A chuva caia sob os cabelos grisalhos ,
A folhas caiam como cartas de baralhos ,
Sobre o chão molhado e frio ,
Lembranças de um sábado vazio .
Nos carros , burgueses em seu lazer ,
Nas vitrines luxúrias que quero esquecer ,
Neste país , milhões sem ter o que comer ,
A miséria e a fome fui conhecer ,
Sem qualquer prazer ,
Mas pude me arrepender ,
E desaprender ,
E reconhecer ,
Toda a malícia da elite ,
Pensei que era importante ,
Mas era uma impressão , um palpite ,
De uma realidade ilusória e desconcertante ,
O suor do pobre ,
A riqueza do burguês ,
Queria ser nobre ,
Mas prefiro poetizar outra vez .
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