Acordo pela manhã ,
Um barulho estranho ,
Mente pouco sã ,
Um recuo , um acanho .
Meu rosto está tinto ,
Como o vinho ,
Mas nada sinto ,
Apenas ouço uma TV no vizinho .
Hoje é outubro de dois e vinte e cinco ,
Parcialmente sozinho ,
Ás vezes parodio , as vezes brinco ,
Mas percebo que algo está no finzinho .
Como todo fim ,
Há nostalgia ,
Como todo fim ,
Um resquício de magia .
Algumas notícias do telejornal ,
Perdi a noção da loucura e do normal ,
Nada alivia a tensão ,
No espelho ,
Uma estranha expressão ,
E um frio com direito a nariz vermelho .
A última coisa que lembro ,
E relembro ,
São eu e ela casando ,
E nos amando .
Mas tudo se foi ,
Como conhecer e dizer oi ,
Algo comunal ,
Como despedir e dizer tchau .
Talvez o tempo tenha me esquecido ,
E talvez esta vida nada queira de mim ,
Vivendo nas sombras , sem nenhum dia amanhecido ,
Eu , meus pensamentos e dois mil e vinte cinco sem fim .
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