As vozes me falam sobre o adeus ,
Da última vez que a vi ,
Rogo em silêncio ao senhor deus ,
Pra aguentar o que vivi ,
Do passado resta a marca ,
E a solidão ao meu redor demarca ,
Cicatrizes e feridas da distância ,
Amor era meu sonho de infância ,
Via em filmes e pequenas histórias ,
hoje me friza grandes memórias ,
A contradição de prática e teoria ,
Me sobra do escrever a sabedoria ,
Me lembro da luz amada ,
Das garotas que via da sacada ,
Nem sei se um dia vai ler ,
Fazendo produtividade se conter ,
Escrevo menos ,
Tempos amenos ,
Economizo papel e exagero em dizeres ,
Mas , mais vale o conhecimento do que os prazeres ,
Não consigo me focar em nada ,
E estou tragando de nivelar danada ,
Sinto falta e saudade ,
Perdida a minha humanidade ,
Nem sei se aguento um dia mais ,
Lhe escrevendo sentimentalidades virtuais ,
E longe de meu carinho e afeto ,
Entre paredes , chão e teto .
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