quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Um feliz ano de dois mil e vinte seis

Fogos e barulhos, 
Estampidos e borbulhos, 
Daqui a poucos minutos ano novo, 
Festejos e festivos do povo. 
Roupas brancas e champanhe, 
Esperando que alguém acompanhe, 
Para um evento ainda mais especial, 
Para ver melhor o novo ano e seu instante inicial. 
Ontem parecia o primeiro dia do ano, 
E hoje já é o último. 
Tudo parece um plano, 
De valor múltiplo,
Ficar bem, 
E viver bem, 
Nada mais, 
Nada como jamais.
Que este ano seja melhor do que os de antes, 
Os festejos são exuberantes, 
Um feliz ano a mim e a todos vocês, 
Um feliz ano de dois mil e vinte seis.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Seja você, fazer o bem é fazer diferente

Mais um ano vem, 
Um trago de esperança, 
Sempre vem alguém, 
Para semear lembrança. 
Vejo que o futuro, 
Traz consigo um exemplo puro, 
Da continuação da vida, 
Existe algo, existe saída. 
No permear da verdade, 
No jeito que traz saudade, 
No entorno de um solo infértil, 
Nasce algo bom no sentido também estético.
No ventre da mãe terra, 
Ás vezes há guerra, 
Mas todo ser humano é capaz, 
Quando há justiça, há paz. 
Por mais que o mundo esteja ao contrário, 
Fazer o bem jamais tem horário, 
Apenas seguir em frente, 
Seja você, fazer o bem é fazer diferente.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Há mil jeitos de ser feliz

Nobre é aquele que une, 
Que instrui, 
Jamais pune, 
E tudo flui.
Ensinamentos, 
Conhecimentos, 
No sol quente do verão,  
Há uma sensação, 
Uma nova direção, 
O transbordamento da expressão.
Uma leve impressão, 
De que estou no caminho certo, 
Uma conexão, 
Com o caminho correto. 
O amor está por perto, 
É delicado o teto, 
Evito atacar, 
E mais amar, 
Todos os meus conceitos refiz, 
Há mil jeitos de ser feliz.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Uma memória do universo

Cada minuto, 
Cada segundo, 
Absoluto, 
Adormece o mundo. 
Como uma simulação, 
Um sonho na mente de alguém, 
Uma foto-cópia em reprodução, 
O destino e seu vai e vem.
Algo que atravessa a linha do tempo, 
Em um loop de uma dobra no tempo, 
Uma realidade alternativa, 
A verdade viva. 
Entradas para outra dimensão, 
O poder de uma nova direção, 
Uma energia universal, 
O segmento extradimensional. 
Um monolito imerso, 
Um portal reverso, 
Um local dimensional imenso, 
Uma memória do universo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Fase Anual Natalina

Papai Noel, 
Papai do céu,
Banquetes e conversas, 
Religiões imersas, 
Significados profundos, 
Modos fecundos, 
De celebrar, 
E comemorar. 
Todo ano tem, 
Todos em um só alguém, 
Unidos por um propósito maior, 
Por um motivo melhor, 
Seguir juntos na fé, 
Estar juntos, 
Assim que é, 
Em conjuntos.
Por meninos e meninas, 
Por uma só sina, 
Masculinos e femininas, 
Fase Anual Natalina.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Natal de número trinta e sete

Algumas horas para o natal,
Família reunida coisa e tal. 
Momento de agradecer,
Momento de refletir,
Momento de espairecer, 
Curtir e sentir, 
Uma boa vibe, 
"One good night". 
Percebo no decorar do pinheiro, 
O sagrado presente o tempo inteiro, 
No alimento preparado com carinho, 
Que nunca se deve agradecer sozinho. 
Nas verdades da comemoração,
Na alegria no coração, 
Que há algo superior, 
Um poder de valor.
Viralizo meus pensamentos, 
Com meus poemas na internet, 
Declaro meus sentimentos, 
Natal de número trinta e sete.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Mal resolvido

Queria acordar de vez, 
Provar da realidade, 
Mas, seria melhor talvez,
Esquecer o que é saudade?
Abster-se de artificialidades,
Distinguir de verdadeiras qualidades, 
Ver o mundo, 
Seja feio ou bonito, 
No sentido profundo, 
Ter autonomia do que se tem dito. 
Dúvidas se o sabor e os sentidos são reais, 
Dúvidas sobre o que sinto e outros mais. 
Existem filmes sobre o tema, 
Existem cultos desta razão extrema, 
Muitos posts e assuntos na internet, 
Mas sempre os assuntos polêmicos vão para debaixo do carpete.
Já pensei em sumir, 
Para ser resolvido, 
Já pensei em fugir, 
Mas continua este assunto mal resolvido.

domingo, 21 de dezembro de 2025

50% vida e 50% fantasia

Basta procurar, 
Para encontrar, 
Desvendar a palavra certa, 
Para destravar uma vida correta.
Revelações, 
Chances, 
Direções, 
Aos alcances. 
Vejo o futuro, 
Próspero e puro, 
Cada dia uma nova oportunidade, 
A resposta para uma clara identidade. 
Visito entidades cósmicas, 
As verdades são reais e lógicas, 
O caminho é para qualquer um, 
A vida está em tudo e em lugar algum.
Tudo é magia, 
E também tecnologia, 
Hibridez é uma cortesia, 
50% vida e 50% fantasia.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Desejos secretos de uma vida aberta

Os livros sob o balcão, 
O deslizes do ar pelas frestas da janela, 
Em busca de uma direção, 
Fazer sentido e apreciar esta vida tão bela. 
Gosto do perfume das flores, 
Gosto e costumo partilhar amores, 
Tudo gira em torno do capitalismo, 
Mas, acredito na fé e no amor,
E nos sentimentos eu sismo, 
Ao romantismo concedo valor.
As roupas empilhadas, 
As ideias compartilhadas, 
Algumas antigas leituras, 
Algumas antigas literaturas, 
Partes de mim, 
Pedaços do fim,
Segredos em papel e caneta,  
Uma era incerta, 
Geração beta, 
Desejos secretos de uma vida aberta.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Lembrar é um prazer

Uma garoa, 
Um pensamento à toa, 
Imaginando um mundo melhor, 
Um plano para um mundo menos pior. 
Minhas chances estão reduzidas, 
As maldades já foram conduzidas, 
Mas, vejo no futuro uma oportunidade, 
De continuar com muita nostalgia da saudade, 
Há como mudar, 
Há como ajudar,
E tudo flui naturalmente, 
Uma estratégia do ser consciente. 
Tudo tem conserto, 
Tudo tem acerto, 
Continuar é o segredo, 
Aprendi desde cedo.
Fim do ano, 
Uma garota um dia preferiu em dizer:
"Eu também te amo", 
Lembrar é um prazer.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Projeções de menino

Cada minuto, 
Uma sensação diferente, 
Reflexivo absoluto,
Perdido em meu inconsciente.
Algumas alterações, 
Devido a divergências,
Mas basta interações,  
Para devolver as consciências.
Acredito na vida, 
Sempre parece ter algo mais, 
Sempre há uma saída, 
Para haver novos finais.
Há uma certa mensagem, 
Para cada acontecer,
Mas é tanta viagem, 
Que as coisas simples passam sem perceber. 
No pensamento do cotidiano, 
Para tudo há um plano, 
Pensante no destino,
Fantasias de poeta, projeções de menino.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Ano que vem renasço mais

No celular, 
Alerta de temporal, 
Ouvindo música no luar, 
Daquela banda legal. 
Ouvi dizer que faço sucesso, 
Basta eu descobrir onde, 
Descrente com minha popularidade confesso, 
O mundo é muito grande, 
Sempre aparece alguém melhor, 
Ou alguém pior, 
Mas só quero escrever, 
E contemplar mais um amanhecer. 
Sou gigante por dentro, 
E percebo minha fonte, 
Hoje fui ao centro, 
Transgredi o limite da ponte. 
No meio do povo, 
Meu tempo se foi como jamais, 
Esse ano já nasci de novo, 
Ano que vem renasço mais.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Arte e expressão

Bom e velho poema, 
Apaga o problema, 
Traz consigo boa fé, 
Assim que o mundo é. 
Boa e velha poesia, 
O lado bom da cortesia, 
Indo além de poetizar, 
Um pouco de esperança compactuar.
Boa e velha rima, 
Sempre avante e acima, 
Pouco importa estar distante, 
A inspiração é latente e gritante. 
Bom e velho verso, 
Adiante o universo, 
Há tuas coincidências, 
Verdades e essências.
Um pouco de tudo, 
No coração, 
Escrevendo, contudo, 
Arte e expressão. 

domingo, 14 de dezembro de 2025

Marinheiro virtual

Uma das últimas noites do ano, 
Envolvido neste estranho plano, 
De sobreviver e continuar, 
Entre o solar e o luar, 
Continuo a pensar, 
E repensar, 
Em tudo que acontece comigo, 
Meios de equilibrar, 
Procurar um amigo, 
Estar distante do bar. 
Hoje tento resolver os problemas, 
E resumir tudo em alguns simples poemas, 
Sei que a vida me quer, 
Sei que já estou no limite de ter mulher, 
Mas, no fundo sei que foi o suficiente, 
Estar com alguém e valorizar o que é ser inteligente. 
Navego pela via gramatical,
Mar do tempo atual, 
A vida por si só já é um grande sinal, 
Marinheiro virtual.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Mundo amado

Palavras não ditas, 
As pessoas são tão bonitas, 
Prefiro apenas observar,
Redefino o verbo "amar". 
Numa praça, 
Ou numa via do centro, 
Um cigarro minha taça, 
Um vinho imaginário, estou dentro.
A fumaça, 
Me caça,
Eu saio do fumo, 
Mas o fumo não sai de mim, 
Hábito que costumo, 
Um vicio sem fim.
Carros, caminhões,      
Um mudaréu de gente, 
Várias perspectivas e versões, 
Gente pobre, rica, inteligente, 
Tudo em um lugar só, 
Uma pessoa para cada grão de pó, 
Neste mundo fechado, 
Neste mundo amado.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O outro lado da cama sempre anda vazio quando amanheço

Dormindo pouco, 
Meio louco, 
Pensativo, 
Reflexivo, 
A noite me dá ferramentas que só ela têm, 
Dias admirando e imaginando ter alguém. 
Vejo nos retratos, 
Nas memórias da vida, 
Que de nada vale contratos, 
Quando ninguém quer te acompanhar na saída. 
Na solidão imaginária, 
Sempre há falha,
Quando falha a coronária, 
A maldade trabalha. 
Viajei pros quatro cantos, 
Embebedei com os encantos, 
Provei do sabor de uma vida valiosa, 
Foram momentos, instantes, menção honrosa, 
Mas algo nunca esqueço:
O outro lado da cama sempre anda vazio quando amanheço.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Mesmo quando tudo se foi

Entre um trago e outro, 
A saúde não é como antes, 
Já menos reflexivo, penso pouco, 
Quase todos se foram, estão distantes. 
Já desde pequeno, 
Pensei que tudo era eterno,
Mas quando tomou conta ser sereno, 
Pude encontrar o valor interno, 
E percebi a validade de tudo, 
Um pouco esforço, um pouco sortudo,
E tudo tomou forma, 
E quem fez bem, 
O bem retorna, 
Para todo e qualquer alguém.
Ás vezes acho que estou só, 
Em uma estabilidade emocional, 
Como corpo em nó, 
Em uma sentimentalidade funcional.
Estou mais ou menos, um pouco de mim se decompõe,
Algo restou, mesmo quando tudo se foi.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Sob a ventania do quintal

Reprimindo, 
Esquecendo, 
Deprimindo, 
Amanhecendo. 
Os dias são eternos, 
Os dias são intensos,
Laços fraternos, 
Tenho aos extensos. 
Partículas de solidão, 
Vem dizer um "Olá", 
Pensante na imensidão, 
Reflexões sempre há. 
Hoje está quente, 
Um verão fora de época, 
Expressões que pouco cabem em um repente, 
Tudo vem e vai em um toque de mágica.
Escrevendo coisa e tal, 
Sob a ventania do quintal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Sentindo-me mal, sem motivo

Fui adoecendo, 
Fui perdendo, 
Dor de cabeça,
Uma sensação que ninguém têm, 
Uma sentença,
Que não desejo a ninguém, 
Em um evento involuntariado, 
Fui internado. 
Conheci o mundo dos distúrbios, 
O lugar onde encontra os últimos, 
Os abandonados, 
Os deixados, 
Os esquecidos, 
Os anoitecidos.
Tomar medicamento, 
Lidar com um novo sentimento, 
Passar em consulta, 
Render-se a uma realidade absoluta, 
Encarar a realidade do fim, 
Algo em mim 
Morreu enquanto eu estava vivo,  
Sentindo-me mal, sem motivo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Horário errado

Acordei de um sonho bom, 
Mas a realidade era ruim, 
Um zunido, vozes, um som, 
Um transtorno sem fim. 
Uma imaginação otimista,
Uma verdade péssima, 
A ilusão é doce e consquista, 
A sedução de uma confortabilidade cética.  
Pequenos desejos, 
Um ilusório gracejo, 
Biritas de um festejo,
Cordialidades, não mais vejo. 
Notícias manipuladas,
São fáceis de aceitar, 
Vítimas caladas, 
Pessoas são dificeis de consertar.
O tempo do outro, 
É diferente e deturpado, 
A hora é um eterno desencontro, 
Um relógio com horário errado.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Fui ao limite

Fui ao limite, 
Até onde as extremidades puderam aguentar, 
É só um palpite,
Mas sou um dos que foi mais longe ao amar.
Fui até onde deu "error", 
Como um capítulo intenso de "Black Mirror", 
Exigi muito de minha capacidade, 
Hoje em dia, 
Já venceu a validade,  
Uma realidade tardia.
Buscando um lugar de esperança, 
Um hábito para ter boas lembranças,   
Uma pessoa para equilibrar a balança,
Por tudo, busco boas rememoranças. 
Vejo o desencadear, 
Sem intervalo e sem esperar, 
Tudo vem sem avisar, 
Parece que tudo quer me usar. 
Meu estômago é uma dinamite, 
Já deixei de ser fit, 
Também já li Nietzsche, 
Fui ao limite. 

sábado, 6 de dezembro de 2025

Cardíaca extrema

Imaginações, 
Incrementam a atitude, 
Ações,
Provam o valor da virtude. 
Entre um abraço, 
E outro, 
No amor refaço, 
Um belo encontro.
Sumiu a razão de ser perfeito, 
Quase o mesmo, o esquerdo e o direito. 
Algumas frases ilustram meu caminho, 
Como diria Morpheu: 
"Neo você não está sozinho...", 
E tudo amanheceu. 
Na veia corre sangue indígena, 
Na cabeça o pensamento alienígena, 
Quase no espaço sideral,
Em busca da verdade como um guerreiro medieval.
Como espaços nos assentos do cinema, 
Uma bateção cardíaca extrema.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Por um minuto de festejo

Sextou, 
Apareceu, 
Acertou, 
Anoiteceu. 
Aquecimento, 
Do final de semana, 
Esquecimento, 
Dos problemas e das traquitanas. 
Tempo de festejar, 
Tempo de desejar, 
Curtir uma farra, 
Aproveitar a marra, 
Relaxar, 
Descansar, 
Viver a calmaria, 
De noite e de dia. 
Fazer um churrasco,
Por algum desejo, 
Levantar o corpo do caco,
Por um minuto de festejo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O retorno do ciclo reaparecido

Algo se foi, 
Antes de eu partir, 
Abandonado antes e depois, 
Por algo que me fazia sorrir. 
Sinal que não sou o único a perder, 
Outros sentirão minha ausência, 
E em muita saudade posso arder, 
E que de alguma forma pesa a consciência. 
Viver sabendo que posso cair, 
Viver sabendo que não adianta curtir, 
Em algum momento o fim mostra sua soberania, 
E que nem sempre são nobres amor e sabedoria.
A vida e seu ciclo, 
O final é inevitável,
Mas há uma volta, um círculo, 
É a renovação agradável. 
Ás vezes, 
Tudo parece ter acontecido, 
Nos últimos meses, 
O retorno do ciclo reaparecido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Futuro esquecido

Noite de quarta-feira, 
Quase quinta-feira, 
O cheiro da escuridão, 
Uma estranha sensação,
A de que algo diferente vai acontecer, 
Algo incomum, 
Que altera o amanhecer,
Levando a um lugar incomum. 
Devo a vida a religião, 
Fazer uma oração,
Tomar uma decisão,   
Abrir-se pra imensidão.
Chocando com tudo que aconteceu até agora, 
Em muitos momentos perdi o controle, 
Ser obrigado a acreditar em algo que só piora, 
É a maior tática para o descontrole. 
Enganado pelo meu maior inimigo, 
Um futuro traçado mas, já perdido, 
Um plano antigo, 
Um futuro esquecido.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Outro lar

Barulhos da cidade, 
Vontades da humanidade, 
Devaneios de uma sociedade, 
Uma variada e extensa identidade.
Do pequeno ao gigante, 
Trato igual,
A um tempo distante, 
Posso decodificar o sinal, 
Uma mensagem do desconhecido, 
Um novo pensamento amanhecido, 
Algo sobre estar próximo o contato, 
Um estelar contrato. 
Por um segundo, 
Visito outro mundo, 
Outro lugar, 
Onde posso adentrar. 
Além do sistema solar, 
Algo a decolar, 
Posso descolar, 
Que há outro lar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Quase verão em mim

Esquisito apenas escrever, 
Mas já me acostumei, 
Costumo observar e ver, 
Faz parte do que sei. 
O relógio muda, 
A vida também, 
O coração só ajuda, 
Quando ama alguém.
Levei tempos para perceber,
Que para receber, 
É necessário doar, 
Aprendizados do mar. 
O vento poluído, 
Construções de grande idade, 
Um caldo diluído, 
A boa e velha cidade. 
Com barbas brancas enfim, 
Hora de renovação, jamais o fim, 
Pássaros sobre o jardim, 
Quase verão em mim. 

domingo, 30 de novembro de 2025

Cargas de memória do futuro

Quando a encontrei, 
Sobre o calor da poluição, 
Fugiu o quanto errei, 
E algo estranho surtiu no coração. 
Sob o voo dos pássaros metropolitanos, 
Em suas árvores de perfumes insanos, 
Um figura que vale a pena sofrer, 
Uma pessoa para dividir o amanhecer.
Na vitrine da loja, 
O capitalismo se aloja, 
Na propaganda em cada calçada, 
Uma sofrência na selva de pedra silenciada, 
Pelo maior, 
Sobre o menor, 
A competição de quem é o melhor, 
A disputa e a guerra por poder explícita no "Out Door".
Nasce uma planta no concreto, 
O destino é incerto, 
Tudo e todos em apuro, 
Cargas de memória do futuro.

sábado, 29 de novembro de 2025

Fome de entretenimento

Arrastei-me sobre o solo solar, 
O calor parecia silenciar, 
Final de ano, 
Cidade cheia, 
Tempo insano, 
Tudo se move como uma teia, 
Um círculo criado pelo todo, 
Como a água se move pelo rodo. 
Posso sentir o coração, 
De toda cidade, 
Por toda extensão,
Quase uma tribo da insanidade. 
Nas esquinas da solidão, 
Na mão suja a esmolar, 
Um alguém pedindo atenção, 
Qualquer trocado para descolar.
A fome transita por tudo, 
Fome de cultura, fome de alimento, 
Fome de amor, fome para ser sortudo,
A vida é uma fome de entretenimento.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Um dia aquele probleminha volta

Por todos os cifrões, 
Em todos os refrões, 
Por cada erro antigo, 
Em busca de um rosto amigo, 
O tempo cobra, 
Um dia acaba toda aquela manobra,
O problema alcança, 
Já não há fuga e nem esperança,   
É cruel a lembrança,
Um dia volta cada medo de criança, 
A maré sobe, 
Inunda tudo, 
Já não funciona ser esnobe, 
O problema vem em nível absurdo, 
O tempo passa de fuga a carrasco, 
Racha o rude casco, 
Só resta rendição,
Só resta escuridão,
E por mais que haja revolta, 
Um dia aquele probleminha volta.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Punições por amar

Meu coração longe dela, 
A noite longe de haver sono,
Chora a lua amarela, 
Um temporal, em dúvida se telefono, 
A parte toda me falta, 
Um retalho que me abandonou, 
A tensão exalta, 
Pedaços espalhados do que sou. 
O relógio se move sozinho, 
É mais verde o gramado do vizinho, 
Posso sentir o frio corroer meus músculos, 
Sofro em todo lugar, 
Mas mais ainda, em português em tamanhos maiúsculos, 
Punições por amar. 
O peito sem lar, 
O silêncio que não quer calar, 
A vida por sinais parou de falar, 
O jovem dentro de mim permanentemente pôs-se a viajar.
Afogado, 
Neste amoroso mar, 
Pouco amado, 
Punições por amar.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Inverdades de novembro

Na noite quente, 
Sempre cabe mais um repente, 
Histórias a luz da fogueira, 
Anedotas da vida inteira. 
Posso ser um só, 
Cada dia um nó, 
Um jeito de contar, 
Os anseios descontar. 
Quero uma passagem pro futuro,
Parar de se meter em apuro, 
Um ponto seguro, 
Um equilíbrio em cima do muro. 
O oponente invisível, 
Tornou-se visível, 
Quando olhei-me no espelho, 
Corpo turvo, olhos vermelhos. 
Lembro, 
E relembro, 
Uma ilusão para cada membro, 
Inverdades de novembro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

A realidade do amor é melhor que apenas história

Ainda me lembro, 
Nós dois naquela escada, 
Ainda relembro, 
Eu amado e você amada. 
Entre um trago, 
E um gole, 
Um afago, 
Um desenrole.
Seus olhos brilhavam mais que o sol, 
Um lugar de amor,
Mais que só pro futebol, 
Lazer sob o calor. 
Posso ver seu reflexo e seu brilho, 
Quando olho pra ela, 
De cabeça erguida, nunca precisei colocá-la no trilho, 
Responsável e bela, 
Fruto de um carinho,
Colocou-a em um bom caminho. 
Seus olhos azuis ainda em minha memória,
A realidade do amor é melhor que apenas história.

domingo, 23 de novembro de 2025

Viagem ao Centro do Estado

Por uma extroversão momentânea, 
Por uma realidade instantânea, 
Pude ver agitação, 
Vislumbre por motivação, 
Carros, motos, caminhões, 
Dejavus e visões, 
Uniões, 
E divisões.  
Pessoas pra lá e para cá,  
Uma verdade perdida sem estar, 
Nunca saberei aonde a fonte está, 
Apenas por muito testar, 
E encontrar, 
A revelação adentrar.
Ternos e chinelos, 
Nuances do destino, 
Cinzas e amarelos, 
Noites e dias de menino, 
Homem e velho, 
Com tudo considero.
O valente e o coitado, 
Dado e emprestado,
Erradicado e enfestado, 
Viagem ao Centro do Estado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Da Consciência Negra

Mês da negritude, 
Da negra atitude, 
Da Afro-eficiência, 
Da realidade e da consciência.
Da ancestralidade, 
Da identidade, 
Da visão mágica, 
Da cultura da África. 
Tudo de bom, 
Tudo de ruim, 
Do alto e bom som, 
Do começo ao fim. 
Da memória da escravatura, 
De sua assinatura, 
Sua digitalidade, 
De sua qualidade.
Da pele escura como seda, 
Sua casa simples como tenda, 
Esperando que a sociedade entenda, 
O mês da consciência negra.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Enviar Os Problemas Pro Espaço

Véspera de feriado, 
O dia do cidadão assalariado, 
Gastar o CLT,  
Aproveitar uma TV,  
Momento de lazer, 
Usufruir do prazer, 
Lidar com o descanso, 
Tornar o nervo manso.
Véspera de feriado,  
Sentir-se ser amado, 
Dividir com os iguais,
Divertir-se como jamais.
Viver momentos de repouso, 
Com a família fazer um pouso, 
Em uma atmosfera de tranquilidade, 
Provar do que há nos cantos da cidade. 
Véspera de feriado, 
Como se tudo fosse um seriado, 
Como "Chaves", "Um Maluco No Pedaço", 
Enviar os problemas pro espaço.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Um minuto de admiração

Noites de novembro, 
Entre o frio e o calor, 
Se bem me lembro,   
Tudo está além do amor. 
Várias seções sensoriais, 
Saudades como jamais, 
O passado prende, 
E meu ócio se rende. 
Já voltei, 
De tudo quanto é situação,
Já errei, 
Por excesso de ponderação. 
É um alívio ter riquezas, 
Mas no fundo são doces incertezas, 
Ilusões para maquiar as fraquezas, 
Um colírio de falsas belezas.
Por um curto período de tempo, 
Esqueci todo e qualquer lamento, 
Um anestésico para a intuição, 
Um minuto de admiração.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Lágrimas da lua no ar

Vejo que tentei, 
Ser do bem, 
Já não sei, 
Quem é este alguém, 
A quem olho no espelho, 
Partes de mim espalhadas no firmamento, 
Sangrando no luar vermelho, 
Um doente sentimento.
A falsidade no ar, 
Já não tenho validade, 
Ódio no olhar, 
Pura maldade. 
Sinto dores em tudo, 
Pensei ser sortudo, 
Mas era sorte de principiante, 
Uma ilusão constante.
A vida é uma montanha russa, 
Umas rodas gigantes, 
Mesmo que este ódio eu cuspa ou tussa, 
As dores são padrões constantes.
É tão difícil falar, 
Lágrimas da lua no ar.

domingo, 16 de novembro de 2025

Um amanhã, nicotina e um pouco de café

Um pouco de café,
Perto do final do ano, 
Um trago de fé, 
Com pensamento insano.
Amei demais, 
E continuo amando, 
Temente como jamais, 
Aos poucos o coração vai se calando. 
Minha consciência, 
Costumava falar mais, 
Mas houve o fim da paciência, 
E também dos princípios morais.
Cada traição, 
Cada ressentimento, 
Cada procrastinação, 
Prejudicou a percepção de relacionamento. 
A vida é, 
Como é, 
Nem tudo é como se quer,
Um amanhã, nicotina e um pouco de café.

sábado, 15 de novembro de 2025

A Lua Cinza e o Sol Amarelo

Acordei pela manhã, 
Arrumei-me e saí, 
A solidão é minha fã, 
Mas pôs-se a partir.
O calor do quase verão, 
Trouxe outra sensação, 
Uma verdade inegável: 
Só de uma maneira é inviável. 
Tudo muda, 
Eu mudo, 
Nunca iluda, 
Desiludo.
O que torna só, 
Também faz falta, 
Na garganta um grande nó, 
Tudo maltrata. 
Quem está dentro, quer sair, 
Quem está fora, quer entrar, 
Alguns querem fugir, 
Outros querem amar.
O que eu quero?
Unir a lua cinza e o sol amarelo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A canção que permanece na cabeça

Cantando uma canção,
Em pensamento, 
Expressando uma sensação,
De contentamento.
Vejo com os olhos da alma, 
Vivo procurando a calma,
Em pessoas, hábitos e lugares, 
Muitas vezes distante, 
Outras vezes em pares, 
A jornada é constante, 
Eu nunca deixo de procurar, 
Uma fagulha de luz no luar.
Aquele canal de streaming, 
Deixei de assistir, 
Prefiro o real, o firme, 
O propósito de existir.
Posso ouvir os instrumentos, 
Vozes e lamentos, 
Esperando que a fé me convença,
A canção que permanece na cabeça.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Hoje a lua grandona, mostra o que jamais aconteceu

Arrependido do passado, 
Pensativo, desconsolado, 
As flores da primavera suavizam a vista,
Minha percepção ameniza e despista, 
Tudo que desvia minha paz, 
Uma teoria me satisfaz,
Uma estabilidade torna-me capaz, 
Tardio e voraz. 
Amanheço,   
E envelheço, 
Toda velharia, 
Tem sua espiritualidade, 
Além da desvaria, 
Sempre há jovialidade, 
A alma senil, 
A autonomia servil.
O coração tinha dona, 
Mas você apareceu, 
Hoje a lua grandona,
Mostra o que jamais aconteceu.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Milhares de segundas intenções por segundo

Lágrimas não choradas, 
Acumulam em meu peito, 
Rimas declamadas, 
São meus únicos direitos.
Vale cada segundo,
Ir ou permanecer, 
O maior erro do mundo, 
Esquecer do amanhecer. 
Memórias futurísticas, 
Lapsos que se somam,
Estranhas características,
Que corroboram. 
Pensamentos do amanhã, 
Virtudes de ontem, 
Hoje a mente está sã,
Ideias de anteontem.
Pareço de outro mundo, 
Desconfiado no sentido profundo, 
Ócio criativo e fecundo, 
Milhares de segundas intenções por segundo.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Som dos deuses

Ouvindo aquela cantiga, 
De uma época antiga, 
Uma bela canção,
Que toca o coração,
O ócio e os ouvidos, 
Belo som, 
Versos sabidos,
Sem perder o tom. 
Penso no passado, 
O quanto tenho amado, 
Vivido com outros iguais, 
Parece infinito, 
Sempre quero mais, 
Amar é bonito, 
Viver é legal, 
Tudo sensacional.
Ouço algo do espaço sideral, 
Há meses, 
Da galáxia mais sideral, 
Som dos deuses.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O amor se vai

Premiado com a vida,
A glória está servida, 
Posso ter qualquer dificuldade, 
Mas para abrandar, 
Sempre há a saudade, 
De algo para acalentar, 
Servir de consolo, 
Sentir-se menos tolo.
Busquei de tudo nesta caminhada, 
Mas sobretudo, como é longa a estrada, 
Caminhos tortuosos, 
Momentos amorosos, 
O mundo pede mais paz, 
A dádiva capaz, 
De unir, 
Prosseguir. 
Quem ama, 
Deixa ir,
Quando um poeta declama, 
A verdade vence e há de conseguir,  
A paixão distrai,  
Quando o amor se vai.

domingo, 9 de novembro de 2025

Lembrando dos poemas que nunca li

Textos ,
Contextos,
Letras ocultas,
Verdades absurdas,
Memórias de algo aleatório,
Teorias de escritório,
Livros na cabeça,
Uma ideia que convença,
E traga paz,
A esta prática incapaz,
Contos da mente,
Mistérios do inconsciente,
Estranhas realidades,
Da alma,
Longínquas saudades,
Da flora e da fauna,
Como escritor renasci,
Poeta de um estranho dejavu,
Tentando repartir,
Lembrando dos poemas que nunca li.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Gamadinho

Você que está no busão, 
Olhei, gostei, amei, 
Deixei meu coração,
Uma atração que já não sei,
Apenas desejo, 
Mendigando um beijo, 
Atraído pelo gracejo, 
Não é sempre tal beleza que vejo. 
Você pelas calçadas, 
Esqueci todas as amadas, 
E grudei os olhos sem pensar, 
Grudei os olhos sem repensar,
Imaginando, 
Viajando, 
Nem quero dizer o que quero fazer, 
Está muito além do prazer. 
Você caminhando, 
Correndo, 
Exercitando, 
Ando reconhecendo, 
Estava em meus sonhos, 
Em longos campos risonhos, 
Apaixonadinho, 
Gamadinho.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Tristonhas composições

Eu ainda penso nela, 
Oito anos depois, 
Uma falta daquela,
De nós dois. 
Sua prole cresceu, 
Sua noite amanheceu, 
Nunca te esqueci, 
Pra sempre anoiteci.
Cresço para frente, 
E para os lados, 
No meu inconsciente, 
Nossos corpos colados, 
Assistindo filme, 
Jogando no mesmo time, 
Hoje, no meu coração, um calo, 
Tudo foi pelo ralo.
Saiba que ainda toco seu corpo em meus sonhos, 
Em todas as posições,
Meus dias são estranhos, 
Tristonhas composições. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

A dor insiste em aprofundar


Em um dia,
Faz sol, chuva, tempestade e nublado,
Em busca de uma vida sadia,
Procurando uma solução estando calado.
Vejo notícias da televisão,
Todos reféns do medo,
O ódio se tornou uma refeição,
Algo que se aprende desde cedo.
O mundo precisa de mais amor,
O mundo precisa de exemplos de bem,
Se afastar do perímetro da dor,
Saber que existe alguém que se importa também.
Queria que o papai noel existisse,
Que a raiva para longe partisse,
Que o coelho da páscoa existisse,
Que esta desilusão para longe partisse.
Mas o mundo é desta forma,
Sem opção de mudar,
Nada sustenta ou conforma,
A dor insiste em aprofundar.

Contínua imensidão

A chuva se ajeita no chão, 
Assim como entender aguça a percepção, 
Assim como vontade causa motivação, 
Assim como há desígnios no coração.
A ventania vem do distante, 
A saudade é gritante, 
Eu lembro daquele amor, 
Que trazia ensinamento na dor. 
Onde a verdade, 
Transcendia o sofrer, 
Onde liberdade, 
Era ter insônia até o amanhecer.
Pequena sonolência,
Maior na adolescência, 
Nunca ignoro a inocência, 
Pois dela surge a consciência.
Penso na realidade, 
Consciente solidão, 
Perdido na paralelidade, 
Contínua imensidão.

domingo, 2 de novembro de 2025

Um dia em uma diferente versão

Hoje choveu muito, 
A cada minuto,
A inspiração se foi, 
Para um tempo depois, 
Em uma outra realidade, 
Pensei, 
Tive saudade, 
Viajei, 
Sem sair do lugar, 
Mudei o sentido da palavra "Amar".
Lutei contra mim, 
Fui até o fim, 
Pro espaço sideral, 
Para além do bem e do mal, 
Mas continuei respeitando os dois lados, 
Para o reflexo de um ser equilibrado,
Ambos são calados, 
O que sobra é meu coração quebrantado, 
E um pouco de solidão, 
Um dia em uma diferente versão.

sábado, 1 de novembro de 2025

Ser maior do que ser miserável

O ato criminoso, 
Seria praticar, 
Lutar contrarioso, 
Ou só criticar?
A vida em risco, 
O viver arisco,
Lutar por um lugar no pódio, 
Conviver praticando o ódio. 
Vejo uma luta sem fim, 
Para continuar subexistindo, 
Declarando enfim, 
Em não aceitar o fim, pra si mesmo mentindo. 
As coisas acontecem por uma razão, 
As coisas acontecem por uma motivação, 
E tudo gira em torno da falsa ilusão, 
De que nunca se quer abrir mão do tesão, 
Do cômodo estado da existência, 
Da mentira que há controle na consciência, 
De que nada é incontrolável, 
De que há meios da eternidade ser maior que ser miserável.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Telefonar

Certa manhã, 
Despertei de amores imprecisos, 
Um certo amanhã, 
Desejo cura para estes desejos indecisos. 
Gosto de ler, 
Gosto de reler, 
Encontrar onde estou, 
Descobrir quem realmente sou.
Nesta viagem infinita,
Chamada vida, 
Toda forma de vida é bonita, 
O coração todo dia me convida, 
A continuar,
A amar, 
No solar ou no luar, 
Encontrar um par.
Basta um olhar, 
Para me apaixonar, 
Vivo a chacoalhar, 
Procurando o número certo para telefonar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O mar, que de tanto amar, apenas pensa

Sob as flores de um outubro, 
Sob a chuva que nunca me abandona, 
O peito pulsa rubro, 
Esperando ela que não telefona. 
Aquele perfume ainda no olfato,
A amo...é fato, 
Como a chuva encontra o mar, 
Foi quando a vi, ouvindo o som do (a)mar.
Vejo o jardim doméstico, 
Um aprender quase catequético, 
A flor da primavera é o objetivo,
Uma atração que não há adjetivo.
Sob a ventania, 
De outrora, 
Uma soberania, 
Um amor do tempo de agora. 
Teu lábio me condena, 
Amar é uma sentença,
Uma relação jamais será amena,
O mar, que de tanto amar, apenas pensa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Sobre as desgraças do mundo

O desastre virou paródia,
A doença e a guerra uma moda,
A vida é a impressão que expressa, 
Eficiência e qualidade é ter pressa. 
Tudo leva ao fim, 
Tudo leva ao final,
Todos, você e a mim, 
A tendência é ficar mal. 
Impérios destruídos, 
Grandes talentos vendidos,
A verdade é um prompt de inteligência artificial, 
Tudo é para ser editado, sem saber qual era o objetivo inicial.
Discussões, 
Divergências, 
Aflições,
Intercorrências.
O sentido fecundo, 
O saber profundo, 
Destruídos em alguns segundos,
Sobre as desgraças do mundo.

domingo, 26 de outubro de 2025

Enluarado

Ás tantas horas da madrugada,
Tudo que escrevo, 
Parece coisa errada,
A continuar atrevo. 
Todo dia, 
Parece o último, 
Por mais que haja sabedoria, 
O amor continua sendo ótimo.
Levo comigo, 
Tudo e mais um pouco, 
O que digo, 
E o que encontro, 
O que sei, 
E o quanto errei, 
Partes de mim, 
Algos do fim.
Tudo está calado, 
Já estive quebrado, 
Hoje colado, 
Enluarado. 

sábado, 25 de outubro de 2025

Pensei estar fugindo, mas na verdade estou levando tudo comigo

Doente, 
De tantas vezes negar o amor, 
Independente, 
Várias formas de sentir dor. 
Pequenos deslizes da vida, 
Aonde a reflexão me convida, 
A pensar duas vezes,
Principalmente nos últimos meses.
Enquanto o relógio diz adeus, 
Mundo, 
Os sofrimentos são apenas seus, 
Profundo.
Na veia corre insolução,
Falta de ação, 
Reclusão por se achar pouco, 
O detalhe da vida é ser louco.
Reajo a esta exclusão, 
No fim, degustando uma refeição,
Disso tudo, conclusão:
Andando em círculos baseado numa direção.
A falta está me consumindo, 
Não sei se envio mensagem ou ligo, 
Pensei estar fugindo, 
Mas na verdade estou levando tudo comigo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Flor Jovial

Acordei com o sabor dela nos lábios , 
Algo que pode confundir e enlouquecer os sábios . 
Aquele corpo em mim , 
Saudades , enfim . 
O calor de teu abraço , 
Em sua lembrança renasço ,
E creio em um retorno , 
É como um inverno em banho morno . 
Sei que está com outro , 
Sei que houve um desencontro , 
Mas nada melhor do que um recomeço , 
Ainda existe o amor , eu reconheço .  
Noites quentes de primavera , 
Mas só desejo uma flor , 
Permaneço a espera , 
Deste antigo novo amor .
Sei que fui um pouco amoral , 
Sempre com a cabeça no espaço sideral , 
Mas o coração é divinal , 
Flor Jovial .

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Devaneios de um pobre e velho amor jamais se esquece

Dormindo , 
Acordado , 
Sonhando , 
Desacordado . 
Sonhos conversam com a entidade cósmica , 
Da mesma forma que o computador com a lógica ,
Segredos servem para serem revelados ,
Mas certos rochedos demoram a ser nivelados . 
Creio no mundo , 
Deposito confiança ,
Mas o erro é profundo , 
Permanece na lembrança . 
Vejo graça na perfeição , 
Não passa de uma jogada comercial , 
Mais uma condição , 
Que diferencia o bem do mal .
Ainda gosto do velho rockin roll , 
Faz parte do que sou , 
Mas até a modelo de filtro solar envelhece , 
Devaneios de um pobre e velho amor jamais se esquece .

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Eu , meus pensamentos e dois mil e vinte cinco sem fim

Acordo pela manhã , 
Um barulho estranho , 
Mente pouco sã , 
Um recuo , um acanho . 
Meu rosto está tinto , 
Como o vinho , 
Mas nada sinto , 
Apenas ouço uma TV no vizinho . 
Hoje é outubro de dois e vinte e cinco , 
Parcialmente sozinho , 
Ás vezes parodio , as vezes brinco , 
Mas percebo que algo está no finzinho . 
Como todo fim , 
Há nostalgia , 
Como todo fim , 
Um resquício de magia . 
Algumas notícias do telejornal , 
Perdi a noção da loucura e do normal , 
Nada alivia a tensão ,
No espelho , 
Uma estranha expressão , 
E um frio com direito a nariz vermelho .
A última coisa que lembro , 
E relembro , 
São eu e ela casando , 
E nos amando . 
Mas tudo se foi , 
Como conhecer e dizer oi ,
Algo comunal , 
Como despedir e dizer tchau . 
Talvez o tempo tenha me esquecido , 
E talvez esta vida nada queira de mim , 
Vivendo nas sombras , sem nenhum dia amanhecido , 
Eu , meus pensamentos e dois mil e vinte cinco sem fim . 

sábado, 18 de outubro de 2025

A chuva daquele tempo cai da mesma forma em mim

Convenhamos que não daria certo , 
Uma viciada e um poeta no tempo errado , 
Tudo parecia incorreto , 
Um terreno difícil de sentir-se amado .
Na pequenez dos minutos , 
Vários absurdos , 
Pensamentos irresolutos , 
Irracionalidades e surtos , 
Sabíamos das consequências , 
De nossos intensos pecados , 
Mas éramos ambos essências ,
Aguardando ambos recados .
Penso em você todo dia , 
De como meu coração ardia , 
Como éramos fortes , 
Mesmo sob a forte ventania ,
Momentos a procura de nortes ,
No coração amor , na mente sabedoria ,
Sem esquecer você e fim , 
A chuva daquele tempo cai da mesma forma em mim .

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Objeto viajante interestelar

Vindo de um outro sistema , 
Em velocidade extrema , 
Pode ser uma nave ,
Ou um cometa , 
Algo que salve , 
Ou comprometa , 
Além do tempo-espaço , 
O assunto do pedaço .
Sem conclusão mínima , 
Um asteróide ou um alienígena ? 
Um diferente estado de locomoção , 
Uma cauda com estranha reação ,
Em novo modo de navegação , 
Algo em rápida imagem de baixa resolução .
Uma nova maneira de olhar o universo , 
Com efeito reverso , 
A tudo que se acreditava , 
A tudo que concretizava ,
A procura de um lar , 
Objeto viajante interestelar .

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Pra Compartilhar no Story

O lado oposto da cama vazio ,
Na cabeça um vozerio , 
Lembranças do passado , 
Ficou lá átras , 
O " Estou sendo amado " , 
Saudades como jamais ,
Verdades da recordação , 
Esperando redenção , 
Palavras do coração , 
Amar , inventor desta invenção , 
Parte de mim , 
Parte de tudo ,
Queria alguém até o fim , 
Mas , seria muito sortudo , 
E muito vangloriado , 
Ter alguém , sempre ao lado ,
Pedidos da alma , 
Desejos do peito , 
Um amor que acalma ,
Sem ligar pra qualquer defeito . 
Um dia , talvez , 
Mais uma vez , 
Tenha você comigo , 
Ser mais que seu amigo , 
Pra ter completa minha vida , 
Onde a oposição da cama estará preenchida ,
Pra que o acordar melhore , 
Pra Compartilhar no Story . 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A memória é uma queixa

Por mais que eu tente , 
Por mais que eu prossiga , 
Sempre aparece algo do passado descontente , 
Para eu não consiga .
Uma lembrança ,
Uma imagem , 
Sem esperança , 
Uma má viagem . 
Aquele relacionamento que se foi , 
Aquele mal emprego financeiro , 
A verdade do que aconteceu depois , 
Pensando nisso o tempo inteiro .
Estudei , 
Trabalhei , 
E o que resta são os erros ,
Fora nos últimos anos os múltiplos enterros .
Gostaria apenas de dizer coisas boas , 
Mas o passado não deixa , 
Entre lugares , hábitos e pessoas , 
A memória é uma queixa .

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Chances , escolhas e decisões tardias

Garoa grossa , 
Cai lá fora ,
Entre a alegria e a fossa , 
No instante do agora .
O vento se chama solidão , 
Perdido na imensidão , 
A verdade é menor que a saudade , 
É tanta ocupação que perdi a identidade . 
Prazer em conhecer , 
Novo eu , 
O dia jamais vai amanhecer , 
Tudo escureceu , 
E parece permanente , 
Quase uma vida consciente , 
Obtendo massa maior do que o estado humano , 
Ficar bem era o meu plano .
Estou meio inteiro , 
Tudo muito ligeiro , 
Os anos parecem dias , 
Chances , escolhas e decisões tardias .

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

A Teoria do Meio (Resumo)

A teoria do meio, baseia-se no fato de que todas as entradas e saídas na linha do tempo-espaço, seja por início (nascimento) ou pelo fim (morte), tem sua designação de constituir o nível mediano na linha temporal do destino e da vida.

Tudo começou e terminou no meio de algo que já havia e de algo que sempre haverá.

Revistas, filmes, livros, quadrinhos, séries, animes e toda gama de criações, com o intuito de implementar um começo e um final, tinham, tem e tiveram, na verdade, no ponto mediano de equilíbrio de toda a força física e metafísica, jamais começando ou jamais terminando, apenas adicionando algo no cume central de todo o cosmos.

Seja religião, dogma, doutrina, crença, política, esporte, reinado, revolução, descobertas científicas, descobrimento de novas terras, invenções, fatos históricos, enfim, toda mudança na linha temporal do espaço - tempo que conhecemos, começou e terminou, com o tempo exato do meio das introduções e terminações medianas. Tudo sempre estará no meio, no equilíbrio, na linha infinita de começar e terminar algo, sempre respeitando a Teoria do Meio. 

Imagens misturadas

Slides do passado , 
Memórias privadas , 
Tem retornado ,
As histórias antepassadas . 
Um filme em minha mente , 
Um pouco do que fui , 
Um caldo do inconsciente , 
Que em dias atuais dilui . 
Sinais do antes , 
De tempos distantes , 
Que somam ao momento , 
Entre contento e lamento .
Na virtude de um poeta ,
O tempo é essencial , 
Seguir o sinal , seguir a seta , 
Seguindo o caminho , lembrando do inicial .
Panos de fundo , 
Em minhas lembranças costuradas , 
Impacto profundo , 
Imagens misturadas .        
  

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Duas partes , formando um

O beijo da chuva na terra , 
O coração berra , 
Pelo precoce adeus , 
Amores nunca foram meus , 
Quem ama , 
Deixa ir , 
Sei que inflama , 
Mas faz parte o partir . 
Por dentro deste rude casco , 
A saudade é um frasco , 
Cheio e lotado ,
Crescente se contrariado .
Pensei em parar de sofrer , 
Mas tudo tem seu equilíbrio , 
Pois partir , deixar e morrer , 
Oferece um tanto delírio , 
Que é natural , 
E muito comum , 
Como bem e mal ,
Duas partes , formando um .

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Despertado de um sono profundo

Acordado de um coma , 
A beira de um ataque ,
Meu tempo se foi , anos que se soma , 
Não sei se aguentarei o baque . 
Adormecido em meu mundo ,
Despertado por algo desconhecido , 
Depois de uma viagem ao interior profundo ,
Meu dia já está amanhecido , 
Mas tudo está completamente mudado , 
Tudo continuou , mas por dentro morto e acabado . 
Deixei tudo de um formato , 
E me despedi , 
Quando voltei tudo modificou de fato ,
Me afendi . 
Uma era se foi , 
E agora , depois , 
Posso ver o estrago , 
Tudo artificial , 
Secou-se o lago ,
Tudo superficial .
Depois da mudança , 
Agora acordado com dúvidas a fundo , 
Depois de uma imaginária andança , 
Despertado de um sono profundo . 

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Posso ser nada menos que muita dor

Chove lá fora , 
No instante do agora , 
Os devaneios vem com o vento , 
Opiniões sem dicernimento , 
Um intenso lamento , 
Um eterno descontento . 
Viciado em opinar , 
Dizer o que sinto ,
Falar o que acho que devo falar , 
Mas acima de tudo , não minto :

" Na poesia , 
Posso ser imortal , 
Lírico em demasia , 
Como um amor viral . 
No poema ,
Posso ser eterno ,
De sentimentalidade extrema , 
Um amante fraterno .
Na arte , 
Posso ser qualquer parte , 
De imaginação , 
De coração .
Vá solidão , 
Mostre seu valor , 
Em sua imensidão , 
Posso ser nada menos que muita dor " .

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Nada melhor do que escrever

Pensei que crescer seria fácil , 
Enquanto o tempo era rápido e ágil . 
Porém após crescer , 
E aprender a conhecer , 
Percebi a gravidade dos problemas , 
Então encontrei refúgio nos poemas , 
Nas letras e na literatura , 
E pude conceber uma ideia futura , 
Aonde o mundo pode te engolir , 
E jamais pode-se reagir , 
Apenas aceitar , 
Como algum especialista um remédio lhe receitar , 
Pode-se achar que é errado ,
Mas sempre será o ideal e assunto encerrado . 
O mundo te leva pro consumo , 
Um objeto do capitalismo em resumo . 
Toda ideia que ajuda , 
Acontece e muda , 
Mas o que importa é o bolso cheio , 
E de encontrar mais de onde a riqueza veio . 
Também preciso sobreviver , 
Mas nada melhor do que escrever .

domingo, 5 de outubro de 2025

Algo Distante

A cada segundo , 
Mais perto do fim , 
Eu parte do mundo , 
Perto de acabar enfim .
Vagando por espaços ,
Eliminando vários maços , 
O vício em fugir , 
O ato de emergir .
Cada canto de mim , 
Memórias , 
De peito aberto digo sim , 
Histórias . 
Pedaços de meu interior , 
É fogo , é vontade , é calor , 
Pertencente a algo esquecido , 
Há meses não tenho amanhecido , 
Apenas perambulando pela imaginação , 
Por ideia e alucinação , 
Como um espectro vagante ,
Retalho de algo distante .

sábado, 4 de outubro de 2025

Amadruguecendo

A poucos dias , mudou a estação ,
Pareço louco , sem condição , 
Desejando dias melhores , 
Desejando dias menos piores .
Todos os instantes são preciosos , 
Todos os toques são amorosos , 
Lembrando de um beijo , 
Recordando de um gracejo , 
O tempo passa ligeiro , 
O tempo é curto , 
O tempo inteiro , 
É um amoroso luto . 
Um coração partido ,
Definiu toda minha vida , 
Um flerte antigo , 
Que me deixou sem saída . 
Neste final de semana , 
Escrevendo , 
Enquanto a noitada é insana , 
Amadruguecendo .

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Pessoas platônicas

Sempre penso em alguém , 
Ou talvez ninguém , 
Mas , até o ninguém , 
Pode ser alguém . 
A indecisão em ligar , 
Saber se posso falar , 
Abrir meu coração ,
Ás vezes só faço uma oração .
Pensei em dizer , 
Algo inesquecível , 
Expressar o prazer , 
O eu sensível . 
Vejo progresso , 
De modo expresso , 
Mas expressivo ,  
Mediante ao tempo que estou vivo .
Como uma orquestra filarmônica ,
Como almas harmônicas , 
Como energias radiônicas ,
Pessoas platônicas .

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Natureza lobotômica

Como um lobo negro , em uma noite solitária , em meio a um temporal , em busca de sua matilha , 
em busca de abrigo . Perdido na escuridão de uma tempestade voraz ; feroz . Muito mais ameaçadora do que minha natureza selvagem . 
Sem saber se esta será minha última vespertina , por entre o frio , por entre as sombras , 
por entre devaneios , por dentre a floresta , acolhedora porém rigorosa . 
Ouço alguns uivos , mas nada de meus iguais , seria o fim ou um recomeço ?
Meus instintos dizem que estou no caminho certo , mas todas as trajetórias em uma noite chuvosa , dizem a mesma coisa :

" Lobos uivando a uma milha , 
Formam sua matilha , 
A chuva cai em velocidade sônica , 
Em uma natureza lobotômica " .

terça-feira, 30 de setembro de 2025

O lado do bem , sempre cabe mais um

Minha alma chama ,
Pede por paz ,
Todo aquele que ama , 
Sabe o que faz , 
E fazer o bem é importante , 
A verdade é constante , 
Cabe fazer sentido , 
A tudo que os antepassados tem mantido . 
O segredo , 
É viver do instinto ,
Sem medo , 
Sem querer fazer bonito , 
Apenas seguir com bondade , 
Dar vazão a verdade , 
Olhar com olhos de compaixão , 
Seguir os desígnios do coração .
Seja um certo alguém , 
Saiba contribuir com algum , 
O lado do bem , 
Sempre cabe mais um .

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

De volta para a amada

Guardei aquele amor que você deixou , 
Acreditei e guardei o tanto que me amou , 
Os lençóis continuam te esperando , 
Meus sentimentos continuam te amando . 
O vento da noite ainda tem sua voz , 
O coração quando lembra bate veloz , 
Milhares de segundos sem te ver , 
Esperando o momento em que o dia vai amanhecer . 
A velha lua ainda reflete seus olhos , 
O que tivemos foram apenas portfólios , 
Ainda há o que viver , 
Ainda há o que amar , 
Tudo pode acontecer , 
Tudo pode melhorar .
As flores ainda tem seu perfume ,
A noite tem suas lembranças como de costume , 
A verdade é que nunca te esqueci , 
Sou o mesmo , apenas envelheci , 
Uma juventude com cabelos brancos , 
Uma era regrada a preces aos santos .
Dividido entre amor e sabedoria , 
Te quero em cada camada , 
Um dia , 
De volta para a amada .

domingo, 28 de setembro de 2025

Em algum lugar há o amor

Um alguém para encontrar , 
Um alguém para dizer eu te amo , 
Enquanto com esta pessoa não me deparar , 
Palavras do coração declamo .
Em algum lugar , 
Em algum canto ,
Você deve estar , 
Rezando ao seu santo , 
Pedindo mais paz , 
Pedindo em louvor , 
Que a torne capaz ,
De encontrar seu amor .
No colo da paixão , 
Nas preces de carinho , 
Desejando a situação ,
De encontrar afeto pelo caminho .
No luar de uma noite de primavera , 
O coração permanece a espera ,
O quão sentir e tocar é tentador , 
Em algum lugar há o amor .

sábado, 27 de setembro de 2025

Diga para mim

Diga para mim , 
Que está a fim , 
Antes que o vento nos afaste , 
Antes que o tempo desgaste , 
E tudo se torne enferrujado , 
Tornando tudo amargo e desamado , 
Este coração que precisa de você ,  
Venha comigo , já vai amanhecer .
Diga para mim , 
Um simples sim , 
E teremos boas histórias para contar , 
Aproveitando bem o tempo para amar , 
E todos os problemas descontar , 
Em poemas para o vento declamar , 
E dizer o que sintamos de verdade ,
Em um sentimento maior que a saudade .
Minha barba já está branca , 
Minha realidade nunca foi tão santa , 
Caso esteja a fim , 
Diga para mim .

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Flores congeladas

Uma primavera fria , 
Uma noite chuvosa e vazia , 
Lembro de seu perfume , 
Presente como de costume , 
Mas que ja se foi , 
Para um depois , 
Para uma próxima vez , 
Para rever talvez .  
O vento úmido , 
Um ar translúcido , 
Em alucinações ,  
Por imaginações , 
Um futuro bom , 
Um belo som , 
Algo para guardar na memória , 
Um conto , um romance , uma história . 
Histórias reviradas , 
Canções mal cantadas , 
Ideias estacionadas , 
Flores congeladas .

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Parte pertencente de mim

Em madrugadas como essa , 
Em que a camada é fria e espessa , 
Posso ver aquele semblante , 
Embora distante , 
Parte externa como extensão ,
Partícula inerente de minha expressão , 
Toda ação tem reação , 
Por aí vaga um pedaço de meu coração .
Por entre as dobraduras do tempo e espaço , 
Eu sigo e despedaço , 
Fragmentos de lembranças , 
Alguns resquícios de esperanças , 
Posso sentir aqui perto , 
Aquela voz , aquela sensação , 
Embora o destino seja incerto , 
Pouco significa que não tenha solução . 
Há noites que parecem o fim , 
Mais não , menos sim , 
O fim da linha enfim , 
Parte pertencente de mim .

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Você não é como elas

Logo de madrugada , 
Vem aquela solidão , 
Saudade de uma amada , 
Perdido na imensidão .
Percebo no sabor estelar , 
Sideralmente em algum lugar , 
Pensando e sem falar ,
Há racíocinio em se plugar . 
Viajo parado , 
Penso intenso , 
Curo calado , 
Deste mundo tenso . 
Lembrei dela o dia inteiro , 
Vê-la seria maneiro , 
Mas a realidade é outra , 
Um dia a gente se encontra :

" Seus lábios vem me seduzir , 
Coisas ruins devo reduzir , 
Mas você não é uma delas , 
Você não é como elas " .

domingo, 21 de setembro de 2025

Pedido singular

Mandei um recado ao universo , 
E ele atendeu , 
Através de um singelo verso , 
A estrutura concedeu . 
Tudo tem volta , 
Mesmo que por acidente , 
Todo ato é uma revolta , 
Uma minoria dissidente . 
Todo desejo pedido , 
Um dia há de ser realizado , 
Todo segredo contido , 
Há de ser revelado .
O ser humano é movido a sonhos , 
Uma parte das bases são as riquezas , 
Em belos campos risonhos ,
Há de se adquirir quaisquer belezas .
Cuidado com o que desejar , 
Tudo tem hora e lugar , 
Através do versejar , 
Um pedido singular .

sábado, 20 de setembro de 2025

Limites da vivacidade

Como se eu parasse de ouvir meu lado angelical , 
Quando me apaixono por alguém , 
Um distanciamento do lado espiritual , 
Que é um dos meus pilares também . 
Uma vez eu ouvi , que cada um tem um anjo , 
E que é mais seguro andar em bando , 
E quando estes dois são separados , 
Toda uma fraqueza torna-nos a queda destinados .
Cada vez que ando próximo ao amor , 
Sinto desligar-me de algo , 
E que mesmo que seja bom o afeto e seu calor , 
Parece uma armadilha o afago . 
Deixando-me sem proteção , 
Me render aos designios do coração , 
Não é fácil negar a tentação , 
Não é fácil administrar a direção .  
Um grande desafio , 
Manter o amor e a espiritualidade , 
Por um fio , 
Manter os limites da vivacidade . 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Pensamentos desta lua

Encarregado de rimar , 
Já fui do interior , 
Já fui do mar , 
Agora aprecio o calor , 
Sobretudo humano , 
Onde o lá de cima tem um plano , 
Um caminho a cumprir , 
Uma trajetória a seguir . 
Posso ser apenas um , 
De lugar nenhum , 
De todo lugar , 
Um pequeno ponto a versar , 
Mas tenho algo quase invisível , 
Uma vontade infinita e inconfundível , 
De prosseguir ,  
De conseguir , 
A virtude é para quem continua ,
Quem em versos e rimas flutua , 
Quem a verdade cultua , 
Pensamentos desta lua .

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Em todo ser humano há verdade , mas a saudade transcende qualquer verdade

Vejo além , 
De meu próprio umbigo . 
Todo alguém , 
Pode ser um amigo . 
Nas linhas tortas do destino , 
Não somente há verdade , 
Como há um menino , 
Como há saudade , 
Como há um brinquedo , 
Como há o temporal , 
Como há medo , 
Como há começo e final .
Nas linhas tortas do destino , 
Há o badalar do sino , 
Há muita música , 
A realidade é única , 
No passado há muito do futuro , 
No passado há conhecimento puro , 
Um caminho por igual , 
Como um sinal:
" Em todo ser humano há verdade , 
Mas a saudade transcende qualquer verdade " .

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Siga com o mover

Escrever , 
Prever , 
Continuar , 
Pelo luar .
Sonhos para inspirar , 
Memórias a expirar , 
No fundo há um sentido , 
Liberar o desejo contido . 
Quando tudo parece perdido , 
Acaricio o coração ardido ,
E tudo melhora , 
Toda cura tem sua hora .
Por debaixo da veste , 
Do leste ao oeste , 
Existe uma alma pura , 
Sempre há um caminho , 
Mesmo com a vida dura , 
O espírito nunca está sozinho , 
Querer é poder , 
Siga com o mover .

domingo, 14 de setembro de 2025

Filmagem e reprodução descontrolada

Com a sensação de estar sendo observado , 
De algum modo filmado , 
Estar sendo monitorado , 
De alguma forma ser gravado . 
Por algo munido de um aparelho filmador , 
Obter uma imagem como televisor , 
E ter um efeito visualizador , 
De imagens e vídeos sem dolor . 
Sem privacidade , 
Em intensidade , 
Sem particularidade , 
Poder manipular e compor a verdade . 
Como um filme sem fim , 
Com tudo sobre mim , 
Sem autorização , 
Sem indenização . 
Sem qualquer pista , 
Uma monitoração destinada , 
Sem luta , apenas conquista , 
Filmagem e reprodução descontrolada .

sábado, 13 de setembro de 2025

O sonho de quando juntos , sempre esqueço ao dia amanhecido

Antes não escrevia , 
Hoje expresso melhor , 
O que sofro , o que sofria , 
Coisas que nunca sei decor . 
Ontem não escrevi , 
Desmaiei ouvindo música ,  
Mas quando não a vi , 
Senti uma falta única . 
Uma pessoa que me alegrou , 
Faz parte do que sou , 
Quando achei que estava fugindo , 
Na verdade estava levando tudo comigo . 
Ja tentei de tudo , 
Até me tornei mudo , 
Mas está viva em minha memória , 
Está latente em minha história . 
Aquele beijo com gosto de erva , 
Na madrugada escondidos tomando cerva , 
Baqueados caçando assuntos , 
Hoje estou limpo , amadurecido ,
Mas o sonho de quando juntos , 
Sempre esqueço ao dia amanhecido .  

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A vergonha das mentiras que os outros contam

É difícil desmentir alguém , 
Dizer a verdade , 
Admitir por bem , 
Que nas palavras há demasiada vaidade . 
Comentar que algo é inverídico , 
De que há um teor mítico , 
É muita dor , 
É constrangedor . 
Querer ver o certo no outro , 
Desejar mais , e menos pouco , 
Consertar algo errado , 
Reparar o que se tem falado . 
A procura de sutileza na pronúncia ,
Provar do sabor da verdadeira astúcia , 
Saber que a verdade é saúde emocional , 
É livrar-se de todo o mal . 
Em uma estranha desinformação , 
Governos e impérios se desmontam ,
Em busca da oficial direção ,
A vergonha das mentiras que os outros contam . 

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

A ajuda irá chegar

A noite e seu enclave , 
Desejando que o futuro me salve , 
Perdi o caminho , 
Mas isto não é o fim , 
Pensativo e sozinho , 
Pra salvação eu digo sim , 
E sigo minhas trajetórias , 
Pois apenas mortos não contam histórias .  
Na pequenez dos segundos , 
O amor é infinitesimal , 
Em meu coração há vários mundos , 
Não há por que escolher o mal . 
A virtude do fraco , 
É pensar mais de uma vez , 
A situação pode estar um caco , 
Mas jamais há perdição para o talvez .
Já consegui chegar até aqui , 
Não há por quê voltar ,
O perigo está por aí , 
A ajuda irá chegar .

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Paradigmas das espetacularidades

Pensei em sumir , 
Me esconder , 
Reagir , 
A tudo que anda a acontecer . 
Mas , no fundo sei , 
Que devo prosseguir , 
Consertar o que errei , 
Honrar , cuidar e servir . 
Ás vezes fico deprimido , 
Pelo ódio do mundo consumido , 
Tudo é como lido , 
E assim acontece o devido . 
Imagino muita coisa boa , 
E ás vezes coisas ruins , 
Mas sempre há uma boa ideia que ressoa , 
Transformando bens e afins .
Muitas vezes penso que tenho controle , 
Muitas vezes acho que perco o controle , 
Mas muitas coisas são vaidades , 
Paradigmas das espetacularidades . 

domingo, 7 de setembro de 2025

Daquele tempo só restou saudade

Assisti pela televisão ,
Um daqueles shows grandiosos , 
Senti a sensação , 
De anos gloriosos . 
Lembrei de épocas adolescentes , 
Vestido de preto e balançando a cabeleira , 
Noites conscientes e inconscientes ,
Bagunçando a noite inteira . 
Tenho aquela camiseta do nirvana , 
Daqueles tempos , 
Quase uma energia emana , 
Daqueles célebres momentos .
Tinha até uma núcleo social ,
Que a cada dia crescia , 
Um fã clube oficial , 
De tudo que acontecia . 
Fui em apresentações de várias bandas , 
Sentia-me em liberdade , 
Ouvindo música até as tantas , 
Daquele tempo só restou saudade . 

sábado, 6 de setembro de 2025

Os detalhes da cidade

A garoa fria da cidade , 
A praça que traz tanta saudade , 
As ruas que carregam lembranças , 
As canseiras que remontam rememoranças . 
As poças das calçadas , 
As mentes que projetam vazadas , 
Fazendo de ideias , realidades concretizadas , 
Tanta criatividade , tantas projeções realizadas .
O reflexo da água sobre o chão , 
Faz do espelho d'água uma visão , 
Viagens em si próprio , 
Sonhos estando sóbrio . 
Parece que nunca fui eu , 
Desde quando o pensamento amanheceu ,
A metrópole e suas revelações , 
Tudo remete e influencia decisões .
Os bares e restaurantes , 
As pessoas distantes , 
Em busca de identidade , 
Os detalhes da cidade .

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Recomeçando depois de coisas erradas

Recentemente passei por um período turbulento , 
O pensamento anda lento , 
Errei demais , 
Reflexivo como jamais . 
Mas , melhorei , 
Só eu sei , 
O abuso de tudo , 
Nem que fosse muito sortudo , 
Poderia aguentar , 
Perdido entre ser e estar .
Aqueles amigos , 
Ainda guardo no peito , 
Tempos antigos , 
Sem qualquer defeito . 
Aquela garota , 
Bonita da gota , 
Desejo de vez em quando , 
Nela ando pensando . 
Ideias descasadas , 
Reflexões pesadas ,
Projeções abandonadas , 
Recomeçando depois de coisas erradas .

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Som em alta qualidade de destruição

O som alto , 
Corroendo meus tímpanos; meus ouvidos.
Causando desacatos,
Eventos mal resolvidos.
O som está me eliminando,
Meu campo minando,
Como uma bomba prestes a explodir,
O meu ócio a confundir e a destruir.
Barulhos,
E vozes,
Orgulhos,
Ferozes.
Gritos,
Atritos,
Há trezentos quilômetros por segundo,
A maior destruição de meu mundo.
Versos para acalmar o vento,
Para mudar a sensação,
Para afastar este descontento,
Som em alta qualidade de destruição.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Idades e épocas incríveis

Aquelas fogueiras , 
Eu e meus amigos , 
Vidas inteiras , 
Alegres tempos antigos . 
Aquele beijo roubado , 
Aquela amada caliente , 
É bom ser amado , 
É bom ser contente . 
Em épocas escolares , 
Mais profundos que os mares , 
Posso sentir , 
Posso ver , 
Consentir , 
E escrever , 
Tudo faz sentido agora , 
Livre para seguir e ir embora .
Boas lembranças , 
Remetem esperanças , 
Pequenas felicidades invisíveis , 
Idades e épocas incríveis .

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Um teor ilusório

Na rodovia da solidão , 
Contando passos , 
Encontrando a imensidão , 
Torrando maços . 
Nos caminhos sem verdade , 
Tudo parece surreal , 
Uma quantidade sem qualidade , 
O temor ao mal .
Equações , 
Evocam tolice , 
Lições , 
Para aproveitar melhor a velhice .
Tudo parece provir de uma ilusão , 
Como desvendar um crime sem solução , 
Como nunca sarar de uma séria contusão , 
Fica um mistério em torno da sensação .
Viver é quase um golpe de sorte , 
A vida tem um descontrole notório ,
O rumo para os desfechos só me deixam forte ,
Mas tudo ainda tem um teor ilusório .

domingo, 31 de agosto de 2025

Sofrença

Beijos e abraços falsos , 
Não preciso mais , 
Os seres humanos estão escassos , 
De algo que os torne demais , 
Um pouco de verdade , 
Um pouco de humanidade , 
Machucado estou , 
Ferido em partes do que sou .   
Pra ser honesto , 
Romances se foram ,
Pra isso já não presto , 
Em volta os elementos descolaboram .
Ás vezes culpo tudo , 
Até a mim , 
Perdido no sentido profundo ,
Este caminho tem cheiro de fim .
Sozinho , 
Sem essência , 
Caminho , 
Em sofrença .

sábado, 30 de agosto de 2025

Paradoxos da dor

O peso da tarde , 
As horas que demoram a circular , 
O peito arde , 
Lembranças do pé ao mar . 
Viagens pra dentro de mim , 
Um estrelato imaginário , 
Meu coração determina começo e fim , 
De um tormento sem horário .
Um devaneio infinito , 
Não tem nada de bonito , 
Mas chama a atenção , 
Sem freios e sem qualquer intenção . 
Pequeno desejo de voar , 
Esquecer a velhice , 
Um som mudo que vem ecoar , 
Tentando evitar qualquer canalhice . 
Segredos do futuro , 
Equivoco puro , 
Pode-se dizer o que for , 
Paradoxos da dor .

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Só estou de passagem

Pode ficar com meus amores , 
Pessoas , lágrimas , dores , 
A brisa da manhã a acalentar , 
Os repousos e os silêncios do lar . 
Fique com minhas tristezas , 
Apesar de estarem sem belezas , 
Fazem parte de um caminho que valeu a pena , 
Absorva , continue , aprecie a cena . 
Deixo meus segredos , 
Desejos e medos , 
Vontades sem leis , 
Todos os erros antes e após os dezesseis . 
Te ofereço meus lares , 
Minhas cupidisses de unir pares ,
Minhas verdades sobre os quatro ventos , 
Meus bons e maus momentos .  
Foi curta a viagem , 
Mas nada foi miragem , 
Assim como anjos agem , 
Só estou de passagem .

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Inextinguível

O brilho da lua são como seus olhos naquelas noites quentes ante os lençóis , 
perante as estrelas como testemunhas de um amor puro e inocente . 
Vejo no silêncio , tantos sussurros , gemidos , declarações silenciosas de sedução , 
fragmentos de uma memória afetiva , ainda viva , pulsando dentro de mim . 
No fundo da alma , queima uma chama inextinguível , metade mim , metade você , um todo de nós se amando . 
Acreditei em tudo quanto é razão , mas só no coração , encontrei sabor do sentimento mais belo : nós e nada mais . 
Posso vir a sumir , posso vir a desaparecer , posso mudar de nome , de status , de feição , mas no fundo da alma , 
em noites secretas como essa , o calor estará esquentando , mandando uma mensagem : " Nós somos inconfundíveis / um elo invisível / somos invencíveis / de um calor inextinguível " .

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Do bem a saudade

Admiro na ignorância , 
Ocupar-se com o findável , 
Criar causa ânsia ,   
Uma falta formidável . 
Reparo na fraqueza , 
A atração do predador , 
Confere certa beleza ,  
Um artifício facilitador .
Repetir o errado , 
Denota esconderijo ,
Parece caso encerrado , 
Senão corrijo .
Atrai o minuto , 
Cada absurdo ,
Cada tempo resoluto , 
Torna-me surdo .
Admiro na maldade , 
Cada insensibilidade , 
Quando acentua a vaidade , 
Do bem a saudade .

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

A noite completa minha solidão

Prefiro ser taxado de tudo , 
Menos de pouca humildade , 
O destino me fez sortudo , 
Então devolvo com humanidade .
A arte de fazer poesia , 
A vontade de pensar em demasia , 
O coração é eterno ,
O abraço é fraterno .
Os cinco sentidos , 
Dizem muito sobre o que sou , 
De tempos antigos , 
De onde vim , onde estou , para onde vou .
Os padrões do mundo , 
Influenciam no cotidiano ,
Mas o saber é profundo , 
Aumentando de ano a ano .
Pareço estar no lugar errado , 
Com pessoas de outra situação , 
Fazendo de tudo para ser amado , 
No entanto , a noite completa minha solidão .

domingo, 24 de agosto de 2025

Quem não tem delírio , não ouve nenhum múrmurio

Apenas com muita imaginação ,
A vida pode ter sentido , 
Apenas com o coração , 
É liberado o amor contido . 
Apenas com sonho , 
A realidade se concretiza , 
Apenas com um sol risonho ,
O solo aquece e fertiliza . 
Apenas com um pouco de loucura , 
O respeito a si aumenta , 
O corpo tem a cura ,   
A mente se alimenta . 
Já dizia a plenos pulmões , 
Por cantores em canções , 
Palavras de força e esperança , 
Para guardar na lembrança :

" Quem não tem colírio , 
Usa óculos escuros..."
E eu digo : " Quem não tem delírio , 
Não ouve nenhum múrmurio " .

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Como meu coração diz

Ame-a como jamais amaria , 
Faça promessas , como ninguém mais diria , 
Vá e afaste a solidão , 
E voe por toda imensidão , 
E volte como o vento , 
Que com o silêncio seduz , 
Seja para todas as horas o alimento , 
E sinta o amor que o coração produz , 
Seja , 
E veja , 
Como é bom ser feliz , 
Como meu coração diz .

Olhe as estrelas , 
Sinta a brisa noturna , 
Apague as velas , 
Se enrole no cobertor como uma urna , 
Esquente ao máximo que der , 
Torne ela a sua mulher , 
E nada é mais amor , 
Do que o sentimento e seu calor , 
Estar com ela , 
É maior do que tudo que fiz ,
A lua é amarela ,
Como meu coração diz .

De Pequim a Paris , 
Do triste ao feliz , 
Linda como uma Miss , 
Como meu coração diz .

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Minha companheira de trago

Olhando suas fotografias , 
Tenho a ligeira certeza , 
Que de todas as paixões tiranias , 
Você tem a maior beleza . 
Quando a noite cai ,
E o sol se vai , 
Teu brilho ilumina meu caminho , 
O meu segredo do verdadeiro carinho . 
Seus desenhos pelo corpo , 
Minha saudade lá no topo , 
Posso ver que agora faz sentido , 
Todo desejo que tenho sentido . 
De vez em quando , 
Oculto o que sinto ,
Mas por aqui estou te falando ,  
Embriagando-me como vinho tinto .
Em noites como essa , 
Em que a névoa é espessa , 
Uma fada e um mago , 
Minha companheira de trago .

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Meus pés ainda estão neste solo

Os lugares de onde sou , 
Ainda concedem confiança , 
Os lugares para aonde vou , 
Talvez concedam esperança . 
Os hábitos do cotidiano , 
Fazem parte do meu plano , 
Seguir de cabeça erguida , 
Sempre há uma saída . 
As pessoas em minha agenda , 
Tranferem-me para uma fenda , 
Um modo de seguir em frente , 
Uma maneira de estar contente .
Tudo que vai , 
Em algum momento volta , 
Quando o bem sai , 
O mal promove revolta .
Já fui pequenino , 
Já precisei de colo , 
Hoje homem , antes menino , 
Meus pés ainda estão neste solo .

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Acabou a passividade

Dias invernais , 
Pensamentos frios , 
Até criminais , 
Repletos de vazios .
Vejo por entre a neblina , 
O semblante daquela menina , 
Já com o brilho ofuscado , 
Já com o coração desgastado . 
Posso sentir amor ,
Mas o problema é o perdão , 
Quando tratado com desvalor , 
É mais complicado conceder permissão .  
Tanto para reatar , 
Quanto para desculpar , 
A vida ás vezes é cruel ,
Tudo gira em torno de um enumerado papel .
Multiplica-se a solidão , 
Quanto mais avança a idade ,  
Sem chance pro perdão ,  
Acabou a passividade .

domingo, 17 de agosto de 2025

Eu quero botar minha rima no mainstream

Coisas não dão certo , 
Um devaneio de um destino incerto , 
A verdade duvidosa e conspiratória , 
A vida é apenas e somente uma história , 
Pronta para ser descoberta , 
Por muitas vezes incompleta , 
Esperando ser editada , 
Esperando ser representada . 
De pequeno aprendi o ofício , 
O coração virou delírio , 
Obra do acaso , do fim ao início , 
Para o terceiro olho um colírio .
Vejo nas entranhas dos sonhos , 
Tristonhos e risonhos , 
O segredo de viver , 
O desejo de reviver .
Do começo ao fim , 
Será aprendizado para mim , 
Como o telefone faz trim trim , 
Eu quero botar minha rima no mainstream .

sábado, 16 de agosto de 2025

Quem sabe da próxima vez

A noite é um cantor deprimido , 
Esperando o calor e um brilho de um amigo , 
Quando o coração é sabido , 
A solidão nunca deixa o semblante antigo . 
Tudo gira em torno do horário , 
Uma rotina a seguir , 
Entre pró e contrário , 
O objetivo é conseguir . 
Acreditei ser único em muitas habilidades , 
Mas a observação fez abrir minha mente , 
Do passado tenho saudades , 
Uma ação da fraqueza do inconsciente , 
Uma vontade de reviver , 
Uma vontade de rever , 
Provar mais uma vez , 
Um antigo novo amor , talvez .
Meu pé está frio , 
Como a estação fria deste mês , 
Tentei chegar , mas não deu , sobrou o vazio , 
Quem sabe da próxima vez .

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Interessantemente pensante

Perdido , 
Entre o que é real e o que é ilusão , 
Repartido ,
Entre o que é fato e o que é intenção .
Imagino os próximos minutos , 
É uma parte da organização , 
Cada parte dos segundos é resoluto , 
Estou melhor assim , pelo menos é a sensação . 
Algumas memórias me acompanham , 
Algumas partículas de mim sonham , 
É bom ter o que pensar , 
É bom ter o que repensar .
Fotografias mentais , 
Letras mirabolantes , 
Realidades virais , 
Relapsos gritantes .
A lembrança é constante , 
Um vislumbre de instante , 
Entre o palpável e o farsante , 
Interessantemente pensante .

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Sem qualquer noção

Acordei esta manhã , 
E tinha trinta e sete anos , 
Um novo amanhã , 
De longos tempos insanos .
Parece que foi ontem , 
Parece até que foi anteontem , 
Eu , brincando no velho quintal , 
Imaginando um de volta para o futuro , 
Sem querer nenhum mal ,
Linhas do tempo na mente costuro ,  
E relembro fatos do passado ,
Como desamassar rascunhos no lixo surrado . 
Como meus ídolos rockeiros , 
Como minhas bases de vida , 
Exemplos maneiros , 
Buscando uma solução e saída .  
Acredito que sou o que venero , 
Sempre bem espero , 
Mas já errei tanto , 
Não sei se tenho salvação ,
O coração é puro pranto , 
Sem qualquer noção .