quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O mar, que de tanto amar, apenas pensa

Sob as flores de um outubro, 
Sob a chuva que nunca me abandona, 
O peito pulsa rubro, 
Esperando ela que não telefona. 
Aquele perfume ainda no olfato,
A amo...é fato, 
Como a chuva encontra o mar, 
Foi quando a vi, ouvindo o som do (a)mar.
Vejo o jardim doméstico, 
Um aprender quase catequético, 
A flor da primavera é o objetivo,
Uma atração que não há adjetivo.
Sob a ventania, 
De outrora, 
Uma soberania, 
Um amor do tempo de agora. 
Teu lábio me condena, 
Amar é uma sentença,
Uma relação jamais será amena,
O mar, que de tanto amar, apenas pensa.

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