
Pensando em escrever algo de qualidade ,
Tento não repetir , para conservar a validade ,
Mas é inevitável ,
E indiscutível ,
Ser sempre amável ,
Com o tino incurtível ,
São leis de meu ser implícito ,
Em meus manuscritos eu cito ,
Todos são diferentes e inovadores ,
Escritos sobre sonhos e pesadelos de dores ,
Mas estou esquecido ,
De corpo aquecido ,
De pensamento anoitecido ,
De palavrear estarrecido ,
Rogo pela minha mente coitada ,
Que já não pensa em nada :
" Tentando fazer o cérebro pegar no tranco ,
Mas disto eu nem me lembro , me deu um branco " .

Gestor

Minha identidade visual ,
Está longe de ser usual :
" Vejo muito além ,
Na velocidade cem ,
Construo estrutura sólida na realidade ,
Formando uma proteção de amabilidade ,
No horizonte consigo ver meu objetivo ,
Efetuando com fibra um bom adjetivo ,
Tenho segurança quando me exponho ,
E sem demonstrar , por dentro estou risonho ,
Já ouvi críticas e cutucadas ,
Em uma alma de fontes delicadas ,
Permaneço omisso e logo me esqueço ,
Acerca disso apenas não mereço ,
Já superei ,
E pouco errei ,
Geralmente sou acertivo ,
E procuro no espinho um cativo:
" A falta de sono veio me perturbar ,
Nesta noite de calor o sonho parece acabar ,
Meu ser quer fugir deste conturbar ,
Esperando que meu emocional não vá desabar ,
Procuro um livro ou um programa de televisão ,
Para agradar e também cansar a visão ,
Mas sem sucesso ,
Só o regresso ,
Vou fazer qualquer coisa , pra afastar a dor ,
Ás vezes acho que sou eu desta insônia o gestor " .

sábado, 12 de outubro de 2013

Meia - lua

Acordei e fui trabalhar ,
O som do dia veio me chacoalhar ,
Pensamentos povoam meu dia a dia ,
Há como viver e levar uma vida sadia ,
Agora o que me resta é o descanso ,
Visualizando o brilho lunar ,
Os animais e a vegetação de tom manso ,
A paz e a calma como mensagem subliminar ,
Escrevo sem nenhum estímulo sonoro ,
E virar um bom escritor a deus imploro ,
Gosto de descrever nos detalhes minimos ,
Levando em consideração meus desejos intimos ,
Já quis ser cientista , inventor e bombeiro ,
Por enquanto me dedico a escrita por inteiro ,
Pensava em tudo , menos nas circunstâncias que estou agora ,
Onde o céu imenso noturno , em inspiração se estoura ,
Procurando resposta ,
A verdade composta ,
Onde ela se mostra ,
O Capricho em amostra ,
Que a verdade se conclua ,
Nesta noite de meia - lua :

" As crianças dançam ao luar ,
Meu corpo está a flutuar ,
O céu ilustra meu sonho acordado ,
Adoro como o enuvear está desenhado ,
Eu poderia estar em qualquer local ,
Mas prefiro os lugares de mais moral ,
Um quarto está bom ,
Os eletrodomésticos dão o tom ,
Os insetos vem me fazer companhia ,
A luz do céu torna minha sensiblidade menos vazia ,
O cansaço vem me convidar a dormir ,
Meu corpo depois do banho está a dolorir ,
No mundo dos sonhos desejo fulminar ,
Com idéias e quereres pretendo me iluminar ,
Meu sonho em pó , Meu agir como água ,
Um pouco de amor para esquecer a mágoa ,
Que todo o meu sentimento se dilua ,
Sendo rei , sendo senhor e sendo servo da meia - lua " .

Paredes , chão e teto .


 
As vozes me falam sobre o adeus , 
Da última vez que a vi ,
Rogo em silêncio ao senhor deus ,
Pra aguentar o que vivi ,
Do passado resta a marca ,
E a solidão ao meu redor demarca ,
Cicatrizes e feridas da distância ,
Amor era meu sonho de infância ,
Via em filmes e pequenas histórias ,
hoje me friza grandes memórias ,
A contradição de prática e teoria ,
Me sobra do escrever a sabedoria ,
 
Me lembro da luz amada ,
Das garotas que via da sacada ,
Nem sei se um dia vai ler ,
Fazendo produtividade se conter ,
Escrevo menos ,
Tempos amenos ,
Economizo papel e exagero em dizeres ,
Mas , mais vale o conhecimento do que os prazeres ,
Não consigo me focar em nada ,
E estou tragando de nivelar danada ,
Sinto falta e saudade ,
Perdida a minha humanidade ,
Nem sei se aguento um dia mais ,
Lhe escrevendo sentimentalidades virtuais , 
E longe de meu carinho e afeto ,
Entre paredes , chão e teto . 




terça-feira, 8 de outubro de 2013

O procurador

Um trago é meu consolar ,
Confinado neste lar ,
O dia já começa a anoitecer ,
Procuro minha origem e meu pertencer ,
Aprendo rápido e dou seguimento ,
Tento me encontrar em meu sentimento :

" Um vicio , uma vontade e um ideal ,
Só a quero encontrar ,
De forma alguma lhe quero mal ,
E isto estou a demonstrar ,
Sua música e seu violão ,
Minha caneta e minha versação ,
Sua roupa , seu estilo e seu trajar ,
Meu trapo , minha veste e meu manjar ,
Contrastes entre nós ,
Em minha garganta nós ,
Só consigo me expressar escrevendo ,
Preciso e lhe almejo mesmo não te vendo ,
Longe de conseguir muito resultado ,
Mas sei de meu de meu prêmio ,
Meu futuro tenho consultado ,
Por enquanto abstênio ,
Mas conseguirei teu amor ,
Com do bem o valor ,
Fazendo ao céu muito clamor ,
Do coração o calor ,
Convivendo com a distância e a dor ,
Vivo a impedância , sendo o procurador " .