Cá estou eu , neste navio afundando , á procura de ajuda , mas só encontro solidão .
Neste momento chamado dois mil e vinte cinco , vejo carcaças de animais boiando ,
tesouros em ilhas desertas , a infinita meia-noite em alto mar .
A maré sobe e desce , enquanto a lua desfila com sua sombra sob o horizonte ,
posso ouvir as vozes de milhões de vidas perdidas nestes oceanos ,
posso sentir a vibração de seres vivos por dentre ás aguas . A vida se vai ,
mas seu eco ecoa por centenas de anos-luz aos gigantescos cubículos de águas existentes .
O capitão sumiu e os marinheiros fizeram um motim .